A contratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) como banca do concurso para Juiz do TJ RS pegou muita gente de surpresa, mas para o candidato preparado, ela define as regras do jogo.
A FGV tem uma “personalidade” muito própria. Esqueça aquela decoreba simples de artigos da lei; a organizadora é conhecida por aplicar testes que exigem raciocínio rápido e muita resistência mental.
Se você quer sair na frente, eis o que esperar do certame:
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O “Efeito FGV” – O que esperar da prova da Magistratura RS
1. Histórias longas e Casos Práticos (Os famosos “cases”)
A marca registrada da FGV são os enunciados extensos. Em vez de perguntar diretamente o que diz um artigo do Código Civil, a banca vai criar uma situação hipotética complexa — uma briga de vizinhos, um contrato empresarial cheio de nuances ou um crime com várias qualificadoras.
- O desafio: Você precisa identificar qual regra jurídica se aplica àquele problema real. O cansaço físico e a gestão do tempo serão seus maiores adversários.
2. Jurisprudência Aplicada na Veia
A FGV não costuma apenas cobrar o “copia e cola” de súmulas dos tribunais superiores (STF e STJ). Ela quer ver se você sabe aplicar o entendimento dos tribunais dentro do caso prático proposto no enunciado. Fique atento às teses fixadas em recursos repetitivos e repercussão geral.
3. Alternativas muito parecidas (A “pegadinha” sutil)
As cinco alternativas (A, B, C, D, E) costumam ser longas e estruturadas. A banca adora colocar opções semanticamente muito próximas, onde uma única palavra ou uma sutil inversão de conceito diferencia a resposta certa da errada. Sublinhar palavras-chave durante a leitura será obrigatório.
4. Humanísticas e Teoria Aprofundada
Por ser uma instituição de viés acadêmico e de pensamento crítico, a FGV costuma caprichar nas questões de Formação Humanística (Filosofia do Direito, Sociologia e Teoria Geral do Direito). Espere uma cobrança doutrinária mais densa e refinada nessa área.
💡 E o ENAM? Como o regulamento do TJ-RS abriu as portas para que o Exame Nacional da Magistratura substitua a primeira fase, vale lembrar que a própria FGV tem histórico de organizar exames nacionais de grande porte (como a OAB). Seja no ENAM ou em uma prova objetiva própria, o “estilo FGV” de cobrar Direito vai ditar o tom.
Como adaptar seus estudos a partir de HOJE:
- Treine com foco no tempo: Faça simulados cronometrados com provas recentes da FGV (como as de outros tribunais ou do Ministério Público) para acostumar o cérebro com o desgaste de ler textos longos.
- Aprenda a mapear o enunciado: Exercite a leitura dinâmica para separar o que é “historinha” do que é dado juridicamente relevante para resolver a questão.
A banca foi escolhida, o salário ultrapassa os R$ 30 mil e as 30 vagas estão garantidas. A única pergunta que resta é: você vai estudar pelo material certo ou vai esperar o edital sair?
Saiba mais: Concurso Magistratura RS
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