{"id":41945,"date":"2023-07-18T08:34:55","date_gmt":"2023-07-18T11:34:55","guid":{"rendered":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/?p=41945"},"modified":"2023-07-18T08:34:59","modified_gmt":"2023-07-18T11:34:59","slug":"prova-comentada-de-direito-civil-cartorio-ma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/prova-comentada-de-direito-civil-cartorio-ma\/","title":{"rendered":"Prova Comentada de Direito Civil Cart\u00f3rio MA"},"content":{"rendered":"\n<p>Ol\u00e1, pessoal, tudo certo?!<\/p>\n\n\n\n<p>Em 16\/07\/2023, foi aplicada a prova objetiva do concurso p\u00fablico para Provimento em <strong>Cart\u00f3rios do TJ-MA<\/strong>. Assim que encerrada, nosso time de professores elaborou o gabarito extraoficial, que, agora, ser\u00e1 apresentado com a nossa <strong>PROVA COMENTADA<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Este material visa a auxili\u00e1-los na aferi\u00e7\u00e3o das notas, elabora\u00e7\u00e3o de eventuais recursos, verifica\u00e7\u00e3o das chances de avan\u00e7o para fase discursiva, bem como na revis\u00e3o do conte\u00fado cobrado no certame.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde j\u00e1, destacamos que nosso time de professores identificou 6 quest\u00f5es pass\u00edveis de recurso, por apresentarem duas ou nenhuma alternativa correta. No tipo de prova comentado, trata-se das quest\u00f5es 22, 28, 46, 49, 63 e 91.<\/p>\n\n\n\n<p>De modo complementar, elaboramos tamb\u00e9m o <strong>RANKING de Cart\u00f3rios do TJ-MA<\/strong>, em que nossos alunos e seguidores poder\u00e3o inserir suas respostas \u00e0 prova, e, ao final, aferir sua nota, de acordo com o gabarito elaborado por nossos professores. Atrav\u00e9s do ranking, tamb\u00e9m poderemos estimar a nota de corte da 1\u00ba fase. Essa ferramenta \u00e9 gratuita e, para participar, basta clicar no link abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-light-green-cyan-background-color has-background has-medium-font-size\"><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/cadernos-e-simulados\/simulados\/9bcd5354-5b3d-4f2e-bc16-14fb6ee67e07\" target=\"_blank\" ><strong>RANKING &#8211; Cart\u00f3rio MA<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, montamos um caderno para nossos seguidores, alunos ou n\u00e3o, verem os coment\u00e1rios e comentar as quest\u00f5es da prova. Clique&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/cadernos-e-simulados\/cadernos\/e458c99b-2ac9-46a0-8e00-bbdcaa9dff66\" target=\"_blank\" >AQUI<\/a><\/strong>&nbsp;e veja!<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, comentaremos a prova, as quest\u00f5es mais pol\u00eamicas, as possibilidades de recurso, bem como a estimativa da nota de corte no <strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@EstrategiaCarreiraJuridica\" target=\"_blank\" >TERM\u00d4METRO P\u00d3S-PROVA<\/a><\/strong>, no nosso canal do Youtube. Inscreva-se e ative as notifica\u00e7\u00f5es!<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00eas tamb\u00e9m poder\u00e3o acompanhar todos os eventos atrav\u00e9s deste link:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background has-medium-font-size\"><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/gabarito-extraoficial-tj-ma-cartorios\/\">Gabarito Extraoficial &#8211; Cart\u00f3rios do TJMA <\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Esperamos que gostem do material e de todos os novos projetos que preparamos para que avancem rumo \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"prova-comentada-de-direito-civil-cartorio-ma\" class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Prova Comentada de Direito Civil Cart\u00f3rio MA<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 31. O C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (Lei no 8.078\/1990) descreve as pr\u00e1ticas abusivas vedadas ao fornecedor de produtos e servi\u00e7os. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>I. N\u00e3o poder\u00e1 condicionar o fornecimento de produto ou de servi\u00e7o ao fornecimento de outro produto ou servi\u00e7o, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>II. Poder\u00e1 fornecer servi\u00e7o, enviar ou entregar ao consumidor produto ap\u00f3s sua pr\u00e9via solicita\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>III. Poder\u00e1 executar servi\u00e7os sem a pr\u00e9via elabora\u00e7\u00e3o de or\u00e7amento e autoriza\u00e7\u00e3o expressa do consumidor.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV. Poder\u00e1 elevar, sem justa causa, o pre\u00e7o de produtos ou servi\u00e7os.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Est\u00e1 correto o que se afirma em<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) I, II, III e IV.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) II, apenas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) I e II, apenas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) I, III e IV, apenas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra C.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O item I est\u00e1 correto, nos termos do art. 39, I, do CDC: \u201c\u00c9 vedado ao fornecedor de produtos ou servi\u00e7os, dentre outras pr\u00e1ticas abusivas: &nbsp; I &#8211; condicionar o fornecimento de produto ou de servi\u00e7o ao fornecimento de outro produto ou servi\u00e7o, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item II est\u00e1 correto, nos termos do art. 39, III, do CDC: \u201c\u00c9 vedado ao fornecedor de produtos ou servi\u00e7os, dentre outras pr\u00e1ticas abusivas: III &#8211; enviar ou entregar ao consumidor, sem solicita\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, qualquer produto, ou fornecer qualquer servi\u00e7o;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item III est\u00e1 incorreto, nos termos do art. 39, VI, do CDC: \u201c\u00c9 vedado ao fornecedor de produtos ou servi\u00e7os, dentre outras pr\u00e1ticas abusivas:&nbsp; VI &#8211; executar servi\u00e7os sem a pr\u00e9via elabora\u00e7\u00e3o de or\u00e7amento e autoriza\u00e7\u00e3o expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de pr\u00e1ticas anteriores entre as partes;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item IV est\u00e1 incorreto, nos termos do art. 39, X, do CDC: \u201c\u00c9 vedado ao fornecedor de produtos ou servi\u00e7os, dentre outras pr\u00e1ticas abusivas:&nbsp; X &#8211; elevar sem justa causa o pre\u00e7o de produtos ou servi\u00e7os;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 32. Maria Helena, residente na cidade de Colina-MA, ap\u00f3s consultar <\/strong><em><strong>sites<\/strong><\/em><strong> na <\/strong><em><strong>internet<\/strong><\/em><strong>, adquiriu e pagou por v\u00e1rios pares de sapato de uma loja virtual. Seis dias ap\u00f3s receber os produtos em seu domic\u00edlio, apesar da excelente qualidade das mercadorias, desistiu da compra. Quanto ao direito de arrependimento, \u00e9 correto afirmar que Maria Helena tem direto a desistir da aquisi\u00e7\u00e3o dos cal\u00e7ados, bem como direito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) ao recebimento integral do valor pago, sem atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) ao recebimento integral do valor pago, devidamente atualizado monetariamente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) ap\u00f3s reten\u00e7\u00e3o de multa contratual prevista no contrato de compra e venda, ao recebimento de at\u00e9 90% do valor pago, devidamente atualizado monetariamente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) ap\u00f3s reten\u00e7\u00e3o de multa contratual prevista no contrato de compra e venda, ao recebimento de at\u00e9 90% do valor pago, sem qualquer atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra B.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A alternativa B est\u00e1 correta, nos termos do art. 49, <em>caput<\/em> e par\u00e1grafo \u00fanico, do CDC: \u201cO consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou servi\u00e7o, sempre que a contrata\u00e7\u00e3o de fornecimento de produtos e servi\u00e7os ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domic\u00edlio. Par\u00e1grafo \u00fanico. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer t\u00edtulo, durante o prazo de reflex\u00e3o, ser\u00e3o devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As alternativas A, C e D est\u00e3o incorretas, conforme o fundamento exposto na alternativa B.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 33. Jos\u00e9, ent\u00e3o com 40 anos de idade, casou-se com Maria, ent\u00e3o com 35 anos de idade, pelo regime da comunh\u00e3o parcial de bens, em 20\/05\/1985. Tiveram tr\u00eas filhos &#8211; Judas, Tiago e Pedro, todos nascidos em 01\/05\/1988. Em 01\/06\/2008, Judas casou-se com S\u00edlvia, pelo regime da comunh\u00e3o universal de bens, tendo falecido em 01\/09\/2022, sem deixar bens. Desta uni\u00e3o nasceu, em 02\/07\/2007, Helena e L\u00edvia. Tiago e Pedro n\u00e3o se casaram e n\u00e3o tiveram filhos. Jos\u00e9 faleceu em 01\/05\/2023. N\u00e3o deixou testamento ou d\u00edvidas. Quando do seu falecimento possu\u00eda uma casa, na cidade de Macap\u00e1-AP, avaliada em R$ 40.000,00 (adquirida por compra e venda em 1979) e um apartamento na cidade de Belo Horizonte-MG, avaliado em R$ 180.000,00 (adquirido por compra e venda em 1993). Todos os herdeiros aceitaram a heran\u00e7a. Em raz\u00e3o do falecimento de Jos\u00e9, o valor do quinh\u00e3o a que ter\u00e1 direito Helena (antes do pagamento de impostos) refere-se a:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) R$ 10.000,00.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) R$ 20.000,00.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) R$ 40.000,00.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) R$ 73.333,33.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra A.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A alternativa A est\u00e1 correta, nos termos do art. 1.829, I, do art. 1.832 e do art. 1.835, todos do CC\/02: \u201cA sucess\u00e3o leg\u00edtima defere-se na ordem seguinte: I &#8211; aos descendentes, em concorr\u00eancia com o c\u00f4njuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunh\u00e3o universal, ou no da separa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de bens (art. 1.640, par\u00e1grafo \u00fanico); ou se, no regime da comunh\u00e3o parcial, o autor da heran\u00e7a n\u00e3o houver deixado bens particulares;\u201d; \u201cEm concorr\u00eancia com os descendentes (art. 1.829, inciso I) caber\u00e1 ao c\u00f4njuge quinh\u00e3o igual ao dos que sucederem por cabe\u00e7a, n\u00e3o podendo a sua quota ser inferior \u00e0 quarta parte da heran\u00e7a, se for ascendente dos herdeiros com que concorrer.\u201d; e \u201cNa linha descendente, os filhos sucedem por cabe\u00e7a, e os outros descendentes, por cabe\u00e7a ou por estirpe, conforme se achem ou n\u00e3o no mesmo grau.\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As alternativas B, C e D est\u00e3o incorretas, conforme o fundamento exposto na alternativa A.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 34. Jo\u00e3o, vi\u00favo, \u00e9 propriet\u00e1rio de um apartamento localizado no bairro Ipanema-RJ, e resolveu instituir em 2018, por escritura p\u00fablica, usufruto vital\u00edcio do referido bem im\u00f3vel em favor de suas duas filhas, Isaura e Isadora. A escritura p\u00fablica est\u00e1 devidamente averbada junto \u00e0 matr\u00edcula do im\u00f3vel. Desde ent\u00e3o, as filhas residem no apartamento. Por\u00e9m, Isaura faleceu em maio de 2023. Neste caso, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 extin\u00e7\u00e3o do usufruto em decorr\u00eancia do falecimento de Isaura, \u00e9 correto afirmar que<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) caber\u00e1 exclusivamente a Isadora o exerc\u00edcio integral do usufruto do im\u00f3vel.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) consolida-se ao nu-propriet\u00e1rio (Jo\u00e3o) a plena propriedade da parte ideal que pertencia a Isaura.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) transmite-se automaticamente aos herdeiros de Isaura o exerc\u00edcio de sua parte no usufruto do im\u00f3vel.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) existindo disposi\u00e7\u00e3o expressa no testamento de Isaura, \u00e9 poss\u00edvel a transmiss\u00e3o at\u00e9 mesmo a terceiros de sua parte no usufruto do im\u00f3vel.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra B.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 correta, nos termos do art. 1.411 do CC\/02: \u201cConstitu\u00eddo o usufruto em favor de duas ou mais pessoas, extinguir-se-\u00e1 a parte em rela\u00e7\u00e3o a cada uma das que falecerem, salvo se, por estipula\u00e7\u00e3o expressa, o quinh\u00e3o desses couber ao sobrevivente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As alternativas A, C e D est\u00e3o incorretas, conforme o fundamento exposto na alternativa B.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 35. Em 01\/12\/1975, S\u00edlvio, ent\u00e3o com 21 anos de idade, casou-se com Alice, ent\u00e3o com 22 anos de idade, pelo regime legal ent\u00e3o vigente (comunh\u00e3o universal). Em 2001, venderam pelo valor de R$ 300.000,00, um apartamento que S\u00edlvio recebera de doa\u00e7\u00e3o de sua av\u00f3 paterna, no ano de 1971. No ano seguinte (2002), adquiriram um novo apartamento pelo valor de R$ 1.000.000,00 nas seguintes condi\u00e7\u00f5es: R$ 300.000,00 (pagos como sinal -utilizando-se dos recursos provenientes da aliena\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel que ocorreu em 2001), R$ 400.000,00 (com recursos provenientes das economias do casal) e financiaram o saldo devedor (R$ 300.000,00) junto a uma institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria. Apenas Alice, com recursos provenientes de sua atividade profissional, efetuou o pagamento das parcelas do financiamento. Resolveram se divorciar em 2023 e vender o im\u00f3vel por R$ 1.000.000,00. N\u00e3o possuem outros bens nem d\u00edvidas. Os c\u00f4njuges, S\u00edlvio e Alice, ter\u00e3o direito na partilha -ap\u00f3s a venda do im\u00f3vel, respectivamente, o valor de:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) R$ 500.000,00 e R$ 500.000,00.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) R$ 650.000,00 e R$ 350.000,00.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) R$ 300.000,00 e R$ 700.000,00.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) R$ 200.000,00 e R$ 800.000,00.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra A.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 correta, nos termos do art. 1.667 do CC\/02: \u201cO regime de comunh\u00e3o universal importa a comunica\u00e7\u00e3o de todos os bens presentes e futuros dos c\u00f4njuges e suas d\u00edvidas passivas, com as exce\u00e7\u00f5es do artigo seguinte.\u201d. \u00c9 irrelevante que apenas Alice, com recursos provenientes de sua atividade profissional, tenha efetuado o pagamento das parcelas do financiamento, em raz\u00e3o do regime ser de comunh\u00e3o universal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As alternativas B, C e D est\u00e3o incorretas, conforme o fundamento exposto na alternativa A.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 36. Luciano e Cristina, ambos maiores, pretendem, em agosto de 2023, se casar pelo regime de participa\u00e7\u00e3o final nos aquestos. Para a celebra\u00e7\u00e3o do pacto antenupcial, j\u00e1 que ambos s\u00e3o empres\u00e1rios, pensaram em estabelecer uma cl\u00e1usula na qual poderiam, livremente, dispor de quaisquer bens adquiridos na const\u00e2ncia do casamento, independente da anu\u00eancia expressa do outro. Quanto ao citado pacto antenupcial a ser celebrado por Luciano e Cristina, \u00e9 correto afirmar que:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) seus termos t\u00eam efeitos <\/strong><em><strong>erga omnes<\/strong><\/em><strong> a partir da lavratura da respectiva escritura p\u00fablica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) apenas os bens im\u00f3veis, desde que particulares, poder\u00e3o ser objeto da livre disposi\u00e7\u00e3o na forma pactuada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) somente ter\u00e1 efic\u00e1cia se realizado por escritura p\u00fablica lavrada at\u00e9 noventa dias antes da celebra\u00e7\u00e3o do casamento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) apenas os bens im\u00f3veis, desde que adquiridos na const\u00e2ncia do casamento, poder\u00e3o ser objeto da livre disposi\u00e7\u00e3o na forma pactuada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra B.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 1.657 do CC\/02: \u201cAs conven\u00e7\u00f5es antenupciais n\u00e3o ter\u00e3o efeito perante terceiros sen\u00e3o depois de registradas, em livro especial, pelo oficial do Registro de Im\u00f3veis do domic\u00edlio dos c\u00f4njuges.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 correta, nos termos do art. 1.656 do CC\/02: \u201cNo pacto antenupcial, que adotar o regime de participa\u00e7\u00e3o final nos aq\u00fcestos, poder-se-\u00e1 convencionar a livre disposi\u00e7\u00e3o dos bens im\u00f3veis, desde que particulares.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A alternativa C est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 1.653 do CC\/02: \u201c\u00c9 nulo o pacto antenupcial se n\u00e3o for feito por escritura p\u00fablica, e ineficaz se n\u00e3o lhe seguir o casamento.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 1.656 do CC\/02: \u201cNo pacto antenupcial, que adotar o regime de participa\u00e7\u00e3o final nos aq\u00fcestos, poder-se-\u00e1 convencionar a livre disposi\u00e7\u00e3o dos bens im\u00f3veis, desde que particulares.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 37. Maria adquiriu um ve\u00edculo e realizou um contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria com o banco credor. Ap\u00f3s alguns meses, ela atrasou duas parcelas do financiamento. Neste caso, \u00e9 correto afirmar que<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) Maria pode continuar utilizando o ve\u00edculo normalmente, mesmo ap\u00f3s o atraso no pagamento das parcelas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) o banco credor pode reaver o bem sem a necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o judicial, bastando apenas notificar Maria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) Maria tem o direito de devolver o bem ao banco e encerrar o contrato de financiamento, sem qualquer tipo de \u00f4nus.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) o banco credor n\u00e3o pode reaver o bem sem a autoriza\u00e7\u00e3o judicial, devendo ingressar com uma a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra D.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 correta, nos termos do art. 3\u00ba do Decreto-Lei 911\/1969: \u201cO propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio ou credor poder\u00e1, desde que comprovada a mora, na forma estabelecida pelo \u00a7 2\u00ba do art. 2\u00ba, ou o inadimplemento, requerer contra o devedor ou terceiro a busca e apreens\u00e3o do bem alienado fiduciariamente, a qual ser\u00e1 concedida liminarmente, podendo ser apreciada em plant\u00e3o judici\u00e1rio.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As alternativas A, B e C est\u00e3o incorretas, conforme o fundamento exposto na alternativa D.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 38. Jo\u00e3o comprou um carro e financiou o valor com uma institui\u00e7\u00e3o financeira. O contrato previa que o ve\u00edculo seria dado em garantia ao banco atrav\u00e9s da aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria. Jo\u00e3o, no entanto, atrasou algumas parcelas e n\u00e3o quitou a d\u00edvida. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o financeira dever\u00e1:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) Renegociar a d\u00edvida com Jo\u00e3o e permitir que ele continue a utilizar o ve\u00edculo como garantia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) Leiloar o carro imediatamente para quitar a d\u00edvida de Jo\u00e3o, sem precisar de autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) Tomar o carro de volta sem aviso pr\u00e9vio, uma vez que a propriedade do bem j\u00e1 pertence ao banco.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) Ajuizar uma a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o do ve\u00edculo, mas ter\u00e1 que notificar o devedor antes de tomar posse do bem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra D.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 correta, nos termos do art. 3\u00ba do Decreto-Lei n\u00ba 911\/1969 e da S\u00famula n\u00ba 72 do STJ: \u201cO propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio ou credor poder\u00e1, desde que comprovada a mora, na forma estabelecida pelo \u00a7 2\u00ba do art. 2\u00ba, ou o inadimplemento, requerer contra o devedor ou terceiro a busca e apreens\u00e3o do bem alienado fiduciariamente, a qual ser\u00e1 concedida liminarmente, podendo ser apreciada em plant\u00e3o judici\u00e1rio.\u201d; e \u201cA comprova\u00e7\u00e3o da mora \u00e9 imprescind\u00edvel \u00e0 busca e apreens\u00e3o do bem alienado fiduciariamente.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As alternativas A, B e C est\u00e3o incorretas, conforme o fundamento exposto na alternativa D.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 39. Jos\u00e9 comprou um ve\u00edculo por meio de financiamento e ofereceu como garantia uma aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em favor da institui\u00e7\u00e3o financeira. Depois de algumas parcelas pagas, Jos\u00e9 n\u00e3o conseguiu mais arcar com o financiamento e o ve\u00edculo foi retomado pela institui\u00e7\u00e3o financeira. De acordo com o Decreto-Lei n\u00ba 911\/1969, assinale a afirmativa correta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) A institui\u00e7\u00e3o financeira pode reter o ve\u00edculo retomado at\u00e9 que o devedor pague integralmente a d\u00edvida remanescente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) Ap\u00f3s a retomada do ve\u00edculo, a institui\u00e7\u00e3o financeira deve notificar o devedor para pagar a d\u00edvida remanescente em quinze dias, sob pena de venda do ve\u00edculo em leil\u00e3o p\u00fablico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) Na senten\u00e7a que decretar a improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o, o juiz condenar\u00e1 o credor fiduci\u00e1rio ao pagamento de multa, em favor do devedor fiduciante, equivalente a quarenta por cento do valor originalmente financiado, devidamente atualizado, caso o bem j\u00e1 tenha sido alienado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) A institui\u00e7\u00e3o financeira pode vender o ve\u00edculo em leil\u00e3o p\u00fablico, independentemente de qualquer procedimento judicial ou extrajudicial, salvo disposi\u00e7\u00e3o expressa em contr\u00e1rio prevista no contrato, devendo aplicar o pre\u00e7o da venda no pagamento de seu cr\u00e9dito e das despesas decorrentes e entregar ao devedor o saldo apurado, se houver, com a devida presta\u00e7\u00e3o de contas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra D.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta, nos termos do art. art. 3\u00ba, \u00a71\u00ba e \u00a72\u00ba, do Decreto-Lei n\u00ba 911\/1969: \u201c\u00a71\u00ba Cinco dias ap\u00f3s executada a liminar mencionada no caput, consolidar-se-\u00e3o a propriedade e a posse plena e exclusiva do bem no patrim\u00f4nio do credor fiduci\u00e1rio, cabendo \u00e0s reparti\u00e7\u00f5es competentes, quando for o caso, expedir novo certificado de registro de propriedade em nome do credor, ou de terceiro por ele indicado, livre do \u00f4nus da propriedade fiduci\u00e1ria. \u00a7 2\u00ba No prazo do \u00a7 1\u00ba, o devedor fiduciante poder\u00e1 pagar a integralidade da d\u00edvida pendente, segundo os valores apresentados pelo credor fiduci\u00e1rio na inicial, hip\u00f3tese na qual o bem lhe ser\u00e1 restitu\u00eddo livre do \u00f4nus.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta, conforme o fundamento exposto na alternativa A.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta, nos termos do art. art. 3\u00ba, \u00a76\u00ba, do Decreto-Lei n\u00ba 911\/1969: \u201c\u00a7 6\u00ba Na senten\u00e7a que decretar a improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o, o juiz condenar\u00e1 o credor fiduci\u00e1rio ao pagamento de multa, em favor do devedor fiduciante, equivalente a cinq\u00fcenta por cento do valor originalmente financiado, devidamente atualizado, caso o bem j\u00e1 tenha sido alienado.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 correta, nos termos do art. 2\u00ba do Decreto-Lei n\u00ba 911\/1969: \u201cNo caso de inadimplemento ou mora nas obriga\u00e7\u00f5es contratuais garantidas mediante aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, o propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio ou credor poder\u00e1 vender a coisa a terceiros, independentemente de leil\u00e3o, hasta p\u00fablica, avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ou qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, salvo disposi\u00e7\u00e3o expressa em contr\u00e1rio prevista no contrato, devendo aplicar o pre\u00e7o da venda no pagamento de seu cr\u00e9dito e das despesas decorrentes e entregar ao devedor o saldo apurado, se houver, com a devida presta\u00e7\u00e3o de contas.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 40. As afirmativas a seguir tratam da prote\u00e7\u00e3o dos interesses difusos e coletivos do idoso, dos \u00f3rg\u00e3os e entidades que atuam nesta prote\u00e7\u00e3o, das possibilidades de proposi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es judiciais e das determina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis em senten\u00e7as proferidas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s prote\u00e7\u00f5es referidas. Sobre a prote\u00e7\u00e3o judicial dos interesses difusos e coletivos do idoso, de acordo com a Lei n\u00ba 10.741\/2003, analise as afirmativas a seguir.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>I. As referidas a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o propostas no foro do domic\u00edlio da pessoa idosa, cujo ju\u00edzo ter\u00e1 compet\u00eancia absoluta para processar a causa, ressalvadas as compet\u00eancias da Justi\u00e7a Federal e a compet\u00eancia origin\u00e1ria dos tribunais superiores.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>II. Em caso de desist\u00eancia ou abandono da a\u00e7\u00e3o por associa\u00e7\u00e3o legitimada, o Minist\u00e9rio P\u00fablico ou outro legitimado dever\u00e1 assumir a titularidade ativa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>III. As multas previstas no Estatuto da Pessoa Idosa n\u00e3o recolhidas at\u00e9 quinze dias ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o ser\u00e3o exigidas por meio de execu\u00e7\u00e3o promovida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, nos mesmos autos, facultada igual iniciativa aos demais legitimados em caso de in\u00e9rcia daquele.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV. Transitada em julgado a senten\u00e7a que impuser condena\u00e7\u00e3o ao Poder P\u00fablico, o juiz determinar\u00e1 a remessa de pe\u00e7as \u00e0 autoridade competente, para apura\u00e7\u00e3o da responsabilidade civil e administrativa do agente a que se atribua a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Est\u00e1 correto o que se afirma apenas em<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) IV.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) l e III.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) II e III.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) I, II e IV.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra D.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O item I est\u00e1 correto, nos termos do art. 80 da Lei n\u00ba 10.741: \u201cAs a\u00e7\u00f5es previstas neste Cap\u00edtulo ser\u00e3o propostas no foro do domic\u00edlio da pessoa idosa, cujo ju\u00edzo ter\u00e1 compet\u00eancia absoluta para processar a causa, ressalvadas as compet\u00eancias da Justi\u00e7a Federal e a compet\u00eancia origin\u00e1ria dos Tribunais Superiores.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item II est\u00e1 correto, nos termos do art. 81, \u00a7 2\u00ba, da Lei n\u00ba 10.741: \u201c\u00a7 2\u00ba Em caso de desist\u00eancia ou abandono da a\u00e7\u00e3o por associa\u00e7\u00e3o legitimada, o Minist\u00e9rio P\u00fablico ou outro legitimado dever\u00e1 assumir a titularidade ativa.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item III est\u00e1 incorreto, nos termos do art. 84, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n\u00ba 10.741: \u201cAs multas n\u00e3o recolhidas at\u00e9 30 (trinta) dias ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o ser\u00e3o exigidas por meio de execu\u00e7\u00e3o promovida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, nos mesmos autos, facultada igual iniciativa aos demais legitimados em caso de in\u00e9rcia daquele.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item IV est\u00e1 correto, nos termos do art. 86 da Lei n\u00ba 10.741: \u201cTransitada em julgado a senten\u00e7a que impuser condena\u00e7\u00e3o ao Poder P\u00fablico, o juiz determinar\u00e1 a remessa de pe\u00e7as \u00e0 autoridade competente, para apura\u00e7\u00e3o da responsabilidade civil e administrativa do agente a que se atribua a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 41. A desapropria\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo legal em que o Poder P\u00fablico retira a propriedade de um particular, para fins de utilidade p\u00fablica ou interesse social, mediante justa indeniza\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma prerrogativa do Estado prevista na legisla\u00e7\u00e3o, com o objetivo de viabilizar a execu\u00e7\u00e3o de obras, projetos ou pol\u00edticas que sejam considerados de interesse coletivo. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 desapropria\u00e7\u00e3o, assinale a afirmativa correta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) Efetuada a manuten\u00e7\u00e3o da posse, fica assegurado ao expropriado o levantamento de oitenta por cento da quantia depositada para obten\u00e7\u00e3o da medida possess\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) Em \u00e1reas de latif\u00fandio, o Poder P\u00fablico tomar\u00e1 as medidas necess\u00e1rias \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de unidades econ\u00f4micas adequadas, desapropriando, aglutinando e redistribuindo as \u00e1reas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) A Uni\u00e3o dever\u00e1 desapropriar, por interesse social, bens do dom\u00ednio dos Estados, Munic\u00edpios, Distrito Federal e Territ\u00f3rios, precedido o ato, em qualquer caso, de autoriza\u00e7\u00e3o legislativa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) Os bens desapropriados por senten\u00e7a definitiva, uma vez incorporados ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, n\u00e3o podem ser objeto de reivindica\u00e7\u00e3o, ainda que fundada em nulidade do processo de desapropria\u00e7\u00e3o. Qualquer a\u00e7\u00e3o julgada procedente resolver-se-\u00e1 em perdas e danos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra D.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 19, \u00a7 2\u00ba, c, do Estatuto da Terra (Lei n\u00ba 4.504): \u201cefetuada a imiss\u00e3o de posse, fica assegurado ao expropriado o levantamento de oitenta por cento da quantia depositada para obten\u00e7\u00e3o da medida possess\u00f3ria.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 21 do Estatuto da Terra (Lei n\u00ba 4.504): \u201cEm \u00e1reas de minif\u00fandio, o Poder P\u00fablico tomar\u00e1 as medidas necess\u00e1rias \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de unidades econ\u00f4micas adequadas, desapropriando, aglutinando e redistribuindo as \u00e1reas.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 22, par\u00e1grafo \u00fanico, do Estatuto da Terra (Lei n\u00ba 4.504): \u201cA Uni\u00e3o poder\u00e1 desapropriar, por interesse social, bens do dom\u00ednio dos Estados, Munic\u00edpios, Distrito Federal e Territ\u00f3rios, precedido o ato, em qualquer caso, de autoriza\u00e7\u00e3o legislativa.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 correta, nos termos do art. 23 do Estatuto da Terra (Lei n\u00ba 4.504): \u201cOs bens desapropriados por senten\u00e7a definitiva, uma vez incorporados ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, n\u00e3o podem ser objeto de reivindica\u00e7\u00e3o, ainda que fundada em nulidade do processo de desapropria\u00e7\u00e3o. Qualquer a\u00e7\u00e3o julgada procedente, resolver-se-\u00e1 em perdas e danos.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 42. O Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), nos termos da Lei n\u00ba 11.977\/2009, tem por finalidade criar mecanismos de incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o de novas unidades habitacionais ou requalifica\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis urbanos e produ\u00e7\u00e3o ou reforma de habita\u00e7\u00f5es rurais. Com base nestas informa\u00e7\u00f5es, analise as afirmativas a seguir.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>I. Os contratos e registros efetivados no \u00e2mbito do PMCMV ser\u00e3o formalizados, preferencialmente, em nome da mulher.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>II. Nas hip\u00f3teses de dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel, separa\u00e7\u00e3o ou div\u00f3rcio, o t\u00edtulo de propriedade do im\u00f3vel adquirido no \u00e2mbito do PMCMV, na const\u00e2ncia do casamento ou da uni\u00e3o est\u00e1vel, com subven\u00e7\u00f5es oriundas de recursos do or\u00e7amento geral da Uni\u00e3o, do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), ser\u00e1 registrado em nome da mulher ou a ela transferido, independentemente do regime de bens aplic\u00e1vel, excetuados os casos que envolvam recursos do FGTS.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>III. N\u00e3o \u00e9 permitida a pactua\u00e7\u00e3o de capitaliza\u00e7\u00e3o de juros com periodicidade mensal nas opera\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimos ou financiamentos realizados pelas entidades integrantes do Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o (SFH).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV. O valor presente do fluxo futuro das presta\u00e7\u00f5es, compostas de amortiza\u00e7\u00e3o do principal e juros, geradas pelas opera\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimos ou financiamento, deve ser calculado com a utiliza\u00e7\u00e3o da taxa de juros pactuada no contrato, podendo resultar em valor diferente ao do empr\u00e9stimo ou do financiamento concedido. Est\u00e1 correto o que se afirma em<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) I, II, III e IV.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) I e ll, apenas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) II e III, apenas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) III e IV, apenas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra B.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O item I est\u00e1 correto, nos termos do art. 35 da Lei n\u00ba 11.977: \u201cOs contratos e registros efetivados no \u00e2mbito do PMCMV ser\u00e3o formalizados, preferencialmente, em nome da mulher.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item II est\u00e1 correto, nos termos do art. 35-A da Lei n\u00ba 11.977: \u201cNas hip\u00f3teses de dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel, separa\u00e7\u00e3o ou div\u00f3rcio, o t\u00edtulo de propriedade do im\u00f3vel adquirido no \u00e2mbito do PMCMV, na const\u00e2ncia do casamento ou da uni\u00e3o est\u00e1vel, com subven\u00e7\u00f5es oriundas de recursos do or\u00e7amento geral da Uni\u00e3o, do FAR e do FDS, ser\u00e1 registrado em nome da mulher ou a ela transferido, independentemente do regime de bens aplic\u00e1vel, excetuados os casos que envolvam recursos do FGTS.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item III est\u00e1 incorreto, nos termos do art. 15-A da Lei n\u00ba 4.380: \u201c\u00c9 permitida a pactua\u00e7\u00e3o de capitaliza\u00e7\u00e3o de juros com periodicidade mensal nas opera\u00e7\u00f5es realizadas pelas entidades integrantes do Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o &#8211; SFH.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item IV est\u00e1 incorreto, nos termos do art.15-B, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba 4.380: \u201cArt. 15-B.&nbsp; Nas opera\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimo ou financiamento realizadas por institui\u00e7\u00f5es integrantes do Sistema Financeiro da Habita\u00e7\u00e3o que prevejam pagamentos por meio de presta\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas, os sistemas de amortiza\u00e7\u00e3o do saldo devedor poder\u00e3o ser livremente pactuados entre as partes. \u00a7 1\u00ba O valor presente do fluxo futuro das presta\u00e7\u00f5es, compostas de amortiza\u00e7\u00e3o do principal e juros, geradas pelas opera\u00e7\u00f5es de que trata o caput, deve ser calculado com a utiliza\u00e7\u00e3o da taxa de juros pactuada no contrato, n\u00e3o podendo resultar em valor diferente ao do empr\u00e9stimo ou do financiamento concedido.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 43. A Lei n\u00ba 8.245\/1991, tamb\u00e9m conhecida como Lei do Inquilinato, \u00e9 a principal norma que regula as rela\u00e7\u00f5es entre locadores e locat\u00e1rios de im\u00f3veis urbanos no Brasil. Ela estabelece regras para a loca\u00e7\u00e3o, subloca\u00e7\u00e3o e despejo de im\u00f3veis, al\u00e9m de tratar de outros temas como a garantia locat\u00edcia, a cobran\u00e7a de aluguel e os direitos e deveres das partes envolvidas. Considerando que tal normativa busca equilibrar os interesses dos propriet\u00e1rios e inquilinos, garantindo o direito \u00e0 moradia e \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica nas rela\u00e7\u00f5es locat\u00edcias, analise as afirmativas a seguir.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>I. Nas loca\u00e7\u00f5es ajustadas por escrito e por prazo igual ou superior a trinta meses, a resolu\u00e7\u00e3o do contrato ocorrer\u00e1 findo o prazo estipulado, independentemente de notifica\u00e7\u00e3o ou aviso.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>II. Findo o prazo ajustado, se o locat\u00e1rio continuar na propriedade do im\u00f3vel alugado por mais de trinta dias sem oposi\u00e7\u00e3o do locador, presumir-se-\u00e1 prorrogada a loca\u00e7\u00e3o por prazo indeterminado, mantidas as demais cl\u00e1usulas e condi\u00e7\u00f5es do contrato.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>III. Ocorrendo a prorroga\u00e7\u00e3o da loca\u00e7\u00e3o residencial, o locador poder\u00e1 denunciar o contrato a qualquer tempo, concedido o prazo legal de sessenta dias para desocupa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV. Quando ajustada verbalmente ou por escrito e como prazo inferior a trinta meses, findo o prazo estabelecido, a loca\u00e7\u00e3o prorroga-se automaticamente, por prazo indeterminado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Est\u00e1 correto o que se afirma apenas em<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) l e III.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) I e IV.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) II e III.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) II e IV.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra B.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O item I est\u00e1 correto, nos termos do art. 46 da Lei n\u00ba 8.245: \u201cNas loca\u00e7\u00f5es ajustadas por escrito e por prazo igual ou superior a trinta meses, a resolu\u00e7\u00e3o do contrato ocorrer\u00e1 findo o prazo estipulado, independentemente de notifica\u00e7\u00e3o ou aviso.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item II est\u00e1 incorreto, nos termos do art. 46, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba 8.245: \u201cFindo o prazo ajustado, se o locat\u00e1rio continuar na posse do im\u00f3vel alugado por mais de trinta dias sem oposi\u00e7\u00e3o do locador, presumir &#8211; se &#8211; \u00e1 prorrogada a loca\u00e7\u00e3o por prazo indeterminado, mantidas as demais cl\u00e1usulas e condi\u00e7\u00f5es do contrato.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item III est\u00e1 incorreto, nos termos do art. 46, \u00a7 2\u00ba, da Lei n\u00ba 8.245: \u201cOcorrendo a prorroga\u00e7\u00e3o, o locador poder\u00e1 denunciar o contrato a qualquer tempo, concedido o prazo de trinta dias para desocupa\u00e7\u00e3o.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O item IV est\u00e1 correto, nos termos do art. 47 da Lei n\u00ba 8.245: \u201cQuando ajustada verbalmente ou por escrito e como prazo inferior a trinta meses, findo o prazo estabelecido, a loca\u00e7\u00e3o prorroga &#8211; se automaticamente, por prazo indeterminado, somente podendo ser retomado o im\u00f3vel:\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 44. Luiz (locador) celebrou com Pedro (locat\u00e1rio) contrato de loca\u00e7\u00e3o de um apartamento de sua propriedade, localizado na regi\u00e3o central de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ribamar-MA, pelo prazo de vinte e quatro meses. No contrato, o locador fez constar de forma expressa que o vencimento do aluguel, estipulado em R$ 3.000,00 (tr\u00eas mil reais), se dar\u00e1 em todo dia 01 de cada m\u00eas, sob pena de multa de 2%, a partir da data do vencimento, bem como de juros morat\u00f3rios de 1% ao m\u00eas, <\/strong><em><strong>pro rata die<\/strong><\/em><strong>. Em raz\u00e3o de consider\u00e1vel diminui\u00e7\u00e3o em sua renda provocada por crise no com\u00e9rcio local, Pedro, a partir do s\u00e9timo m\u00eas de vig\u00eancia do contrato, passou unilateralmente a pagar o valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) a t\u00edtulo de aluguel e continuou a faz\u00ea-lo durante todo os dezoito meses restantes do contrato, sem qualquer oposi\u00e7\u00e3o ou cobran\u00e7a por parte de Luiz. Findo o vig\u00e9simo quarto m\u00eas da loca\u00e7\u00e3o, Pedro manifestou por escrito a vontade de devolver o im\u00f3vel. Luiz n\u00e3o aceitou receber as chaves, bem como ajuizou a\u00e7\u00e3o em que pleiteia o recebimento dos valores em aberto, correspondente \u00e0 diferen\u00e7a entre o valor convencionado e o efetivamente adimplido, com os acr\u00e9scimos decorrentes dos juros e da multa. A a\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o foi ajuizada contra C\u00e9sar que, na condi\u00e7\u00e3o de \u00fanico fiador de Pedro, ao anuir ao contrato de loca\u00e7\u00e3o, renunciou expressamente ao benef\u00edcio de ordem. Considerando o caso, \u00e9 correto afirmar que<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) quanto \u00e0 natureza jur\u00eddica do contrato de loca\u00e7\u00e3o celebrado entre Luiz e Pedro, esse possui as seguintes caracter\u00edsticas: bilateral ou sinalagm\u00e1tico; oneroso; aleat\u00f3rio; consensual; informal e n\u00e3o solene; de execu\u00e7\u00e3o continuada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) findo o prazo estipulado no contrato, caso o locat\u00e1rio continue na posse do im\u00f3vel objeto da loca\u00e7\u00e3o, sem oposi\u00e7\u00e3o do locador, presumir-se-\u00e1 prorrogado o neg\u00f3cio jur\u00eddico sem prazo determinado, sendo devido o aluguel que o locador arbitrar a seu exclusivo crit\u00e9rio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) ao admitir, sem qualquer oposi\u00e7\u00e3o ou resist\u00eancia, o pagamento em quantia menor, durante dezoito meses, Luiz fez surgir para o locat\u00e1rio o direito de arcar com um valor menor a t\u00edtulo de aluguel. Trata-se, no caso em quest\u00e3o de hip\u00f3tese de aplica\u00e7\u00e3o do instituto da <\/strong><em><strong>supressio<\/strong><\/em><strong>, enquanto desdobramento do princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) na eventualidade de ter realizado benfeitorias no im\u00f3vel de Luiz, Pedro tem direito de reten\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s \u00fateis e necess\u00e1rias. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais benfeitorias, o locat\u00e1rio s\u00f3 ter\u00e1 direito de reten\u00e7\u00e3o se forem previamente autorizadas. Por outro lado, nos contratos de loca\u00e7\u00e3o, \u00e9 v\u00e1lida a cl\u00e1usula de ren\u00fancia \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o das benfeitorias e ao direito de reten\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra C.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta, pois o contrato de loca\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3rio. O contrato aleat\u00f3rio \u00e9 definido no art. 458 do CC\/02: \u201cSe o contrato for aleat\u00f3rio, por dizer respeito a coisas ou fatos futuros, cujo risco de n\u00e3o virem a existir um dos contratantes assuma, ter\u00e1 o outro direito de receber integralmente o que lhe foi prometido, desde que de sua parte n\u00e3o tenha havido dolo ou culpa, ainda que nada do aven\u00e7ado venha a existir.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta. S\u00e3o mantidas as demais cl\u00e1usulas e condi\u00e7\u00f5es do contrato. Segundo o art. 56, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n\u00ba 8.245: \u201cFindo o prazo estipulado, se o locat\u00e1rio permanecer no im\u00f3vel por mais de trinta dias sem oposi\u00e7\u00e3o do locador, presumir &#8211; se &#8211; \u00e1 prorrogada a loca\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es ajustadas, mas sem prazo determinado.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C est\u00e1 correta. Segundo Fl\u00e1vio Tartuce (Manual de Direito Civil, 2021): \u201c(&#8230;) quanto \u00e0 <em>supressio<\/em> (Verwirkung), esta significa a supress\u00e3o, por ren\u00fancia t\u00e1cita, de um direito ou de uma posi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, pelo seu n\u00e3o exerc\u00edcio com o passar dos tempos.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta, nos termos dos arts. 35 e 36 da Lei n\u00ba 8.245: \u201cSalvo expressa disposi\u00e7\u00e3o contratual em contr\u00e1rio, as benfeitorias necess\u00e1rias introduzidas pelo locat\u00e1rio, ainda que n\u00e3o autorizadas pelo locador, bem como as \u00fateis, desde que autorizadas, ser\u00e3o indeniz\u00e1veis e permitem o exerc\u00edcio do direito de reten\u00e7\u00e3o.\u201d e \u201cAs benfeitorias voluptu\u00e1rias n\u00e3o ser\u00e3o indeniz\u00e1veis, podendo ser levantadas pelo locat\u00e1rio, finda a loca\u00e7\u00e3o, desde que sua retirada n\u00e3o afete a estrutura e a subst\u00e2ncia do im\u00f3vel.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 45. Marcelo, nascido em 03 de abril de 2008, e Carolina, nascida em 11 de fevereiro de 2002, acarretam dano ao patrim\u00f4nio de uma Escola P\u00fablica Municipal de S\u00e3o Lu\u00eds-MA, consistente na destrui\u00e7\u00e3o de dez computadores, mediante inc\u00eandio provocado atrav\u00e9s do lan\u00e7amento de arma qu\u00edmica incendi\u00e1ria conhecida como coquetel molotov. Ap\u00f3s rigorosa investiga\u00e7\u00e3o do incidente, restou comprovado que Marcelo, filho de Cl\u00e1udia e Pedro, reside com a m\u00e3e, que det\u00e9m a guarda unilateral do filho em raz\u00e3o de acordo homologado em ju\u00edzo, quando do div\u00f3rcio dos pais. A prop\u00f3sito de estar sob a guarda de Cl\u00e1udia e de ter todas as suas despesas custeadas por Pedro, Marcelo \u00e9 o \u00fanico propriet\u00e1rio de um bem im\u00f3vel de natureza comercial, localizado no centro de Imperatriz-MA, que recebeu atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00e3o realizada pelo seu padrinho. Carolina, que \u00e9 \u00f3rf\u00e3, \u00e9 estudante universit\u00e1ria, n\u00e3o trabalha e reside com os av\u00f3s, Geraldo e Wilma. Considerando a situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica e o sistema de Responsabilidade Civil no C\u00f3digo Civil de 2002, \u00e9 correto afirmar que<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) Cl\u00e1udia, m\u00e3e de Marcelo, enquanto titular da guarda unilateral do menor, det\u00e9m a responsabilidade exclusiva pelo preju\u00edzo causado pelo filho.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) Cl\u00e1udia e Pedro, pais de Marcelo, assim como Geraldo e Wilma, av\u00f3s de Carolina, s\u00e3o respons\u00e1veis pela integral repara\u00e7\u00e3o do dano causado pelos agentes, uma vez que incorreram em culpa <\/strong><em><strong>in vigilando<\/strong><\/em><strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) Marcelo, por possuir patrim\u00f4nio pr\u00f3prio, \u00e9 o \u00fanico respons\u00e1vel, na esfera civil, pela repara\u00e7\u00e3o integral dos preju\u00edzos causados ao Poder P\u00fablico, restando automaticamente afastada a responsabilidade de Carolina.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) Uma vez comprovada a aus\u00eancia de recursos financeiros por parte de Carolina, bem como dos respons\u00e1veis legais por Marcelo, ele responder\u00e1 com o seu patrim\u00f4nio pessoal, sendo que, na hip\u00f3tese em quest\u00e3o, a indeniza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 equitativa e n\u00e3o poder\u00e1 privar o menor do necess\u00e1rio para o seu sustento.<br><\/strong><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra D.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta. Segundo o Enunciado n\u00ba 450 da V Jornada de Direito Civil: \u201cConsiderando que a responsabilidade dos pais pelos atos danosos praticados pelos filhos menores \u00e9 objetiva, e n\u00e3o por culpa presumida, ambos os genitores, no exerc\u00edcio do poder familiar, s\u00e3o, em regra, solidariamente respons\u00e1veis por tais atos, ainda que estejam separados, ressalvado o direito de regresso em caso de culpa exclusiva de um dos genitores.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta. N\u00e3o se fala mais em culpa <em>in vigilando<\/em>, pois \u00e9 adotada a responsabilidade objetiva, ou seja, independe de culpa. Nesse sentido, o Enunciado n\u00ba 451 da V Jornada de Direito Civil: \u201cA responsabilidade civil por ato de terceiro funda-se na responsabilidade objetiva ou independente de culpa, estando superado o modelo de culpa presumida.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 942 do CC\/02: \u201cArt. 942. Os bens do respons\u00e1vel pela ofensa ou viola\u00e7\u00e3o do direito de outrem ficam sujeitos \u00e0 repara\u00e7\u00e3o do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responder\u00e3o solidariamente pela repara\u00e7\u00e3o.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 correta, nos termos do art. 928, <em>caput<\/em> e par\u00e1grafo \u00fanico, do art. 932, I e do art. 933, todos do CC\/02: \u201cO incapaz responde pelos preju\u00edzos que causar, se as pessoas por ele respons\u00e1veis n\u00e3o tiverem obriga\u00e7\u00e3o de faz\u00ea-lo ou n\u00e3o dispuserem de meios suficientes. Par\u00e1grafo \u00fanico. A indeniza\u00e7\u00e3o prevista neste artigo, que dever\u00e1 ser eq\u00fcitativa, n\u00e3o ter\u00e1 lugar se privar do necess\u00e1rio o incapaz ou as pessoas que dele dependem.\u201d; \u201cS\u00e3o tamb\u00e9m respons\u00e1veis pela repara\u00e7\u00e3o civil: I &#8211; os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;\u201d e \u201cAs pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que n\u00e3o haja culpa de sua parte, responder\u00e3o pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 46. No dia 01 de julho de 2020, quarta-feira, foi publicada a &#8220;Lei II&#8221; que revogava a &#8220;Lei I&#8221;, tendo a nova Lei, entrado em vig\u00eancia na data da sua publica\u00e7\u00e3o. Contudo, no dia 10 de agosto de 2020, segunda-feira, foi publicada a &#8220;Lei III&#8221; uma norma ampla e geral, que tratou de v\u00e1rios assuntos, tendo, inclusive, regulado inteiramente e de forma incompat\u00edvel com a norma imediatamente anterior, os temas tratados pela &#8220;Lei II&#8221;, bem como restaurou a vig\u00eancia da &#8220;Lei I&#8221;. A &#8220;Lei III&#8221; tamb\u00e9m entrou em vig\u00eancia na mesma data em que foi publicada. A &#8220;Lei III&#8221; n\u00e3o disp\u00f4s expressamente sobre eventual revoga\u00e7\u00e3o da &#8220;Lei II&#8221;. Sobre a situa\u00e7\u00e3o retratada, \u00e9 correto afirmar que<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) a ab-roga\u00e7\u00e3o ocorre quando uma lei nova torna sem efeito parte de uma lei anterior.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) a &#8220;Lei III&#8221;, ao regular inteiramente os assuntos tratados na lei imediatamente anterior, revogou de forma expressa a &#8220;Lei II&#8221;.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) a lei revogada volta a viger quando a lei revogadora for declarada inconstitucional ou quando for concedida a suspens\u00e3o cautelar da efic\u00e1cia da norma impugnada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) o efeito repristinat\u00f3rio \u00e9 aquele pelo qual uma norma revogada volta a valer no caso de revoga\u00e7\u00e3o da norma revogadora. A Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro admite a possibilidade da lei revogada anteriormente repristinar no caso da perda da vig\u00eancia da norma revogadora.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa possui duas alternativas corretas, as <strong>letras C e D, por isso \u00e9 pass\u00edvel de anula\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta. Ab-roga\u00e7\u00e3o \u00e9 a revoga\u00e7\u00e3o total da norma. Conforme Fl\u00e1vio Tartuce (Manual de Direito Civil, 2021): \u201c(&#8230;) ocorre quando se torna sem efeito uma norma de forma integral, com a supress\u00e3o total do seu texto por uma norma emergente.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta, pois ocorreu uma revoga\u00e7\u00e3o t\u00e1cita. Segundo o art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s normas do Direito Brasileiro: \u201cA lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompat\u00edvel ou quando regule inteiramente a mat\u00e9ria de que tratava a lei anterior.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C est\u00e1 correta. Segundo Fl\u00e1vio Tartuce (Manual de Direito Civil, 2021): \u201cContudo, excepcionalmente, a lei revogada volta a viger quando a lei revogadora for declarada inconstitucional ou quando for concedida a suspens\u00e3o cautelar da efic\u00e1cia da norma impugnada \u2013 art. 11, \u00a7 2.\u00ba, da Lei 9.868\/1999.\u201d. Segundo o art. 11, \u00a7 2\u00ba, da Lei n\u00ba 9.868: \u201cA concess\u00e3o da medida cautelar torna aplic\u00e1vel a legisla\u00e7\u00e3o anterior acaso existente, salvo expressa manifesta\u00e7\u00e3o em sentido contr\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 correta, pois a Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro admite a possibilidade da lei revogada anteriormente repristinar no caso da perda da vig\u00eancia da norma revogadora. Segundo o art. 2\u00ba, \u00a7 3\u00ba: \u201cSalvo disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, a lei revogada n\u00e3o se restaura por ter a lei revogadora perdido a vig\u00eancia.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 47. Wilson Melo, com 60 anos, e Isabel Machado, com 50 anos, casados, embarcaram em um avi\u00e3o monomotor para uma viagem de comemora\u00e7\u00e3o aos vinte e cinco anos de casamento. Em raz\u00e3o de uma pane el\u00e9trica durante o voo, a aeronave caiu no mar em Tutoia, regi\u00e3o litor\u00e2nea que est\u00e1 localizada no Baixo Parna\u00edba, no Estado do Maranh\u00e3o. Durante duas semanas, foram realizadas buscas incessantes pelos passageiros e pelos tripulantes, sem que as autoridades competentes tivessem logrado \u00eaxito na empreitada. Alguns destro\u00e7os do avi\u00e3o foram localizados a 700 km de S\u00e3o Lu\u00eds-MA. Marinha, Aeron\u00e1utica e Corpo de Bombeiros encerram as buscas no dia 01 de abril de 2023, sem que os corpos fossem encontrados. Os filhos de Wilson e de Isabel desejam adotar as provid\u00eancias necess\u00e1rias \u00e0 transmiss\u00e3o do patrim\u00f4nio deixado pelo casal. Considerando a situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica e nos termos da legisla\u00e7\u00e3o em vigor, \u00e9 correto afirmar que<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) se Wilson Melo e Isabel Machado reaparecerem nos dez anos seguintes \u00e0 abertura da sucess\u00e3o provis\u00f3ria, receber\u00e3o os bens existentes no estado em que se encontrarem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) no caso em quest\u00e3o, somente ap\u00f3s a necess\u00e1ria decreta\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia, com a estrita observ\u00e2ncia de suas tr\u00eas fases, sendo a \u00faltima delas a sucess\u00e3o definitiva, ser\u00e1 poss\u00edvel presumir a morte de Wilson Melo e Isabel Machado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) em sendo comprovada a morte simult\u00e2nea do casal Wilson Melo e Isabel Machado, restar\u00e1 configurada comori\u00eancia que, por sua vez, tem como pressupostos cumulativos: a morte na mesma ocasi\u00e3o e a impossibilidade de verificar, de forma t\u00e9cnica, a ordem dos \u00f3bitos. O direito brasileiro afastou o requisito da exist\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es sucess\u00f3rias entre os comorientes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) encerradas as buscas \u00e9 cab\u00edvel o reconhecimento da morte presumida do casal, sem declara\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia, devendo constar da senten\u00e7a a data prov\u00e1vel do \u00f3bito. Tal previs\u00e3o consta tanto do C\u00f3digo Civil quanto da Lei de Registros P\u00fablicos, sendo, na \u00faltima, indicada como morte por justifica\u00e7\u00e3o. No procedimento de justifica\u00e7\u00e3o, preenchidos os seus requisitos, expede-se imediatamente a certid\u00e3o de \u00f3bito.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra D.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 39 do CC\/02: \u201cRegressando o ausente nos dez anos seguintes \u00e0 abertura da sucess\u00e3o definitiva, ou algum de seus descendentes ou ascendentes, aquele ou estes haver\u00e3o s\u00f3 os bens existentes no estado em que se acharem, os sub-rogados em seu lugar, ou o pre\u00e7o que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 7\u00ba, I, do CC\/02: \u201cPode ser declarada a morte presumida, sem decreta\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia: I &#8211; se for extremamente prov\u00e1vel a morte de quem estava em perigo de vida;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta. A comori\u00eancia s\u00f3 \u00e9 pertinente quando se referir a morte de pessoas que tenham direitos sucess\u00f3rios entre si.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 correta, nos termos do art. 8\u00ba do CC\/02 e do art. 88 da Lei de Registros P\u00fablicos: \u201cSe dois ou mais indiv\u00edduos falecerem na mesma ocasi\u00e3o, n\u00e3o se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-\u00e3o simultaneamente mortos\u201d; e \u201cPoder\u00e3o os Ju\u00edzes togados admitir justifica\u00e7\u00e3o para o assento de \u00f3bito de pessoas desaparecidas em naufr\u00e1gio, inunda\u00e7\u00e3o, inc\u00eandio, terremoto ou qualquer outra cat\u00e1strofe, quando estiver provada a sua presen\u00e7a no local do desastre e n\u00e3o for poss\u00edvel encontrar-se o cad\u00e1ver para exame.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 48. A teoria do neg\u00f3cio jur\u00eddico ocupa posi\u00e7\u00e3o de destaque na Parte Geral do C\u00f3digo Civil de 2002. Sobre o tema, \u00e9 correto afirmar que<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) na simula\u00e7\u00e3o relativa, o neg\u00f3cio simulado \u00e9 anul\u00e1vel, mas o dissimulado ser\u00e1 v\u00e1lido se n\u00e3o ofender a lei nem causar preju\u00edzo a terceiros.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) o reconhecimento da nulidade de uma cl\u00e1usula penal inserida em um determinado contrato compromete a ess\u00eancia do pacto, de modo que a invalidade da obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria implica a da obriga\u00e7\u00e3o principal.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) o contrato celebrado por relativamente incapaz sem a devida assist\u00eancia \u00e9 anul\u00e1vel. A incapacidade relativa de uma parte, por sua vez, n\u00e3o pode ser invocada pela outra em benef\u00edcio pr\u00f3prio, isso porque a alega\u00e7\u00e3o de incapacidade constitui uma exce\u00e7\u00e3o pessoal.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) a caracteriza\u00e7\u00e3o da les\u00e3o depender\u00e1 exclusivamente da constata\u00e7\u00e3o de um elemento objetivo, constitu\u00eddo pela despropor\u00e7\u00e3o das presta\u00e7\u00f5es, a gerar uma onerosidade excessiva a uma das partes. No caso concreto, configurada a les\u00e3o, pode o contratante prejudicado optar por n\u00e3o pleitear a anula\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio jur\u00eddico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra C.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 167 do CC\/02: \u201c\u00c9 nulo o neg\u00f3cio jur\u00eddico simulado, mas subsistir\u00e1 o que se dissimulou, se v\u00e1lido for na subst\u00e2ncia e na forma.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 184 do CC\/02: \u201cRespeitada a inten\u00e7\u00e3o das partes, a invalidade parcial de um neg\u00f3cio jur\u00eddico n\u00e3o o prejudicar\u00e1 na parte v\u00e1lida, se esta for separ\u00e1vel; a invalidade da obriga\u00e7\u00e3o principal implica a das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, mas a destas n\u00e3o induz a da obriga\u00e7\u00e3o principal.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C est\u00e1 correta, nos termos do art. 105 e do art. 171, I, do CC\/02: \u201cA incapacidade relativa de uma das partes n\u00e3o pode ser invocada pela outra em benef\u00edcio pr\u00f3prio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivis\u00edvel o objeto do direito ou da obriga\u00e7\u00e3o comum.\u201d e \u201cAl\u00e9m dos casos expressamente declarados na lei, \u00e9 anul\u00e1vel o neg\u00f3cio jur\u00eddico: I &#8211; por incapacidade relativa do agente;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 157, <em>caput<\/em> e \u00a7 2\u00ba, do CC\/02: \u201cOcorre a les\u00e3o quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperi\u00eancia, se obriga a presta\u00e7\u00e3o manifestamente desproporcional ao valor da presta\u00e7\u00e3o oposta. \u00a7 2\u00ba N\u00e3o se decretar\u00e1 a anula\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte favorecida concordar com a redu\u00e7\u00e3o do proveito.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 49. Pablo, brasileiro, mora na cidade de S\u00e3o Lu\u00eds-MA h\u00e1 quarenta anos. Em visita a parentes que residem em Buenos Aires-Argentina conhece Eva, residente em Paris-Fran\u00e7a, com quem passa a ter um relacionamento amoroso. Ap\u00f3s dez anos de namoro a dist\u00e2ncia, Pablo e Eva ficam noivos e celebram matrim\u00f4nio em territ\u00f3rio franc\u00eas. De comum acordo, o casal estabelece seu primeiro domic\u00edlio na cidade de S\u00e3o Paulo, onde ambos possuem oportunidade de trabalho. Considerando o caso hipot\u00e9tico, \u00e9 correto afirmar que:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) No que se refere ao regime de bens que disciplinar\u00e1 os direitos patrimoniais decorrentes do casamento de Pablo e de Eva, ser\u00e1 aplicada a lei do local da realiza\u00e7\u00e3o do casamento, isto \u00e9, o direito civil franc\u00eas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) No que concerne ao come\u00e7o e ao fim da personalidade, o direito brasileiro adota a regra do domic\u00edlio, pela qual devem ser aplicadas as normas do pa\u00eds em que for domiciliada a pessoa, inclusive quanto ao nome, \u00e0 capacidade e aos direitos sucess\u00f3rios.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) No que se refere aos bens im\u00f3veis, prev\u00ea a Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro, que deve ser aplicada a norma do pa\u00eds de domic\u00edlio ou de \u00faltimo domic\u00edlio do propriet\u00e1rio. Quando se tratarem de bens m\u00f3veis transportados, incide a norma do local em que esses se situam.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) A senten\u00e7a estrangeira de div\u00f3rcio consensual produz efeitos no Brasil, independentemente de homologa\u00e7\u00e3o pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Raz\u00e3o pela qual fica admitida a averba\u00e7\u00e3o direta, por Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais, da senten\u00e7a estrangeira de div\u00f3rcio consensual simples ou puro, no assento de casamento, sem a necessidade de homologa\u00e7\u00e3o judicial.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra B, mas \u00e9 pass\u00edvel de recurso.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta, nos termos do \u00a7 4\u00ba do art. 7\u00ba da LINDB: \u201cO regime de bens, legal ou convencional, obedece \u00e0 lei do pa\u00eds em que tiverem os nubentes domic\u00edlio, e, se este for diverso, a do primeiro domic\u00edlio conjugal.\u201d. Assim, ser\u00e1 aplicada a lei brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 correta, nos termos do art. 7\u00ba e do art. 10 da LINDB: do CC\/02: \u201cA lei do pa\u00eds em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o come\u00e7o e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de fam\u00edlia.\u201d; e \u201cA sucess\u00e3o por morte ou por aus\u00eancia obedece \u00e0 lei do pa\u00eds em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situa\u00e7\u00e3o dos bens.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 8\u00ba, \u00a7 1\u00ba, e do art. 12, \u00a7 1\u00ba, da LINDB: \u201cAplicar-se-\u00e1 a lei do pa\u00eds em que for domiciliado o propriet\u00e1rio, quanto aos bens m\u00f3veis que ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.\u201d; e \u201cS\u00f3 \u00e0 autoridade judici\u00e1ria brasileira compete conhecer das a\u00e7\u00f5es relativas a im\u00f3veis situados no Brasil.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta, por\u00e9m depende da interpreta\u00e7\u00e3o do comando. A senten\u00e7a estrangeira de div\u00f3rcio consensual produz efeitos no Brasil, independentemente de homologa\u00e7\u00e3o pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), desde que seja div\u00f3rcio consensual simples ou puro, ou seja, desde que trate apenas da dissolu\u00e7\u00e3o do casamento. Conforme o entendimento do STJ (SEC 11643 \/ EX): \u201c1. A regra inserta no art. 961, \u00a7 5\u00ba, do CPC\/2015, de que &#8220;[a] senten\u00e7a estrangeira de div\u00f3rcio consensual produz efeitos no Brasil, independentemente de homologa\u00e7\u00e3o pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a&#8221;, aplica-se apenas aos casos de div\u00f3rcio consensual puro ou simples e n\u00e3o ao div\u00f3rcio consensual qualificado, que disp\u00f5e sobre a guarda, alimentos e\/ou partilha de bens, nos termos dos artigos 1\u00ba e 2\u00ba do Provimento n. 56\/2016 do Conselho Nacional de Justi\u00e7a.\u201d. Segundo o art. 961, \u00a7 5\u00ba, do CPC: \u201cA senten\u00e7a estrangeira de div\u00f3rcio consensual produz efeitos no Brasil, independentemente de homologa\u00e7\u00e3o pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a\u201d. A alternativa, na primeira parte, n\u00e3o trouxe essa ressalva. Quanto \u00e0 segunda parte, a afirmativa est\u00e1 completa e, portanto, correta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 50. O C\u00f3digo Civil de 2002, de forma an\u00e1loga ao C\u00f3digo de 1916, inaugurou a sua parte geral com o tratamento jur\u00eddico das pessoas naturais. Para tanto, o C\u00f3digo atual estabeleceu em seu Art. 1\u00ba que &#8220;toda pessoa \u00e9 capaz de direitos e deveres na ordem civil&#8221;. A norma transcrita introduz, em linhas gerais e em sentido amplo, o tratamento jur\u00eddico da capacidade. Sobre a teoria geral da capacidade e da personalidade no direito civil, \u00e9 correto afirmar que<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) s\u00e3o relativamente incapazes os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) no tocante aos direitos da personalidade, o nome da pessoa n\u00e3o pode ser empregado em publica\u00e7\u00f5es que a exponham ao desprezo p\u00fablico. O pseud\u00f4nimo, por sua vez, goza de prote\u00e7\u00e3o diferente daquela reservada ao nome civil da pessoa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) \u00e0 luz dos direitos da personalidade e em conformidade com o direito civil brasileiro, \u00e9 correto afirmar que a disposi\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo \u00e9 permitida para depois da morte, para fins cient\u00edficos, vedada a possibilidade de revoga\u00e7\u00e3o do ato de disposi\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) os \u00e9brios habituais, os viciados em t\u00f3xicos, os menores de dezesseis anos e aqueles que, por causa transit\u00f3ria ou permanente, n\u00e3o puderem exprimir sua vontade, s\u00e3o, respectivamente, relativamente incapazes, relativamente incapazes, absolutamente incapazes e relativamente incapazes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra D.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta. N\u00e3o h\u00e1 mais essa previs\u00e3o, pois foi revogada com o advento do Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia. N\u00e3o se considera mais as pessoas com defici\u00eancia como relativamente incapazes.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 19 do CC\/02: \u201cO pseud\u00f4nimo adotado para atividades l\u00edcitas goza da prote\u00e7\u00e3o que se d\u00e1 ao nome.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 14, <em>caput<\/em> e par\u00e1grafo \u00fanico, do CC\/02: \u201c\u00c9 v\u00e1lida, com objetivo cient\u00edfico, ou altru\u00edstico, a disposi\u00e7\u00e3o gratuita do pr\u00f3prio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Par\u00e1grafo \u00fanico. O ato de disposi\u00e7\u00e3o pode ser livremente revogado a qualquer tempo.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 correta, nos termos do art. 3\u00ba e do art. 4\u00ba, II e III, do CC\/02: \u201cS\u00e3o absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos.\u201d; e \u201cS\u00e3o incapazes, relativamente a certos atos ou \u00e0 maneira de os exercer: II &#8211; os \u00e9brios habituais e os viciados em t\u00f3xico; III &#8211; aqueles que, por causa transit\u00f3ria ou permanente, n\u00e3o puderem exprimir sua vontade;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 51. Maria, m\u00e9dica, vi\u00fava, com quarenta e dois anos e detentora de consider\u00e1vel acervo patrimonial, transferiu para o seu filho F\u00e1bio J\u00fanior, nascido em 01 de fevereiro de 2010, mediante contrato de doa\u00e7\u00e3o pura, celebrado em conformidade com a lei, um im\u00f3vel residencial situado na Ilha dos Len\u00e7\u00f3is (Cururupu-MA), avaliado em quinhentos mil reais. Clarice, que tamb\u00e9m \u00e9 filha de Maria e que s\u00f3 tomou conhecimento da transa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a formaliza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio, pretende tornar sem efeito a doa\u00e7\u00e3o realizada pela m\u00e3e. A respeito da situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica e da legisla\u00e7\u00e3o que regulamenta a doa\u00e7\u00e3o no direito brasileiro, \u00e9 correto afirmar que:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) \u00e9 anul\u00e1vel a doa\u00e7\u00e3o de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o c\u00f4njuge do alienante expressamente houverem consentido.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) no caso em an\u00e1lise, restar\u00e1 dispensada a aceita\u00e7\u00e3o de F\u00e1bio J\u00fanior, hip\u00f3tese em que a doa\u00e7\u00e3o se aperfei\u00e7oar\u00e1 com o registro da escritura de doa\u00e7\u00e3o do bem im\u00f3vel.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) Maria, na condi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de doadora, responder\u00e1, perante F\u00e1bio J\u00fanior, pelos v\u00edcios redibit\u00f3rios e pela evic\u00e7\u00e3o que eventualmente possam recair sob o im\u00f3vel residencial objeto da doa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) a doa\u00e7\u00e3o realizada por Maria poder\u00e1 ser revogada em caso comprovada ingratid\u00e3o de F\u00e1bio J\u00fanior. Em sendo o pedido de revoga\u00e7\u00e3o fundado em crime contra a honra de Maria, que tenha sido praticado por F\u00e1bio J\u00fanior, o direito de pleitear a revoga\u00e7\u00e3o se transmite a Clarice, haja vista se tratar herdeira leg\u00edtima da doadora.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra B.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 544 do CC\/02: \u201cA doa\u00e7\u00e3o de ascendentes a descendentes, ou de um c\u00f4njuge a outro, importa adiantamento do que lhes cabe por heran\u00e7a.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 correta, nos termos do art. 543 do CC\/02: \u201cSe o donat\u00e1rio for absolutamente incapaz, dispensa-se a aceita\u00e7\u00e3o, desde que se trate de doa\u00e7\u00e3o pura.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 552 do CC\/02: \u201cO doador n\u00e3o \u00e9 obrigado a pagar juros morat\u00f3rios, nem \u00e9 sujeito \u00e0s conseq\u00fc\u00eancias da evic\u00e7\u00e3o ou do v\u00edcio redibit\u00f3rio. Nas doa\u00e7\u00f5es para casamento com certa e determinada pessoa, o doador ficar\u00e1 sujeito \u00e0 evic\u00e7\u00e3o, salvo conven\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta, nos termos do art. 560, do CC\/02: \u201cO direito de revogar a doa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se transmite aos herdeiros do doador, nem prejudica os do donat\u00e1rio. Mas aqueles podem prosseguir na a\u00e7\u00e3o iniciada pelo doador, continuando-a contra os herdeiros do donat\u00e1rio, se este falecer depois de ajuizada a lide.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 52. &#8220;A&#8221;, propriet\u00e1rio de um im\u00f3vel h\u00e1 trinta anos, desfrutava de uma bela vista da capital maranhense, quando o pr\u00e9dio vizinho iniciou uma constru\u00e7\u00e3o em altura mais elevada, privando-o desse panorama. A partir do instituto das servid\u00f5es prediais \u00e9 correto afirmar que<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) o propriet\u00e1rio &#8220;A&#8221; poder\u00e1 manejar a\u00e7\u00e3o de usucapi\u00e3o, considerando tratar-se de posse de mais de vinte anos, aparente e cont\u00ednua, apta a gerar a declara\u00e7\u00e3o judicial da prescri\u00e7\u00e3o aquisitiva.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) o propriet\u00e1rio &#8220;A&#8221; n\u00e3o obter\u00e1 uma presta\u00e7\u00e3o jurisdicional de proced\u00eancia, por n\u00e3o ser a hip\u00f3tese uma servid\u00e3o de vista, tratando-se de mera faculdade da qual n\u00e3o decorre o direito de posse a ser tutelado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) o propriet\u00e1rio &#8220;A&#8221; pode manejar a\u00e7\u00e3o confess\u00f3ria, de car\u00e1ter petit\u00f3rio, cujo objetivo \u00e9 obter o provimento judicial declarat\u00f3rio positivo quanto \u00e0 exist\u00eancia de uma servid\u00e3o, considerando tratar-se de uma servid\u00e3o cont\u00ednua e aparente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>d) o propriet\u00e1rio &#8220;A&#8221; n\u00e3o obter\u00e1 uma presta\u00e7\u00e3o jurisdicional de proced\u00eancia, considerando que, ao manejar a denominada a\u00e7\u00e3o negat\u00f3ria, obter\u00e1 uma declara\u00e7\u00e3o negativa do direito de servid\u00e3o, autorizando o pr\u00e9dio vizinho a erguer a constru\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa correta \u00e9 a <strong>letra B.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta. Trata-se de servid\u00e3o n\u00e3o aparente, ou seja, exige um n\u00e3o fazer. Dessa forma n\u00e3o preenche os requisitos do art. 1.379 do CC\/02: \u201cO exerc\u00edcio incontestado e cont\u00ednuo de uma servid\u00e3o aparente, por dez anos, nos termos do art. 1.242, autoriza o interessado a registr\u00e1-la em seu nome no Registro de Im\u00f3veis, valendo-lhe como t\u00edtulo a senten\u00e7a que julgar consumado a usucapi\u00e3o.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa B est\u00e1 correta. A servid\u00e3o de vista \u00e9 mera faculdade da qual n\u00e3o decorre o direito de posse a ser tutelado. Nesse sentido, o entendimento do STJ (REsp 935.474): H\u00e1 de se distinguir as servid\u00f5es prediais legais das convencionais. As primeiras correspondem aos direitos de vizinhan\u00e7a, tendo como fonte direta a pr\u00f3pria lei, incidindo independentemente da vontade das partes. Nascem em fun\u00e7\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o dos pr\u00e9dios, para possibilitar a explora\u00e7\u00e3o integral do im\u00f3vel dominante ou evitar o surgimento de conflitos entre os respectivos propriet\u00e1rios. As servid\u00f5es convencionais, por sua vez, n\u00e3o est\u00e3o previstas em lei, decorrendo do consentimento das partes. &#8211; Na esp\u00e9cie, \u00e9 incontroverso que, ap\u00f3s o surgimento de conflito sobre a constru\u00e7\u00e3o de muro lindeiro, as partes celebraram acordo, homologado judicialmente, por meio do qual foram fixadas condi\u00e7\u00f5es a serem respeitadas pelos recorridos para preserva\u00e7\u00e3o da vista da paisagem a partir do terreno dos recorrentes. N\u00e3o obstante inexista informa\u00e7\u00e3o nos autos acerca do registro da transa\u00e7\u00e3o na matr\u00edcula do im\u00f3vel, essa composi\u00e7\u00e3o equipara-se a uma servid\u00e3o convencional, representando, no m\u00ednimo, obriga\u00e7\u00e3o a ser respeitada pelos signat\u00e1rios do acordo e seus herdeiros.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta. N\u00e3o se trata de servid\u00e3o aparente, visto que se busca um n\u00e3o fazer: n\u00e3o construir.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta, conforme o fundamento exposto na alternativa B.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"saiba-mais-cartorios-tj-ma\" class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-luminous-vivid-amber-background-color has-background\">Saiba mais: <a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/concurso-cartorio-ma\/\" target=\"_blank\" >Cart\u00f3rios TJ MA<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"cursos\"><span id=\"quer-saber-tudo-sobre-concursos-previstosconfira-nossos-artigos\">Quer saber tudo sobre concursos previstos?<br>Confira nossos artigos!<\/span><\/h2>\n\n\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ol\u00e1, pessoal, tudo certo?! 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