Texto V
O número de indigentes em proporção da população no Brasil de hoje já não é o que foi há 50 anos. Pequeno consolo. O desconsolo aumenta quando observamos que mesmo esse número poderia ser muitíssimo menor se, durante os últimos 33 anos, tivéssemos crescido como os tigres asiáticos. Há 40 anos, os organismos internacionais acreditavam que a Coréia do Sul estava condenada à pobreza. Erraram no julgamento. O país tornou-se um fenômeno de crescimento sustentado e redução da pobreza, como outros países asiáticos.
A pergunta agora é se a África poderia se tornar palco de um novo milagre se tivesse ajuda externa e políticas econômicas adequadas. Suas deficiências estruturais são notórias: baixa produtividade agrícola, altos custos de transportes, doenças tropicais, AIDS e baixa
difusão de tecnologia. Mais grave ainda é que, durante os últimos anos, a África tem enfrentado mais guerras internas que outras regiões. Os genocídios — Ruanda em 1994 e Darfur em 2004 — são apenas as histórias mais trágicas de conflitos perenes. Para escapar desse círculo vicioso de guerra e pobreza, a região precisa de assistência. Cálculos estratégicos guiam o interesse crescente dos EUA e da
Europa na África. Nesses cálculos, entram a abundância de recursos naturais ( inclusive urânio ) em um Congo conturbado, a combinação petróleo-islamismo na África Ocidental, a proliferação de armas no continente e a migração descontrolada e incontrolável.
Eliana Cardoso. Áfricas. In: Valor Econômico, 20/1/2005, p. A2 ( com adaptações ).
Considerando as informações contidas no texto V, assinale a opção correta relativamente à Coréia do Sul.