{"id":75889,"date":"2024-09-14T13:42:32","date_gmt":"2024-09-14T16:42:32","guid":{"rendered":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/?p=75889"},"modified":"2024-09-16T13:52:33","modified_gmt":"2024-09-16T16:52:33","slug":"tema-1234-concessao-judicial-medicamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/tema-1234-concessao-judicial-medicamentos\/","title":{"rendered":"Tema 1234 do STF &#8211; Concess\u00e3o judicial de medicamentos e a defini\u00e7\u00e3o de novos crit\u00e9rios de compet\u00eancia \u2013 Parte 1"},"content":{"rendered":"\n<p>A judicializa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade no Brasil \u00e9 uma quest\u00e3o de relev\u00e2ncia crescente, especialmente quando o tema envolve o fornecimento de medicamentos e tratamentos pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 consagra o direito \u00e0 sa\u00fade como um direito fundamental, e a <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">responsabilidade <\/mark><\/strong>de garanti-lo \u00e9 <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">solid\u00e1ria <\/mark><\/strong>entre a Uni\u00e3o, Estados e Munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a divis\u00e3o de compet\u00eancias dentro do SUS, aliada \u00e0 complexidade da reparti\u00e7\u00e3o de responsabilidades entre os entes federativos, tem gerado in\u00fameros questionamentos nos tribunais.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) t\u00eam sido inst\u00e2ncias de defini\u00e7\u00e3o de importantes entendimentos sobre o fornecimento de medicamentos, especialmente em temas como o fornecimento de <strong>rem\u00e9dios n\u00e3o registrados na ANVISA e a solidariedade na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de explicar o <strong>Tema 1234<\/strong> julgado pelo STF, vou me deter a te explicar como era o cen\u00e1rio anterior, ok?<\/p>\n\n\n\n<p>Tenha calma, por favor, o voto possui 97 p\u00e1ginas do Tema 1234, por\u00e9m, preciso novamente te explicar o cen\u00e1rio anterior, beleza?<\/p>\n\n\n\n<p>E por qual raz\u00e3o \u00e9 parte 1, professor?<\/p>\n\n\n\n<p>Porque vamos tratar da parte 2, versando sobre esse outro julgado, isto \u00e9 o <strong><a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=2565078\" target=\"_blank\" >m\u00e9rito do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE)\u00a0566471<\/a><\/strong>\u00a0julgado pelo STF em que o Min. Barroso votou conjuntamente com o Min. Gilmar Mendes que trata do <strong>Tema 6<\/strong> do STF, sobre medicamentos de alto custo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cenario-anterior\"><span id=\"cenario-anterior\">Cen\u00e1rio anterior<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Dentre os temas que se destacam na judicializa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade est\u00e3o o <strong>Tema 793\/STF<\/strong>, o <strong>Tema 500\/STF <\/strong>e o <strong>Tema 686\/STJ<\/strong>, cujas teses refletem o enfrentamento de quest\u00f5es fundamentais sobre o <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color\">litiscons\u00f3rcio passivo<\/mark><\/strong>, a <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color\">reparti\u00e7\u00e3o de responsabilidades no SUS<\/mark><\/strong> e o <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color\">chamamento ao processo<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, vou fazer essa an\u00e1lise detalhada desses Temas, com o objetivo de explicar os principais pontos de <strong>diverg\u00eancia e converg\u00eancia entre o STF e o STJ<\/strong>, bem como a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de tais entendimentos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tema-793-stf\"><span id=\"tema-793-stf\">Tema 793\/STF<\/span><\/h3>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n<cite><strong><strong>Tema 793\/STF: Solidariedade dos entes federativos no fornecimento de medicamentos<\/strong><br><strong>\u00a0<\/strong><br><\/strong>Os entes da Federa\u00e7\u00e3o, em decorr\u00eancia da compet\u00eancia comum, s\u00e3o solidariamente respons\u00e1veis nas demandas prestacionais na \u00e1rea da sa\u00fade e, diante dos crit\u00e9rios constitucionais de descentraliza\u00e7\u00e3o e hierarquiza\u00e7\u00e3o, compete \u00e0 autoridade judicial direcionar o cumprimento conforme as regras de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias e determinar o ressarcimento a quem suportou o \u00f4nus financeiro.<strong><br><br>STF. Plen\u00e1rio. RE 855.178 ED\/SE, rel. orig. Min. Luiz Fux, red. p\/ o ac. Min. Edson Fachin, julgado em 23\/5\/2019 (Repercuss\u00e3o Geral \u2013\u00a0Tema\u00a0793) (Informativo 941).<\/strong><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O Tema 793\/STF discute a responsabilidade solid\u00e1ria dos entes federativos nas demandas relacionadas \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, incluindo o fornecimento de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF fixou o entendimento de que os tr\u00eas entes \u2014 Uni\u00e3o, Estados e Munic\u00edpios \u2014 t\u00eam responsabilidade <strong><u><strong>solid\u00e1ria<\/strong><\/u><\/strong>&nbsp;na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade, o que significa que qualquer um deles pode ser acionado para garantir o cumprimento desse direito.<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em seu art. 23, II, estabelece a compet\u00eancia comum entre os entes federados para cuidar da sa\u00fade e assist\u00eancia p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora essa responsabilidade seja solid\u00e1ria, o STF reconheceu que, <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\">na pr\u00e1tica<\/mark>, a estrutura do SUS prev\u00ea uma divis\u00e3o administrativa de compet\u00eancias<\/strong>: a Uni\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o de sistemas de alta complexidade, os Estados gerenciam hospitais de refer\u00eancia e os Munic\u00edpios cuidam da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nisso, o magistrado pode, durante o processo, direcionar o cumprimento da decis\u00e3o contra o ente competente,&nbsp;conforme as regras do SUS, e determinar o ressarcimento se o ente n\u00e3o respons\u00e1vel arcou com a obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa solidariedade foi reafirmada no julgamento do <strong>Recurso Extraordin\u00e1rio 855.178\/SE<\/strong>, em que o STF fixou a tese de que <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\">a responsabilidade solid\u00e1ria entre os entes n\u00e3o impede que o juiz direcione a medida liminar ou definitiva ao ente federado competente<\/mark><\/strong>, com base na descentraliza\u00e7\u00e3o e hierarquiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tema-686-stj\"><span id=\"tema-686-stj\">Tema 686\/STJ<\/span><\/h3>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n<cite><strong><strong>Tema 686\/STJ: Chamamento ao processo nas demandas de sa\u00fade<\/strong><\/strong><br><strong><br><\/strong>Nas a\u00e7\u00f5es para fornecimento de\u00a0medicamentos, apesar de a obriga\u00e7\u00e3o ser solid\u00e1ria entre Munic\u00edpios, Estados e Uni\u00e3o, caso o autor tenha proposto a a\u00e7\u00e3o apenas contra o Estado-membro, n\u00e3o cabe o chamamento ao processo da Uni\u00e3o, medida que apenas iria protelar a solu\u00e7\u00e3o da causa.<br><strong><br>STJ. 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. REsp 1.203.244-SC, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 9\/4\/2014 (Recurso Repetitivo\u00a0Tema\u00a0686) (Informativo 539).<\/strong><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Por outro lado, no Tema 686\/STJ trata da <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">inaplicabilidade do chamamento ao processo<\/mark><\/strong> em a\u00e7\u00f5es que visam o fornecimento de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto \u00e9, o STJ firmou entendimento de que, ainda que a obriga\u00e7\u00e3o de fornecer medicamentos seja solid\u00e1ria entre os entes federados, o chamamento ao processo previsto no art. 130, III, do CPC n\u00e3o se aplica a essas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse dispositivo se destina a obriga\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias de pagamento de quantia, enquanto as demandas de sa\u00fade t\u00eam por objeto a entrega de um bem espec\u00edfico (medicamento), o que caracteriza uma obriga\u00e7\u00e3o de fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">a inclus\u00e3o de outros entes no processo apenas retardaria a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de sa\u00fade<\/mark><\/strong>, em claro preju\u00edzo ao direito do autor. O STJ consolidou essa orienta\u00e7\u00e3o no julgamento do <strong>REsp 1.203.244-SC<\/strong>, vedando o chamamento ao processo para <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">evitar a protela\u00e7\u00e3o indevida<\/mark><\/strong> e garantir a celeridade no atendimento ao direito \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\">Ademais, no caso de fornecimento de\u00a0medicamentos\u00a0sem registro na ANVISA, a a\u00e7\u00e3o dever\u00e1, obrigatoriamente, ser ajuizada contra a Uni\u00e3o (Tema\u00a0500) \u2013 esse tema foi mantido com o Tema 1234 do STF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tema-500-stf\"><span id=\"tema-500-stf\">Tema 500\/STF<\/span><\/h3>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n<cite><strong><strong>Tema 500\/STF: Medicamentos sem registro na ANVISA<\/strong><br><strong>\u00a0<\/strong><br><\/strong>As a\u00e7\u00f5es que demandem fornecimento de\u00a0medicamentos\u00a0sem registro na ANVISA dever\u00e3o necessariamente ser propostas em face da Uni\u00e3o.<br><strong><br>STF. Plen\u00e1rio. RE 657.718\/MG, rel. orig. Min. Marco Aur\u00e9lio, red. p\/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 22\/5\/2019 (Repercuss\u00e3o Geral \u2013\u00a0Tema\u00a0500) (Informativo 941).<\/strong><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>No Tema 500\/STF, o STF tratou de uma quest\u00e3o espec\u00edfica e sens\u00edvel: o fornecimento de medicamentos sem registro na ANVISA.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, o STF decidiu que, sendo a ANVISA uma autarquia federal respons\u00e1vel pelo registro de medicamentos, a <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Uni\u00e3o \u00e9 a \u00fanica entidade legitimada a figurar no polo passivo<\/mark><\/strong> de a\u00e7\u00f5es que envolvam o fornecimento de medicamentos ainda n\u00e3o registrados.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento do <strong>RE 657.718\/MG<\/strong> firmou a tese de que essas a\u00e7\u00f5es devem ser necessariamente ajuizadas contra a Uni\u00e3o, evitando-se que Estados ou Munic\u00edpios sejam indevidamente onerados com obriga\u00e7\u00f5es que n\u00e3o lhes competem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, como a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal est\u00e1 vinculada \u00e0 presen\u00e7a da Uni\u00e3o no polo passivo, essas a\u00e7\u00f5es devem tramitar obrigatoriamente nesse ramo do Judici\u00e1rio, conforme disposto no art. 109, I, da CF\/88.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-legitimidade-passiva-iac-14\"><span id=\"legitimidade-passiva-iac-14\">Legitimidade passiva &#8211; IAC 14<\/span><\/h4>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n<cite><strong><strong>Preval\u00eancia da compet\u00eancia do ju\u00edzo conforme a escolha do autor (IAC 14)<\/strong><br><strong>\u00a0<\/strong><br><\/strong>1)Nas hip\u00f3teses de a\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 sa\u00fade intentadas com o objetivo de compelir o Poder P\u00fablico ao cumprimento de obriga\u00e7\u00e3o de fazer consistente na dispensa\u00e7\u00e3o de\u00a0medicamentos\u00a0n\u00e3o inseridos na lista do SUS, mas registrados na ANVISA, dever\u00e1 prevalecer a compet\u00eancia do ju\u00edzo de acordo com os entes contra os quais a parte autora elegeu demandar.<strong><br><strong>STJ. 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. CC 188.002-SC, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 12\/4\/2023 (IAC 14) (Informativo 770).<\/strong><br><strong>\u00a0<\/strong><br><\/strong>2)As regras de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia administrativas do SUS n\u00e3o devem ser invocadas pelos magistrados para fins de altera\u00e7\u00e3o ou amplia\u00e7\u00e3o do polo passivo delineado pela parte no momento da propositura da a\u00e7\u00e3o, mas t\u00e3o somente para fins de redirecionar o cumprimento da senten\u00e7a ou determinar o ressarcimento da entidade federada que suportou o \u00f4nus financeiro no lugar do ente p\u00fablico competente, n\u00e3o sendo o conflito de compet\u00eancia a via adequada para discutir a legitimidade\u00a0<em>ad causam<\/em>, \u00e0 luz da Lei n\u00ba 8.080\/90, ou a nulidade das decis\u00f5es proferidas pelo Ju\u00edzo estadual ou federal, quest\u00f5es que devem ser analisadas no bojo da a\u00e7\u00e3o principal.<strong><br><strong>STJ. 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. CC 188.002-SC, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 12\/4\/2023 (Informativo 770).<\/strong><br><strong>\u00a0<\/strong><br><\/strong>3)A compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, nos termos do art. 109, I, da CF\/88, \u00e9 determinada por crit\u00e9rio objetivo, em regra, em raz\u00e3o das pessoas que figuram no polo passivo da demanda (compet\u00eancia ratione personae), competindo ao Ju\u00edzo federal decidir sobre o interesse da Uni\u00e3o no processo (S\u00famula 150\/STJ), n\u00e3o cabendo ao Ju\u00edzo estadual, ao receber os autos que lhe foram restitu\u00eddos em vista da exclus\u00e3o do ente federal do feito, suscitar conflito de compet\u00eancia (S\u00famula 254\/STJ).<strong><br><strong>STJ. 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. CC 188.002-SC, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 12\/4\/2023 (Informativo 770).<\/strong><\/strong><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia tratada no Incidente de Assun\u00e7\u00e3o de Compet\u00eancia (IAC) 14, julgado pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), abordou a quest\u00e3o da legitimidade passiva nas a\u00e7\u00f5es que pleiteiam o fornecimento de medicamentos <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">registrados na ANVISA, mas que ainda n\u00e3o foram padronizados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS)<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto central \u00e9 a possibilidade de o<strong> autor escolher contra qual ente federado<\/strong> (Uni\u00e3o, Estado ou Munic\u00edpio) <strong>deseja litigar<\/strong>, sem a imposi\u00e7\u00e3o de inclus\u00e3o de outros entes no processo, exceto nos casos em que o litiscons\u00f3rcio seja necess\u00e1rio por imposi\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos imaginar uma situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica apresentada:<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Jo\u00e3o, portador de degenera\u00e7\u00e3o macular, ingressou com uma a\u00e7\u00e3o contra o Estado-membro pedindo o fornecimento de um medicamento registrado na ANVISA, mas n\u00e3o padronizado no SUS.<\/pre>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">O juiz estadual exigiu que Jo\u00e3o inclu\u00edsse a Uni\u00e3o no polo passivo e transferiu a a\u00e7\u00e3o para a Justi\u00e7a Federal. Contudo, ao receber o processo, o juiz federal excluiu a Uni\u00e3o, alegando que a responsabilidade entre os entes federados na \u00e1rea da sa\u00fade \u00e9 solid\u00e1ria e, portanto, cabe ao autor escolher contra qual ente deseja litigar, conforme a previs\u00e3o de litiscons\u00f3rcio passivo facultativo.<\/pre>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o STJ foi chamado a resolver o conflito de compet\u00eancia, entendendo que, nas a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, o autor pode, de fato, escolher o ente federativo contra o qual pretende litigar. Assim, <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">a Uni\u00e3o n\u00e3o precisa ser inclu\u00edda na lide obrigatoriamente<\/mark><\/strong>, ainda que o medicamento solicitado n\u00e3o esteja padronizado no SUS.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o STJ reafirmou que a solidariedade permite que o autor demande de qualquer dos entes federativos, sem que haja a necessidade de litiscons\u00f3rcio necess\u00e1rio, a menos que seja previsto em lei ou decorra da natureza da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica envolvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, no IAC 14 ficou consolidada na tese de que, nas a\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 sa\u00fade, prevalece a compet\u00eancia do ju\u00edzo de acordo com os entes contra os quais o autor escolheu demandar, e <strong>n\u00e3o cabe ao magistrado alterar o polo passivo<\/strong>, <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">exceto para fins de direcionamento do cumprimento da senten\u00e7a<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-em-resumo\"><span id=\"em-resumo\">Em resumo<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Perceba, no julgamento do <strong>Tema 793\/STF<\/strong>, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">solidariedade dos entes<\/mark><\/strong> federados nas demandas de sa\u00fade, permitindo que o <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">juiz direcione o cumprimento da decis\u00e3o ao ente competente<\/mark><\/strong> pela pol\u00edtica p\u00fablica de sa\u00fade. No entanto, essa solidariedade <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">n\u00e3o autoriza a altera\u00e7\u00e3o do polo passivo<\/mark><\/strong>, ou seja, o juiz n\u00e3o pode exigir que o autor inclua um ente que n\u00e3o foi originalmente demandado.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, o Tema 793 n\u00e3o justifica a imposi\u00e7\u00e3o de inclus\u00e3o da Uni\u00e3o no processo, servindo apenas para <strong>redirecionar o cumprimento da senten\u00e7a ao ente<\/strong> respons\u00e1vel e, se necess\u00e1rio, determinar o ressarcimento entre os entes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-1024x1024.jpg\" alt=\"Tema 1234\" class=\"wp-image-75391 size-full\" srcset=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-300x300.jpg 300w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-150x150.jpg 150w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-768x768.jpg 768w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-2048x2048.jpg 2048w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-80x80.jpg 80w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-380x380.jpg 380w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-800x800.jpg 800w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-1160x1160.jpg 1160w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-24x24.jpg 24w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-48x48.jpg 48w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-96x96.jpg 96w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/11094529\/julgamento-decisao-scaled.jpg 2560w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>Portanto, o STJ concluiu que a compet\u00eancia do ju\u00edzo deve ser determinada pelos entes contra os quais a a\u00e7\u00e3o foi ajuizada, cabendo ao autor escolher se deseja demandar contra a Uni\u00e3o, Estados ou Munic\u00edpios. N\u00e3o cabe ao magistrado, de of\u00edcio, modificar o polo passivo, a n\u00e3o ser para direcionar a execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a ao ente respons\u00e1vel.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o STJ ressaltou que, mesmo em casos em que a Uni\u00e3o deveria fornecer o medicamento ou tratamento, o ente demandado poder\u00e1, ap\u00f3s o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o, pedir <strong>ressarcimento <\/strong>com base na legisla\u00e7\u00e3o vigente, como o art. 35, VII, da Lei n\u00ba 8.080\/1990 e o art. 259 do C\u00f3digo Civil, que garantem a compensa\u00e7\u00e3o entre os entes que suportaram o \u00f4nus financeiro indevidamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-posicao-do-stf-divergencia-quanto-ao-stj-e-afetacao-no-tema-1234\"><span id=\"posicao-do-stf-divergencia-quanto-ao-stj-e-afetacao-no-tema-1234\">Posi\u00e7\u00e3o do STF: diverg\u00eancia quanto ao STJ e afeta\u00e7\u00e3o no Tema 1234<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora o STJ tenha definido a quest\u00e3o no IAC 14, o STF estava adotandodo uma posi\u00e7\u00e3o divergente em algumas ocasi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em decis\u00f5es como a do <strong>RE 1286407 AgR\/PR<\/strong>, o STF entendeu que, em a\u00e7\u00f5es que envolvem <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">medicamentos registrados na ANVISA, mas n\u00e3o incorporados ao SUS, a Uni\u00e3o deve obrigatoriamente figurar no polo passivo<\/mark><\/strong>. No entanto, <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">esse entendimento n\u00e3o \u00e9 pac\u00edfico<\/mark><\/strong>, havendo decis\u00f5es que afirmam tratar-se de litiscons\u00f3rcio facultativo, como destacado na <strong>Rcl 50.483 AgRED<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia foi levada ao STF, que afetou o tema como <strong>Tema 1234<\/strong> da Repercuss\u00e3o Geral, no qual seria discutida a legitimidade passiva da Uni\u00e3o e a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal nas a\u00e7\u00f5es que versam sobre fornecimento de medicamentos registrados, mas n\u00e3o padronizados no SUS.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o, o Ministro Luiz Fux, na qualidade de Presidente do\u00a0STF\u00a0\u00e0 \u00e9poca, assim pontuou:<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">\u201cNecess\u00e1rio atinar para o fato de que esta Corte concluiu pela solidariedade dos entes federados no fornecimento de\u00a0medicamentos\u00a0como forma de n\u00e3o obstar o acesso \u00e0 Justi\u00e7a, principalmente no que se refere a habitantes de munic\u00edpios long\u00ednquos. Por outro lado, n\u00e3o se pode desconsiderar que o processamento de a\u00e7\u00f5es contra entes que n\u00e3o sejam os respons\u00e1veis primeiros pelo cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o leva a demandas de ressarcimento desnecess\u00e1rias, que apenas contribuem para o abarrotamento do Poder Judici\u00e1rio.\r\n\nEm pesquisa realizada na jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal, verifica-se que tem prevalecido o entendimento de que \u00e9 imprescind\u00edvel o ingresso da Uni\u00e3o nas demandas que versem especificamente sobre o fornecimento de\u00a0medicamentos\u00a0registrados na ANVISA, mas n\u00e3o padronizados no SUS. (...)\u201d<\/pre>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cenario-atual-competencia-e-decisao-do-tema-1234-do-stf-13-09-2024\"><span id=\"cenario-atual-competencia-e-decisao-do-tema-1234-do-stf-13-09-2024\">Cen\u00e1rio atual \u2013 compet\u00eancia e decis\u00e3o do Tema 1234 do STF \u2013 13\/09\/2024<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Agora que voc\u00ea j\u00e1 tem no\u00e7\u00e3o da complexidade do tema, eu vou ser mais sucinto no voto de 97 p\u00e1ginas do Min. Gilmar Mendes que ser\u00e1 o relator do ac\u00f3rd\u00e3o para entendermos o que ficou decidido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-definicao-de-medicamentos-nao-incorporados\"><span id=\"definicao-de-medicamentos-nao-incorporados\">Defini\u00e7\u00e3o de medicamentos n\u00e3o incorporados<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, o STF estabeleceu uma defini\u00e7\u00e3o clara do que s\u00e3o considerados medicamentos n\u00e3o incorporados:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Medicamentos fora do SUS;<\/li>\n\n\n\n<li>Medicamentos fora da lista de componentes b\u00e1sicos;<\/li>\n\n\n\n<li>Casos de uso off-label sem protocolo de tratamento;<\/li>\n\n\n\n<li>Medicamentos sem registro na ANVISA;<\/li>\n\n\n\n<li>Medicamentos j\u00e1 fornecidos pelo SUS para uma finalidade, mas solicitados para outra n\u00e3o prevista no protocolo de tratamento.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 importante especialmente aos medicamentos que est\u00e3o com \u201cregistro na Anvisa\u201d, que era um dos temas afetados no Tema 1234.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-finalmente-de-quem-e-a-competencia-jurisdicional-dos-medicamentos-com-registro-na-anvisa\"><span id=\"finalmente-de-quem-e-a-competencia-jurisdicional-dos-medicamentos-com-registro-na-anvisa\">Finalmente, de quem \u00e9 a compet\u00eancia jurisdicional dos medicamentos com registro na Anvisa?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A compet\u00eancia para julgar os processos de concess\u00e3o de medicamentos n\u00e3o incorporados agora <strong>depende do valor da causa<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-pale-cyan-blue-background-color has-background\">Para medicamentos <strong><span style=\"text-decoration: underline;\">com<\/span> <\/strong>registro na ANVISA<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Justi\u00e7a <strong>Estadual<\/strong>: medicamentos com valor <strong>inferior a 210<\/strong>\u00a0sal\u00e1rios m\u00ednimos;<\/li>\n\n\n\n<li>Justi\u00e7a <strong>Federal<\/strong>: medicamentos com valor <strong>igual ou superior a 210<\/strong>\u00a0sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-light-green-cyan-background-color has-background\">Para medicamentos <strong><span style=\"text-decoration: underline;\">sem<\/span><\/strong> registro na ANVISA<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Justi\u00e7a <strong>Federal<\/strong>: Tema 500 do STF<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Perceba, para medicamentos <strong>sem registro na ANVISA<\/strong>, mant\u00e9m-se a <strong>compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal<\/strong>, conforme o Tema 500 da Repercuss\u00e3o Geral, explicado anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-de-quem-sera-o-custeio-e-havera-ressarcimento-pela-uniao\"><span id=\"de-quem-sera-o-custeio-e-havera-ressarcimento-pela-uniao\">De quem ser\u00e1 o custeio e haver\u00e1 ressarcimento pela Uni\u00e3o?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Definiu-se a responsabilidade pelo custeio dos medicamentos da seguinte forma:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Justi\u00e7a <strong>Federal<\/strong>: custeio integral pela Uni\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>Justi\u00e7a <strong>Estadual <\/strong>(entre 7 e 210 sal\u00e1rios m\u00ednimos): 65% pela Uni\u00e3o, com ressarcimento via repasse fundo a fundo;<\/li>\n\n\n\n<li>Abaixo de 7 sal\u00e1rios m\u00ednimos: aparentemente, custeio integral pelo <strong>Estado <\/strong>(embora a tese n\u00e3o seja expl\u00edcita sobre a exclus\u00e3o dos munic\u00edpios).<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Para medicamentos <strong>oncol\u00f3gicos<\/strong>, h\u00e1 uma regra espec\u00edfica:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A\u00e7\u00f5es ajuizadas <strong>at\u00e9 10\/06\/2024<\/strong>: ressarcimento de 80% pela Uni\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li>A\u00e7\u00f5es ajuizadas <strong>ap\u00f3s 10\/06\/2024<\/strong>: percentual que a Comiss\u00e3o Intergestores Tripartite definir\u00e1.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-e-o-que-muda-na-analise-judicial-e-quanto-ao-onus-da-prova\"><span id=\"e-o-que-muda-na-analise-judicial-e-quanto-ao-onus-da-prova\">E o que muda na an\u00e1lise judicial e quanto ao \u00f4nus da prova?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quanto-a-analise-judicial\"><span id=\"quanto-a-analise-judicial\">Quanto \u00e0 an\u00e1lise judicial<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>O STF estabeleceu crit\u00e9rios mais rigorosos para a an\u00e1lise judicial em casos de fornecimento de medicamentos:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) Obrigatoriedade de an\u00e1lise do ato administrativo<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz deve obrigatoriamente analisar o ato de n\u00e3o incorpora\u00e7\u00e3o pela CONITEC e a negativa de fornecimento administrativo. Isso significa que o juiz n\u00e3o pode simplesmente ignorar as decis\u00f5es administrativas e deve consider\u00e1-las em sua an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) Limita\u00e7\u00e3o da discricionariedade judicial<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz est\u00e1 proibido de substituir a vontade do administrador pela sua pr\u00f3pria. Isso visa respeitar a separa\u00e7\u00e3o de poderes e as decis\u00f5es t\u00e9cnicas da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) Veda\u00e7\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise do m\u00e9rito administrativo<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz n\u00e3o pode adentrar no m\u00e9rito das decis\u00f5es administrativas, limitando-se a um controle de legalidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) Controle de legalidade:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente, o juiz pode realizar um controle de legalidade, verificando se o ato administrativo est\u00e1 em conformidade com a Constitui\u00e7\u00e3o, a legisla\u00e7\u00e3o vigente e a pol\u00edtica p\u00fablica do SUS.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quanto-ao-onus-da-prova\"><span id=\"quanto-ao-onus-da-prova\">Quanto ao \u00f4nus da prova<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Modificou-se significativamente o \u00f4nus da prova, recaindo agora sobre o <strong>autor da a\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) Seguran\u00e7a e efic\u00e1cia<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>O autor deve demonstrar a seguran\u00e7a e efic\u00e1cia do tratamento requerido, n\u00e3o bastando apenas a prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) Aus\u00eancia de substituto<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>Deve haver comprova\u00e7\u00e3o da inexist\u00eancia de um substituto terap\u00eautico j\u00e1 incorporado ao SUS.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) Medicina baseada em evid\u00eancias<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>A fundamenta\u00e7\u00e3o deve se basear em medicina baseada em evid\u00eancias, especificamente em ensaios cl\u00ednicos randomizados, revis\u00f5es sistem\u00e1ticas ou metan\u00e1lises.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-plataforma-nacional-de-informacoes\"><span id=\"plataforma-nacional-de-informacoes\">Plataforma Nacional de Informa\u00e7\u00f5es<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, haver\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de uma \u201cPlataforma Nacional de Informa\u00e7\u00f5es\u201d, o que representa uma inova\u00e7\u00e3o significativa, conforme voto do Relator que diz as vantagens:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) Centraliza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Permitir\u00e1 uma vis\u00e3o global das demandas judiciais e administrativas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) Transpar\u00eancia:<\/strong>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Haver\u00e1 consulta aberta ao cidad\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) Orienta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas:<\/strong>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Auxiliar\u00e1 na defini\u00e7\u00e3o e ajuste de pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) Fluxos diferenciados:<\/strong>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Criar\u00e1 fluxos de atendimento espec\u00edficos para diferentes situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>e) Defini\u00e7\u00e3o de responsabilidades<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>Ajudar\u00e1 a definir claramente as responsabilidades de custeio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>f) Monitoramento:<\/strong>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Permitir\u00e1 acompanhar os pacientes benefici\u00e1rios de decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quais-sao-as-implicacoes-imediatas\"><span id=\"quais-sao-as-implicacoes-imediatas\">Quais s\u00e3o as implica\u00e7\u00f5es imediatas?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>a) Houve modula\u00e7\u00e3o de efeitos: <\/strong>a mudan\u00e7a de compet\u00eancia s\u00f3 valer\u00e1 para novos processos, evitando tumulto processual.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) Impacto nos Juizados Especiais Federais<\/strong>: provavelmente n\u00e3o processar\u00e3o mais demandas de medicamentos n\u00e3o incorporados devido ao limite de valor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) Controle da prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica: <\/strong>o novo sistema de prescri\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica e acompanhamento peri\u00f3dico permitir\u00e1 maior controle e possibilitar\u00e1 a comunica\u00e7\u00e3o aos conselhos profissionais em casos de desvios \u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) Precifica\u00e7\u00e3o de medicamentos: <\/strong>as novas regras visam limitar o pre\u00e7o pago pelos medicamentos, considerando o menor valor entre diferentes refer\u00eancias e nunca excedendo o Pre\u00e7o M\u00e1ximo de Venda ao Governo<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-o-tema-ja-foi-cobrado-em-concursos\"><span id=\"como-o-tema-ja-foi-cobrado-em-concursos\">Como o\u00a0tema\u00a0j\u00e1 foi cobrado em concursos<\/span><\/h2>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><strong>(2023 - Juiz Federal - TRF1)<\/strong>\n\r\nAna foi acometida por patologia que aceleraria a degenera\u00e7\u00e3o de determinados \u00f3rg\u00e3os do seu corpo sempre que tivesse contato com certas subst\u00e2ncias muito comuns na generalidade dos alimentos. Ap\u00f3s procurar diversos especialistas, recebeu a informa\u00e7\u00e3o de que esse processo degenerativo poderia ser afastado com a utiliza\u00e7\u00e3o do medicamento XX. Esse medicamento era largamente utilizado na quase totalidade dos pa\u00edses europeus, contando com o devido registro em ag\u00eancias de regula\u00e7\u00e3o de indiscut\u00edvel proje\u00e7\u00e3o e credibilidade no cen\u00e1rio internacional. Para surpresa de Ana, o medicamento ainda n\u00e3o tinha sido registrado perante a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), embora o respectivo requerimento j\u00e1 tivesse sido formulado h\u00e1 muito tempo, havendo mora irrazo\u00e1vel na sua aprecia\u00e7\u00e3o, considerando a legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia. Por tal raz\u00e3o, n\u00e3o era oferecido no \u00e2mbito do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).\u00a0\r\n\n\u00c0 luz dessa narrativa, \u00e9 correto afirmar que Ana:\u00a0\r\n\na) poder\u00e1 obter o medicamento XX, caso ingresse com a\u00e7\u00e3o em face de qualquer ente federativo que integre o SUS, devendo demonstrar que centros de pesquisa sediados no Brasil chancelaram a sua efic\u00e1cia;\u00a0\r\nb) poder\u00e1 obter o medicamento XX, caso ingresse com a\u00e7\u00e3o judicial em face da Uni\u00e3o, \u00fanico ente legitimado a figurar no polo passivo da demanda, devendo ser demonstrado apenas que o medicamento XX \u00e9 imprescind\u00edvel \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de sua vida;\u00a0\r\nc) poder\u00e1 obter o medicamento XX, caso ingresse com a\u00e7\u00e3o em face de qualquer ente que integre o SUS, devendo demonstrar que o medicamento XX integra protocolos de interven\u00e7\u00e3o terap\u00eautica aprovados pela Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade;\u00a0\r\nd) poder\u00e1 obter o medicamento XX, caso ingresse com a\u00e7\u00e3o judicial em face da Uni\u00e3o, \u00fanico ente legitimado a figurar no polo passivo da demanda, devendo ser demonstrada a inexist\u00eancia de substituto terap\u00eautico com registro no Brasil;\u00a0\r\ne) n\u00e3o poder\u00e1 compelir qualquer estrutura estatal de poder a lhe fornecer o medicamento XX, salvo se demonstrar a sua hipossufici\u00eancia econ\u00f4mica e que o registro do medicamento j\u00e1 recebeu parecer favor\u00e1vel dos \u00f3rg\u00e3os internos da Anvisa.\u00a0\r\n\n<strong>Gabarito: D<\/strong><\/pre>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><strong>(PGE\/RR - Procurador do Estado - Cespe - 2023)<\/strong>\n\nConforme jurisprud\u00eancia dominante do STJ, em a\u00e7\u00e3o ajuizada contra Estado-membro com pedido de obriga\u00e7\u00e3o de fazer consistente no fornecimento de\u00a0medicamentos\u00a0n\u00e3o inseridos na lista do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), mas registrado na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA), ser\u00e1 obrigat\u00f3ria a inclus\u00e3o da Uni\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o processual bem como o encaminhamento do feito para a justi\u00e7a federal.\r\n\n<strong>Gabarito: errado.<\/strong><\/pre>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conclusao\"><span id=\"conclusao\">Conclus\u00e3o<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Ei, professor, eu j\u00e1 estou ficando tonto com muita informa\u00e7\u00e3o, me fa\u00e7a um resumo a\u00ed massa, v\u00e1, rsrs&#8230;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entendimento-anterior-ao-tema-1234\"><span id=\"entendimento-anterior-ao-tema-1234\">Entendimento anterior ao Tema 1234<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Seguinte, consolidando o entendimento anterior ao Tema 1234 do STF:<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\"><strong>1)Responsabilidade solid\u00e1ria dos entes federativos: <\/strong>anteriormente, entendia-se que Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios tinham responsabilidade solid\u00e1ria no fornecimento de medicamentos, com base no art. 23, II da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Isso significava que o cidad\u00e3o poderia escolher contra qual ente federativo ajuizar a a\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>2)Tema 793 do STF<\/strong>: o STF havia fixado a tese de que os entes federativos eram solidariamente respons\u00e1veis nas demandas de sa\u00fade, mas o juiz poderia direcionar o cumprimento da decis\u00e3o conforme as regras de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias do SUS.\n\n<strong>3)Entendimento do STJ (IAC 14)<\/strong>: o STJ decidiu que deveria prevalecer a compet\u00eancia do ju\u00edzo de acordo com os entes contra os quais a parte autora elegeu demandar. As regras de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia do SUS n\u00e3o deveriam ser usadas para alterar o polo passivo, apenas para redirecionar o cumprimento da senten\u00e7a ou determinar ressarcimento.\n\n<strong>4)Diverg\u00eancia no STF<\/strong>: havia diverg\u00eancia no STF, com algumas decis\u00f5es entendendo pela obrigatoriedade da inclus\u00e3o da Uni\u00e3o no polo passivo e outras defendendo o litiscons\u00f3rcio facultativo.\n\n<strong>5)Tutela provis\u00f3ria no RE 1.366.243<\/strong>: o STF concedeu tutela provis\u00f3ria estabelecendo par\u00e2metros tempor\u00e1rios: para medicamentos padronizados, o polo passivo deveria observar a reparti\u00e7\u00e3o de responsabilidades do SUS; para medicamentos n\u00e3o incorporados, a a\u00e7\u00e3o deveria ser processada no ju\u00edzo escolhido pelo autor (enquanto n\u00e3o julgasse o Tema 1234).<\/pre>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pos-tema-1234\"><span id=\"pos-tema-1234\">P\u00f3s Tema 1234<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Mudan\u00e7as trazidas pelo voto do Ministro Gilmar Mendes no Tema 1234:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1)Crit\u00e9rio de compet\u00eancia baseado no valor do tratamento: <\/strong>a principal mudan\u00e7a \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o de um crit\u00e9rio objetivo para determinar a compet\u00eancia. A\u00e7\u00f5es relativas a medicamentos n\u00e3o incorporados, mas com registro na ANVISA, ser\u00e3o de compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal quando o valor do tratamento anual for igual ou superior a 210 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2)Defini\u00e7\u00e3o clara de medicamentos n\u00e3o incorporados<\/strong>: o voto traz uma defini\u00e7\u00e3o precisa do que s\u00e3o considerados medicamentos n\u00e3o incorporados, incluindo aqueles que n\u00e3o constam na pol\u00edtica do SUS, previstos nos PCDTs para outras finalidades, sem registro na ANVISA, e off label sem PCDT.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3)Regras de custeio e ressarcimento: <\/strong>estabelece regras detalhadas sobre o custeio e ressarcimento entre os entes federativos, incluindo percentuais espec\u00edficos para diferentes situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4)An\u00e1lise judicial obrigat\u00f3ria do ato administrativo: <\/strong>o juiz dever\u00e1 obrigatoriamente analisar o ato administrativo de n\u00e3o incorpora\u00e7\u00e3o pela Conitec e a negativa de fornecimento na via administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5)\u00d4nus da prova: <\/strong>define que \u00e9 do autor da a\u00e7\u00e3o o \u00f4nus de demonstrar a seguran\u00e7a, efic\u00e1cia e inexist\u00eancia de substituto terap\u00eautico incorporado pelo SUS.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6)Cria\u00e7\u00e3o de plataforma nacional:<\/strong> prev\u00ea a implementa\u00e7\u00e3o de uma plataforma nacional para centralizar informa\u00e7\u00f5es sobre demandas de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color\">houve modula\u00e7\u00e3o de efeitos<\/mark><\/strong>, isto \u00e9, as novas regras de compet\u00eancia s\u00f3 se aplicar\u00e3o aos processos ajuizados ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea ainda quiser um bom resumo, o STF publicou no seu site, <strong><span style=\"text-decoration: underline;\">s\u00f3 n\u00e3o confunda com o tema de medicamentos de alto custo<\/span><\/strong>, que ficar\u00e1 para outro post aqui: <strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/entenda-julgamento-do-stf-sobre-criterios-para-fornecimento-de-medicamentos-de-alto-custo\/#:~:text=As%20demandas%20relativas%20a%20medicamentos,ser%C3%A3o%20custeados%20integralmente%20pela%20Uni%C3%A3o\" target=\"_blank\" >RESUMO DO STF<\/a><\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o voto do Min Gilmar, prop\u00f5e a transforma\u00e7\u00e3o do entendimento em s\u00famula vinculante:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n<cite><strong>\u201cO pedido e a an\u00e1lise administrativos de f\u00e1rmacos na rede p\u00fablica de sa\u00fade, a judicializa\u00e7\u00e3o do caso, bem ainda seus desdobramentos (administrativos e jurisdicionais), devem observar os termos dos 3 (tr\u00eas) acordos interfederativos (e seus fluxos) homologados pelo Supremo Tribunal Federal, em governan\u00e7a judicial colaborativa, no Tema 1234 da sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral (RE 1.366.243)\u201d<\/strong><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>E, agora, o que foi decidido como tese do Tema 1234 do STF:<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><strong>I \u2013 Compet\u00eancia<\/strong>\n\r\nPara fins de fixa\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia, as demandas relativas a medicamentos n\u00e3o incorporados na pol\u00edtica p\u00fablica do SUS, mas com registro na ANVISA, tramitar\u00e3o perante a Justi\u00e7a Federal, nos termos do art. 109, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, quando o valor do tratamento anual espec\u00edfico do f\u00e1rmaco ou do princ\u00edpio ativo, com base no Pre\u00e7o M\u00e1ximo de Venda do Governo (PMVG - situado na al\u00edquota zero), divulgado pela C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos (CMED - Lei 10.742\/2003), for igual ou superior ao valor de 210 sal\u00e1rios m\u00ednimos, na forma do art. 292 do CPC.\r\n1.1) Existindo mais de um medicamento do mesmo princ\u00edpio ativo e n\u00e3o sendo solicitado um f\u00e1rmaco espec\u00edfico, considera-se, para efeito de compet\u00eancia, aquele listado no menor valor na lista CMED (PMVG, situado na al\u00edquota zero).\r\n1.2) No caso de inexistir valor fixado na lista CMED, considera-se o valor do tratamento anual do medicamento solicitado na demanda, podendo o magistrado, em caso de impugna\u00e7\u00e3o pela parte requerida, solicitar aux\u00edlio \u00e0 CMED, na forma do art. 7\u00ba da Lei 10.742\/2003.\r\n1.3) Caso inexista resposta em tempo h\u00e1bil da CMED, o juiz analisar\u00e1 de acordo com o or\u00e7amento trazido pela parte autora.\r\n1.4) No caso de cumula\u00e7\u00e3o de pedidos, para fins de compet\u00eancia, ser\u00e1 considerado apenas o valor do(s) medicamento(s) n\u00e3o incorporado(s) que dever\u00e1(\u00e3o) ser somado(s), independentemente da exist\u00eancia de cumula\u00e7\u00e3o alternativa de outros pedidos envolvendo obriga\u00e7\u00e3o de fazer, pagar ou de entregar coisa certa.\n\r\n<strong>II \u2013 Defini\u00e7\u00e3o de Medicamentos N\u00e3o Incorporados<\/strong>\n\r\n2.1) Consideram-se medicamentos n\u00e3o incorporados aqueles que n\u00e3o constam na pol\u00edtica p\u00fablica do SUS; medicamentos previstos nos PCDTs para outras finalidades; medicamentos sem registro na ANVISA; e medicamentos off label sem PCDT ou que n\u00e3o integrem listas do componente b\u00e1sico.\r\n2.1.1) Conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal na tese fixada no tema 500 da sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral, \u00e9 mantida a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s a\u00e7\u00f5es que demandem fornecimento de medicamentos sem registro na Anvisa, as quais dever\u00e3o necessariamente ser propostas em face da Uni\u00e3o, observadas as especificidades j\u00e1 definidas no aludido tema.\n\r\n<strong>III \u2013 Custeio<\/strong>\n\r\n3) As a\u00e7\u00f5es de fornecimento de medicamentos incorporados ou n\u00e3o incorporados, que se inserirem na compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, ser\u00e3o custeadas integralmente pela Uni\u00e3o, cabendo, em caso de haver condena\u00e7\u00e3o supletiva dos Estados e do Distrito Federal, o ressarcimento integral pela Uni\u00e3o, via repasses Fundo a Fundo (FNS ao FES), na situa\u00e7\u00e3o de ocorrer redirecionamento pela impossibilidade de cumprimento por aquela, a ser implementado mediante ato do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, previamente pactuado em inst\u00e2ncia tripartite, no prazo de at\u00e9 90 dias.\r\n3.1) Figurando somente a Uni\u00e3o no polo passivo, cabe ao magistrado, se necess\u00e1rio, promover a inclus\u00e3o do Estado ou Munic\u00edpio para possibilitar o cumprimento efetivo da decis\u00e3o, o que n\u00e3o importar\u00e1 em responsabilidade financeira nem em \u00f4nus de sucumb\u00eancia, devendo ser realizado o ressarcimento pela via acima indicada em caso de eventual custo financeiro ser arcado pelos referidos entes.\r\n3.2) Na determina\u00e7\u00e3o judicial de fornecimento do medicamento, o magistrado dever\u00e1 estabelecer que o valor de venda do medicamento seja limitado ao pre\u00e7o com desconto, proposto no processo de incorpora\u00e7\u00e3o na Conitec (se for o caso, considerando o venire contra factum proprium\/tu quoque e observado o \u00edndice de reajuste anual de pre\u00e7o de medicamentos definido pela CMED), ou valor j\u00e1 praticado pelo ente em compra p\u00fablica, aquele que seja identificado como menor valor, tal como previsto na parte final do art. 9\u00ba na Recomenda\u00e7\u00e3o 146, de 28.11.2023, do CNJ. Sob nenhuma hip\u00f3tese, poder\u00e1 haver pagamento judicial \u00e0s pessoas f\u00edsicas\/jur\u00eddicas acima descritas em valor superior ao teto do PMVG, devendo ser operacionalizado pela serventia judicial junto ao fabricante ou distribuidor.\r\n3.3) As a\u00e7\u00f5es que permanecerem na Justi\u00e7a Estadual e cuidarem de medicamentos n\u00e3o incorporados, as quais impuserem condena\u00e7\u00f5es aos Estados e Munic\u00edpios, ser\u00e3o ressarcidas pela Uni\u00e3o, via repasses Fundo a Fundo (FNS ao FES ou ao FMS). Figurando somente um dos entes no polo passivo, cabe ao magistrado, se necess\u00e1rio, promover a inclus\u00e3o do outro para possibilitar o cumprimento efetivo da decis\u00e3o.\r\n3.3.1) O ressarcimento descrito no item 3.3 ocorrer\u00e1 no percentual de 65% (sessenta e cinco por cento) dos desembolsos decorrentes de condena\u00e7\u00f5es oriundas de a\u00e7\u00f5es cujo valor da causa seja superior a 7 (sete) e inferior a 210 (duzentos e dez) sal\u00e1rios m\u00ednimos, a ser implementado mediante ato do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, previamente pactuado em inst\u00e2ncia tripartite, no prazo de at\u00e9 90 dias.\r\n3.4) Para fins de ressarcimento interfederativo, quanto aos medicamentos para tratamento oncol\u00f3gico, as a\u00e7\u00f5es ajuizadas previamente a 10 de junho de 2024 ser\u00e3o ressarcidas pela Uni\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o de 80% (oitenta por cento) do valor total pago por Estados e por Munic\u00edpios, independentemente do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o, a ser implementado mediante ato do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, previamente pactuado em inst\u00e2ncia tripartite, no prazo de at\u00e9 90 dias. O ressarcimento para os casos posteriores a 10 de junho de 2024 dever\u00e1 ser pactuado na CIT, no mesmo prazo.\n\r\n<strong>IV \u2013 An\u00e1lise judicial do ato administrativo de indeferimento de medicamento pelo SUS <\/strong>\r\n\n4) Sob pena de nulidade do ato jurisdicional (art. 489, \u00a7 1\u00ba, V e VI, c\/c art. 927, III, \u00a71\u00ba, ambos do CPC), o Poder Judici\u00e1rio, ao apreciar pedido de concess\u00e3o de medicamentos n\u00e3o incorporados, dever\u00e1 obrigatoriamente analisar o ato administrativo comissivo ou omissivo da n\u00e3o incorpora\u00e7\u00e3o pela Conitec e da negativa de fornecimento na via administrativa, tal como acordado entre os Entes Federativos em autocomposi\u00e7\u00e3o no Supremo Tribunal Federal.\r\n4.1) No exerc\u00edcio do controle de legalidade, o Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o pode substituir a vontade do administrador, mas t\u00e3o somente verificar se o ato administrativo espec\u00edfico daquele caso concreto est\u00e1 em conformidade com as balizas presentes na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia e na pol\u00edtica p\u00fablica no SUS.\r\n4.2) A an\u00e1lise jurisdicional do ato administrativo que indefere o fornecimento de medicamento n\u00e3o incorporado restringe-se ao exame da regularidade do procedimento e da legalidade do ato de n\u00e3o incorpora\u00e7\u00e3o e do ato administrativo questionado, \u00e0 luz do controle de legalidade e da teoria dos motivos determinantes, n\u00e3o sendo poss\u00edvel incurs\u00e3o no m\u00e9rito administrativo, ressalvada a cogni\u00e7\u00e3o do ato administrativo discricion\u00e1rio, o qual se vincula \u00e0 exist\u00eancia, \u00e0 veracidade e \u00e0 legitimidade dos motivos apontados como fundamentos para a sua ado\u00e7\u00e3o, a sujeitar o ente p\u00fablico aos seus termos.\r\n4.3) Tratando-se de medicamento n\u00e3o incorporado, \u00e9 do autor da a\u00e7\u00e3o o \u00f4nus de demonstrar, com fundamento na Medicina Baseada em Evid\u00eancias, a seguran\u00e7a e a efic\u00e1cia do f\u00e1rmaco, bem como a inexist\u00eancia de substituto terap\u00eautico incorporado pelo SUS.\r\n4.4) Conforme decis\u00e3o da STA 175-AgR, n\u00e3o basta a simples alega\u00e7\u00e3o de necessidade do medicamento, mesmo que acompanhada de relat\u00f3rio m\u00e9dico, sendo necess\u00e1ria a demonstra\u00e7\u00e3o de que a opini\u00e3o do profissional encontra respaldo em evid\u00eancias cient\u00edficas de alto n\u00edvel, ou seja, unicamente ensaios cl\u00ednicos randomizados, revis\u00e3o sistem\u00e1tica ou meta-an\u00e1lise.\r\n\n<strong>V \u2013 Plataforma Nacional<\/strong>\n\r\n5) Os Entes Federativos, em governan\u00e7a colaborativa com o Poder Judici\u00e1rio, implementar\u00e3o uma plataforma nacional que centralize todas as informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s demandas administrativas e judiciais de acesso a f\u00e1rmaco, de f\u00e1cil consulta e informa\u00e7\u00e3o ao cidad\u00e3o, na qual constar\u00e3o dados b\u00e1sicos para possibilitar a an\u00e1lise e eventual resolu\u00e7\u00e3o administrativa, al\u00e9m de posterior controle judicial.\r\n5.1) A porta de ingresso \u00e0 plataforma ser\u00e1 via prescri\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas, devidamente certificadas, possibilitando o controle \u00e9tico da prescri\u00e7\u00e3o, a posteriori, mediante of\u00edcio do Ente Federativo ao respectivo conselho profissional.\r\n5.2) A plataforma nacional visa a orientar todos os atores ligados ao sistema p\u00fablico de sa\u00fade, possibilitando a efici\u00eancia da an\u00e1lise pelo Poder P\u00fablico e compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es com o Poder Judici\u00e1rio, mediante a cria\u00e7\u00e3o de fluxos de atendimento diferenciado, a depender de a solicita\u00e7\u00e3o estar ou n\u00e3o inclu\u00edda na pol\u00edtica p\u00fablica de assist\u00eancia farmac\u00eautica do SUS e de acordo com os fluxos administrativos aprovados pelos pr\u00f3prios Entes Federativos em autocomposi\u00e7\u00e3o.\r\n5.3) A plataforma, entre outras medidas, dever\u00e1 identificar quem \u00e9 o respons\u00e1vel pelo custeio e fornecimento administrativo entre os Entes Federativos, com base nas responsabilidades e fluxos definidos em autocomposi\u00e7\u00e3o entre todos os Entes Federativos, al\u00e9m de possibilitar o monitoramento dos pacientes benefici\u00e1rios de decis\u00f5es judiciais, com permiss\u00e3o de consulta virtual dos dados centralizados nacionalmente, pela simples consulta pelo CPF, nome de medicamento, CID, entre outros, com a observ\u00e2ncia da Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o da Dados e demais legisla\u00e7\u00f5es quanto ao tratamento de dados pessoais sens\u00edveis.\r\n5.4) O servi\u00e7o de sa\u00fade cujo profissional prescrever medicamento n\u00e3o incorporado ao SUS dever\u00e1 assumir a responsabilidade cont\u00ednua pelo acompanhamento cl\u00ednico do paciente, apresentando, periodicamente, relat\u00f3rio atualizado do estado cl\u00ednico do paciente, com informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre o progresso do tratamento, incluindo melhorias, estabiliza\u00e7\u00f5es ou deteriora\u00e7\u00f5es no estado de sa\u00fade do paciente, assim como qualquer mudan\u00e7a relevante no plano terap\u00eautico.\r\n\n<strong>VI \u2013 Medicamentos incorporados<\/strong>\n\r\n6) Em rela\u00e7\u00e3o aos medicamentos incorporados, conforme conceitua\u00e7\u00e3o estabelecida no \u00e2mbito da Comiss\u00e3o Especial e constante do Anexo I, os Entes concordam em seguir o fluxo administrativo e judicial detalhado no Anexo I, inclusive em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compet\u00eancia judicial para aprecia\u00e7\u00e3o das demandas e forma de ressarcimento entre os Entes, quando devido.\r\n6.1) A(o) magistrada(o) dever\u00e1 determinar o fornecimento em face de qual ente p\u00fablico deve prest\u00e1-lo (Uni\u00e3o, estado, Distrito Federal ou Munic\u00edpio), nas hip\u00f3teses previstas no pr\u00f3prio fluxo acordado pelos Entes Federativos, anexados ao presente ac\u00f3rd\u00e3o\"\r\n(STF. Plen\u00e1rio. RE 1366243, Rel. Min. Gilmar Mendes, data do julgamento 13\/09\/2023 \u2013 Tema 1234 de Repercuss\u00e3o Geral)<\/pre>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-referencias\"><span id=\"referencias\">Refer\u00eancias<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>CAVALCANTE, M\u00e1rcio Andr\u00e9 Lopes.\u00a0<strong>Em a\u00e7\u00e3o pedindo medicamento do poder p\u00fablico, o juiz pode exigir a presen\u00e7a da Uni\u00e3o caso ela n\u00e3o figure no polo passivo?<\/strong> Buscador Dizer o Direito, Manaus. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/buscadordizerodireito.com.br\/jurisprudencia\/detalhes\/2c5a6c94ba9dea2c9a656407e1b9bd8c>. Acesso em: 14\/09\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>STF. <strong>Tema 1234<\/strong>. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=6335939&amp;numeroProcesso=1366243&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=1234>.<\/p>\n\n\n\n<p>VIEIRA, Andr\u00e9. <strong>Concess\u00e3o judicial de medicamentos<\/strong>. STF, Tema 1234 (TESE ESQUEMATIZADA). Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QiLrD8pybZY>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"h-quer-saber-quais-serao-os-proximos-concursos\"><span id=\"quer-saber-quais-serao-os-proximos-concursos\">Quer saber quais ser\u00e3o os pr\u00f3ximos concursos?<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Confira nossos&nbsp;<a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/\" target=\"_blank\" >artigos para Carreiras Jur\u00eddicas<\/a>!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-f3d5123bb0c8e11604d0c8c7f1ea8be8\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concursos-abertos\/\" target=\"_blank\" >Confira os concursos p\u00fablicos abertos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-94f2aad2f2b05ea3152ac5320a17d121\"><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/web-stories\/\" target=\"_blank\" >Concursos 2024<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A judicializa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade no Brasil \u00e9 uma quest\u00e3o de relev\u00e2ncia crescente, especialmente quando o tema envolve o&hellip;\n","protected":false},"author":93,"featured_media":75892,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[336,472,964,456,971,967,966,963,134,202,962,965,970,969,968],"tax_estado":[30,31,32,33,34,35,36,37,38,39,40,41,42,43,44,45,46,47,48,49,50,51,52,53,54,55,56,57],"class_list":{"0":"post-75889","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-carreiras-juridicas","8":"tag-analise-juridica","9":"tag-anvisa","10":"tag-concessao-judicial","11":"tag-concurso-publico","12":"tag-divisao-de-competencias","13":"tag-iac-14","14":"tag-legitimidade-passiva","15":"tag-medicamentos","16":"tag-stf","17":"tag-stj","18":"tag-sus","19":"tag-tema-1234","20":"tag-tema-500-stf","21":"tag-tema-686-stj","22":"tag-tema-793-stf","23":"tax_estado-ac","24":"tax_estado-al","25":"tax_estado-am","26":"tax_estado-ap","27":"tax_estado-ba","28":"tax_estado-ce","29":"tax_estado-concursos-federais","30":"tax_estado-df","31":"tax_estado-es","32":"tax_estado-go","33":"tax_estado-ma","34":"tax_estado-mg","35":"tax_estado-ms","36":"tax_estado-mt","37":"tax_estado-pa","38":"tax_estado-pb","39":"tax_estado-pe","40":"tax_estado-pi","41":"tax_estado-pr","42":"tax_estado-rj","43":"tax_estado-rn","44":"tax_estado-ro","45":"tax_estado-rr","46":"tax_estado-rs","47":"tax_estado-sc","48":"tax_estado-se","49":"tax_estado-sp","50":"tax_estado-to"},"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - 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Mestre em Direito Pol\u00edtico e Econ\u00f4mico na Mackenzie-SP. Graduado em Direito pela Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, com conclus\u00e3o pelo regime de Aproveitamento Extraordin\u00e1rio nos Estudos (art. 47, \u00a7 2\u00ba, da Lei n\u00ba 9.394\/96). Ex-Assessor de Desembargador no TJPE. Procurador da Fazenda Nacional. Integra voluntariamente a Coordena\u00e7\u00e3o de Assuntos Estrat\u00e9gicos Judiciais da PGFN. Professor do Estrat\u00e9gia Carreira Jur\u00eddica, Estrat\u00e9gia OAB e Buscador Dizer o Direito. Autor do livro \u201cReforma Tribut\u00e1ria Comentada e Esquematizada\u201d, \\\"Manual de Processo Tribut\u00e1rio: Administrativo e Judicial\\\" pela editora Juspodivm Parecerista na Revista de Estudos Jur\u00eddicos do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (REJuriSTJ)\",\"sameAs\":[\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5755137268084324\",\"https:\/\/www.instagram.com\/felipe_duque\/\",\"https:\/\/br.linkedin.com\/in\/felipe-duque-56954638\",\"https:\/\/x.com\/https:\/\/x.com\/ProfessorDuque\",\"https:\/\/www.youtube.com\/@felipeduque-experienciasco5797\"],\"url\":\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/author\/felipe-duque\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Tema 1234 do STF - Concess\u00e3o judicial de medicamentos - Parte 1","description":"A divis\u00e3o de compet\u00eancias no SUS e a complexidade da reparti\u00e7\u00e3o de responsabilidades entre entes federativos s\u00e3o questionadas nos tribunais.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/tema-1234-concessao-judicial-medicamentos\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Tema 1234 do STF - Concess\u00e3o judicial de medicamentos e a defini\u00e7\u00e3o de novos crit\u00e9rios de compet\u00eancia \u2013 Parte 1","og_description":"A divis\u00e3o de compet\u00eancias no SUS e a complexidade da reparti\u00e7\u00e3o de responsabilidades entre entes federativos s\u00e3o questionadas nos tribunais.","og_url":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/tema-1234-concessao-judicial-medicamentos\/","og_site_name":"Blog - Carreiras Jur\u00eddicas - Estrat\u00e9gia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/estrategiacarreirajuridica\/","article_published_time":"2024-09-14T16:42:32+00:00","article_modified_time":"2024-09-16T16:52:33+00:00","og_image":[{"width":2560,"height":1708,"url":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/14132130\/medicamentos-droga-sus-saude-scaled.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Felipe Duque","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/x.com\/ProfessorDuque","twitter_site":"@EstratJuridica","twitter_misc":{"Escrito por":"Felipe Duque","Est. tempo de leitura":"15 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/tema-1234-concessao-judicial-medicamentos\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/tema-1234-concessao-judicial-medicamentos\/"},"author":{"name":"Felipe Duque","@id":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/#\/schema\/person\/86414a289ce626daf6cb56fc160e9431"},"headline":"Tema 1234 do STF &#8211; 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