{"id":185083,"date":"2026-04-01T19:53:52","date_gmt":"2026-04-01T22:53:52","guid":{"rendered":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/?p=185083"},"modified":"2026-04-01T20:02:44","modified_gmt":"2026-04-01T23:02:44","slug":"nacionalidade-brasileira-filhos-adotivos-stf-tema-1253","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/nacionalidade-brasileira-filhos-adotivos-stf-tema-1253\/","title":{"rendered":"STF assegura nacionalidade brasileira a filhos adotivos nascidos no exterior &#8211; Tema 1253"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O Supremo Tribunal Federal passou a equiparar filho adotivo ao biol\u00f3gico para fins de atribui\u00e7\u00e3o de nacionalidade brasileira em casos de ado\u00e7\u00e3o internacional.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-caso\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\"><span id=\"entenda-o-caso\"><strong>Entenda o caso<\/strong><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Uma brasileira residente nos Estados Unidos adota duas crian\u00e7as estrangeiras, registra a ado\u00e7\u00e3o no consulado brasileiro competente e solicita a transcri\u00e7\u00e3o do termo de nascimento com op\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria de nacionalidade. O pedido foi negado pelo Tribunal Regional Federal com o argumento de que a nacionalidade, nesse caso, s\u00f3 poderia ser adquirida por naturaliza\u00e7\u00e3o. A fam\u00edlia recorre ao STF. Qual deveria ser a resposta do sistema constitucional brasileiro?<\/p>\n\n\n\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o, que poderia parecer apenas um lit\u00edgio familiar, envolve uma das quest\u00f5es mais delicadas do Direito Constitucional: os limites e o conte\u00fado do direito fundamental \u00e0 nacionalidade, a proibi\u00e7\u00e3o constitucional de discrimina\u00e7\u00e3o entre filhos e o risco concreto de apatridia de crian\u00e7as que cruzam fronteiras por for\u00e7a de uma decis\u00e3o judicial de ado\u00e7\u00e3o. No julgamento do RE 1.163.774, com repercuss\u00e3o geral fixada no Tema 1.253, o Plen\u00e1rio do STF, em 12 de mar\u00e7o de 2026, resolveu definitivamente a quest\u00e3o \u2014 e a resposta impacta diretamente provas de Magistratura, MP, Defensoria e Advocacia P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, voc\u00ea vai compreender o conceito e a dogm\u00e1tica do direito \u00e0 nacionalidade, dominar o regime constitucional das modalidades de aquisi\u00e7\u00e3o da nacionalidade brasileira, entender como funciona a ado\u00e7\u00e3o internacional no ECA, acompanhar o racioc\u00ednio do STF na forma\u00e7\u00e3o da tese vinculante do Tema 1.253 e identificar as armadilhas que as bancas v\u00e3o construir a partir desse julgado. Esse \u00e9 o ponto que separa candidatos aprovados de reprovados. Vamos direto ao ponto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-a-nacionalidade-conceito-natureza-juridica-e-posicao-dogmatica\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\"><span id=\"direito-a-nacionalidade-conceito-natureza-juridica-e-posicao-dogmatica\"><strong>Direito \u00e0 Nacionalidade: Conceito, Natureza Jur\u00eddica e Posi\u00e7\u00e3o Dogm\u00e1tica<\/strong><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>O <strong>direito \u00e0 nacionalidade \u00e9 o v\u00ednculo jur\u00eddico-pol\u00edtico que une o indiv\u00edduo a um Estado, atribuindo-lhe um conjunto de direitos e deveres rec\u00edprocos<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista dogm\u00e1tico, trata-se de direito fundamental de primeira dimens\u00e3o, expressamente previsto no art. 12 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 e reconhecido no plano internacional pelo art. 15 da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, que afirma que toda pessoa tem direito a uma nacionalidade e que ningu\u00e9m ser\u00e1 arbitrariamente privado dela.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do instituto \u00e9 relevante para concursos: o direito \u00e0 nacionalidade est\u00e1 inserido no T\u00edtulo II da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que trata dos direitos e garantias fundamentais, mas com cap\u00edtulo pr\u00f3prio \u2014 o Cap\u00edtulo III, Da Nacionalidade \u2014, o que reflete sua natureza de direito fundamental de estatura constitucional direta, n\u00e3o dependente de lei infraconstitucional para sua efic\u00e1cia plena nas hip\u00f3teses previstas no art. 12.<\/p>\n\n\n\n<p>A doutrina constitucional distingue <strong>dois grandes regimes de aquisi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria<\/strong> da nacionalidade: <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list is-style-cnvs-list-styled-positive\">\n<li><strong>jus soli<\/strong> (crit\u00e9rio territorial, pelo local de nascimento) e<\/li>\n\n\n\n<li><strong>jus sanguinis<\/strong> (crit\u00e9rio da filia\u00e7\u00e3o, pelo v\u00ednculo com o pai ou a m\u00e3e). <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light has-background\" style=\"background-color:#ffeb0a45\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong>O Brasil adota sistema misto:<\/strong> jus soli como regra geral para os nascidos no territ\u00f3rio nacional (art. 12, I, &#8220;a&#8221;, CF) e jus sanguinis combinado com registro consular ou op\u00e7\u00e3o confirmat\u00f3ria para os nascidos no exterior de pai ou m\u00e3e brasileiros (art. 12, I, &#8220;b&#8221; e &#8220;c&#8221;, CF).<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>A distin\u00e7\u00e3o entre <strong>nacionalidade origin\u00e1ria<\/strong> e <strong>nacionalidade derivada<\/strong> (naturaliza\u00e7\u00e3o) \u00e9, por si s\u00f3, objeto frequente de quest\u00f5es. O brasileiro nato adquire a nacionalidade como consequ\u00eancia de fato jur\u00eddico \u2014 o nascimento com determinadas caracter\u00edsticas. O naturalizado a adquire por ato volitivo, mediante procedimento formal previsto em lei. O tratamento jur\u00eddico diferenciado entre as duas categorias, em determinadas hip\u00f3teses, \u00e9 constitucionalmente leg\u00edtimo, e o pr\u00f3prio art. 12, \u00a7 2\u00ba, da CF veda que a lei estabele\u00e7a distin\u00e7\u00f5es entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos na pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-as-hipoteses-de-brasileiro-nato-na-constituicao\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\"><span id=\"as-hipoteses-de-brasileiro-nato-na-constituicao\"><strong>As hip\u00f3teses de Brasileiro Nato na Constitui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Para dominar o Tema 1.253, o candidato precisa ter o <strong>art. 12, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal <\/strong>gravado com precis\u00e3o t\u00e9cnica. S\u00e3o brasileiros natos, entre outros, os nascidos segundo as <strong>tr\u00eas hip\u00f3teses que a banca vai colocar em jogo:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Jus Soli Puro:<\/mark><\/strong> A al\u00ednea &#8220;a&#8221; preleciona que s\u00e3o brasileiros natos <strong>os nascidos no territ\u00f3rio nacional, ainda que de pais estrangeiros<\/strong>, <strong>desde que estes n\u00e3o estejam a servi\u00e7o de seu pa\u00eds. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Exemplo:<\/mark><\/strong> Pense em dois diplomatas chineses, a servi\u00e7o do governo da China, que t\u00eam um filho nascido em S\u00e3o Paulo durante o exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es consulares.  <br>Esse filho n\u00e3o \u00e9 brasileiro nato. No caso, \u00e9 a \u00fanica hip\u00f3tese em que o nascimento em territ\u00f3rio nacional n\u00e3o produz a nacionalidade brasileira. Quando os pais n\u00e3o est\u00e3o a servi\u00e7o de seu Estado de origem, a regra se inverte: o filho de estrangeiros residentes comuns, nascido no Brasil, \u00e9 brasileiro nato.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Jus sanguinis qualificado pela fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica:<\/mark><\/strong> A al\u00ednea &#8220;b&#8221; diz que s\u00e3o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro de pai ou m\u00e3e brasileiros, desde que qualquer deles esteja a servi\u00e7o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Exemplo:<\/mark><\/strong> Um diplomata brasileiro em miss\u00e3o oficial na Fran\u00e7a que tem um filho nascido em Paris transmite a nacionalidade brasileira nata de pleno direito, independentemente de registro consular adicional ou op\u00e7\u00e3o posterior \u2014 basta o v\u00ednculo com a fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Hip\u00f3tese diretamente aplicada no Tema 1.253<\/mark><\/strong>: A al\u00ednea &#8220;c&#8221; \u00e9 a que mais exige aten\u00e7\u00e3o. S\u00e3o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro de pai ou m\u00e3e brasileiros desde que sejam registrados em reparti\u00e7\u00e3o brasileira competente ou venham a residir no Brasil e optem, em qualquer tempo ap\u00f3s a maioridade, pela nacionalidade brasileira. Duas vias, portanto: o registro consular imediato, que confere a nacionalidade desde o nascimento, e a op\u00e7\u00e3o confirmat\u00f3ria, que exige resid\u00eancia no Brasil e manifesta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s os dezoito anos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Exemplo:<\/mark><\/strong> Imagine uma brasileira que mora em Miami por raz\u00f5es pessoais, sem qualquer v\u00ednculo com fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, e d\u00e1 \u00e0 luz um filho. Se os pais registrarem essa crian\u00e7a no Consulado-Geral do Brasil em Miami, ela \u00e9 brasileira nata desde o nascimento pela primeira via da al\u00ednea &#8220;c&#8221;. Se o registro n\u00e3o for feito, o filho pode, anos depois, vir morar no Brasil e, perante a Justi\u00e7a Federal, optar pela nacionalidade brasileira. A op\u00e7\u00e3o tem efeito declarat\u00f3rio retroativo ao nascimento \u2014 n\u00e3o \u00e9 constitutiva, n\u00e3o \u00e9 naturaliza\u00e7\u00e3o. Esse ponto \u00e9 armadilha cl\u00e1ssica de CESPE: a op\u00e7\u00e3o confirmat\u00f3ria n\u00e3o transforma o indiv\u00edduo em naturalizado, consolida sua condi\u00e7\u00e3o de brasileiro nato.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text\" style=\"grid-template-columns:20% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20004743\/ChatGPT-Image-17-de-abr.-de-2025-01_53_09.png\" alt=\"nacionalidade brasileira\" class=\"wp-image-113639 size-full\" srcset=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20004743\/ChatGPT-Image-17-de-abr.-de-2025-01_53_09.png 1024w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20004743\/ChatGPT-Image-17-de-abr.-de-2025-01_53_09-300x300.png 300w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20004743\/ChatGPT-Image-17-de-abr.-de-2025-01_53_09-150x150.png 150w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20004743\/ChatGPT-Image-17-de-abr.-de-2025-01_53_09-768x768.png 768w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20004743\/ChatGPT-Image-17-de-abr.-de-2025-01_53_09-80x80.png 80w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20004743\/ChatGPT-Image-17-de-abr.-de-2025-01_53_09-380x380.png 380w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20004743\/ChatGPT-Image-17-de-abr.-de-2025-01_53_09-800x800.png 800w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20004743\/ChatGPT-Image-17-de-abr.-de-2025-01_53_09-24x24.png 24w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20004743\/ChatGPT-Image-17-de-abr.-de-2025-01_53_09-48x48.png 48w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/20004743\/ChatGPT-Image-17-de-abr.-de-2025-01_53_09-96x96.png 96w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><strong><mark style=\"background-color:#cf2e2e\" class=\"has-inline-color has-white-color\">ATEN\u00c7\u00c3O PARA CONCURSOS:<\/mark><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"> <\/mark><\/strong>A al\u00ednea &#8220;c&#8221; foi alterada pela Emenda Constitucional n\u00ba 54, de 2007, que eliminou a chamada <strong>&#8220;gera\u00e7\u00e3o de brasileiros perdidos&#8221;.<\/strong> Antes da emenda, filhos de brasileiros nascidos no exterior que n\u00e3o residiam no Brasil e n\u00e3o tinham sido registrados em consulado ficavam sem acesso \u00e0 nacionalidade. A EC 54\/2007 inseriu o registro consular como via imediata e independente da resid\u00eancia pr\u00e9via. Quest\u00f5es sobre essa evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica aparecem com frequ\u00eancia em FGV e CESPE.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-proibicao-constitucional-de-discriminacao-entre-filhos\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\"><span id=\"a-proibicao-constitucional-de-discriminacao-entre-filhos\"><strong>A Proibi\u00e7\u00e3o Constitucional de Discrimina\u00e7\u00e3o entre Filhos<\/strong><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>O segundo pilar normativo do Tema 1.253 \u00e9 o <strong>\u00a7 6\u00ba do art. 227 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong>: <\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">\"Os filhos, havidos ou n\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o do casamento, ou por ado\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o os mesmos direitos e qualifica\u00e7\u00f5es, proibidas quaisquer designa\u00e7\u00f5es discriminat\u00f3rias relativas \u00e0 filia\u00e7\u00e3o.\"<\/pre>\n\n\n\n<p>Esse dispositivo concretiza, no plano do direito de fam\u00edlia, tanto o <strong>princ\u00edpio da igualdade<\/strong> (art. 5\u00ba, caput, CF) quanto o <strong>princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana<\/strong> (art. 1\u00ba, III, CF). <\/p>\n\n\n\n<p>Foi refor\u00e7ado no plano infraconstitucional pelo C\u00f3digo Civil (arts. 1.596 e seguintes) e pelo ECA, que tratam filhos biol\u00f3gicos e adotivos de forma id\u00eantica para todos os efeitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o do art. 12, I, &#8220;c&#8221; com o art. 227, \u00a7 6\u00ba, ambos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, formou a base textual da tese fixada no Tema 1.253. O racioc\u00ednio \u00e9 tecnicamente preciso: se o filho biol\u00f3gico de brasileiro nascido no exterior adquire nacionalidade brasileira nata mediante registro consular, e se a Constitui\u00e7\u00e3o veda qualquer distin\u00e7\u00e3o entre filhos biol\u00f3gicos e adotivos, ent\u00e3o o filho adotivo de brasileiro, nas mesmas circunst\u00e2ncias de nascimento no exterior e registro consular, deve receber exatamente o mesmo tratamento jur\u00eddico. Qualquer interpreta\u00e7\u00e3o em sentido contr\u00e1rio n\u00e3o estaria apenas ignorando a al\u00ednea &#8220;c&#8221; \u2014 estaria ativamente violando o \u00a7 6\u00ba do art. 227.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-adocao-internacional-compreendendo-a-logica-do-eca\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\"><span id=\"adocao-internacional-compreendendo-a-logica-do-eca\"><strong>Ado\u00e7\u00e3o Internacional: Compreendendo a L\u00f3gica do ECA<\/strong><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Para que o candidato entenda <strong>por que o Tema 1.253 gerou controv\u00e9rsia<\/strong>, \u00e9 necess\u00e1rio compreender como funciona a ado\u00e7\u00e3o internacional no sistema brasileiro e, mais importante, identificar qual regime se aplica ao caso concreto julgado pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 51 do ECA <strong>define ado\u00e7\u00e3o internacional<\/strong> da seguinte forma: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light has-background\" style=\"background-color:#fce00070\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Ado\u00e7\u00e3o Internacional: <\/mark><\/strong>\u00c9 aquela na qual o pretendente possui resid\u00eancia habitual em pa\u00eds-parte da Conven\u00e7\u00e3o de Haia de 29 de maio de 1993, relativa \u00e0 Prote\u00e7\u00e3o das Crian\u00e7as e \u00e0 Coopera\u00e7\u00e3o em Mat\u00e9ria de Ado\u00e7\u00e3o Internacional (promulgada pelo Decreto n\u00ba 3.087\/1999), e deseja adotar crian\u00e7a em outro pa\u00eds-parte da Conven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica fundamental do ECA para a ado\u00e7\u00e3o internacional de crian\u00e7a brasileira parte do princ\u00edpio da <strong>subsidiariedade<\/strong>: a ado\u00e7\u00e3o internacional s\u00f3 \u00e9 cab\u00edvel quando esgotadas todas as possibilidades de coloca\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia adotiva brasileira, com certifica\u00e7\u00e3o nos autos da inexist\u00eancia de adotantes habilitados no Brasil com perfil compat\u00edvel (art. 51, \u00a7 1\u00ba, II). O sistema deixa claro que o v\u00ednculo com o Brasil \u00e9 preferencial: o \u00a7 2\u00ba do art. 51 estabelece que brasileiros residentes no exterior t\u00eam prefer\u00eancia sobre estrangeiros nos casos de ado\u00e7\u00e3o internacional de crian\u00e7a brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Pense num casal alem\u00e3o que deseja adotar uma crian\u00e7a brasileira em situa\u00e7\u00e3o de acolhimento institucional. Pelo sistema do ECA, o pedido de habilita\u00e7\u00e3o deve ser formulado perante a autoridade central alem\u00e3, que emitir\u00e1 relat\u00f3rio sobre a capacidade dos adotantes, encaminhado \u00e0 Autoridade Central Estadual brasileira (art. 52, I a III). Antes de qualquer autoriza\u00e7\u00e3o, verifica-se se existe adotante brasileiro habilitado com perfil compat\u00edvel \u2014 porque a ado\u00e7\u00e3o internacional \u00e9 medida subsidi\u00e1ria. O laudo de habilita\u00e7\u00e3o tem validade de at\u00e9 um ano (art. 52, VII), e a crian\u00e7a somente pode deixar o territ\u00f3rio nacional ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o (art. 52, \u00a7 8\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse regime, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 o que se aplica ao Tema 1.253. O caso concreto julgado pelo STF envolvia o inverso: uma brasileira residente nos Estados Unidos adotou crian\u00e7as estrangeiras no exterior. O processo de ado\u00e7\u00e3o correu segundo a lei norte-americana, no pa\u00eds de origem das crian\u00e7as. O que se discutia no STF n\u00e3o era a validade do processo de ado\u00e7\u00e3o, mas exclusivamente o reconhecimento, para fins de nacionalidade brasileira, do v\u00ednculo de filia\u00e7\u00e3o j\u00e1 constitu\u00eddo pela decis\u00e3o judicial estrangeira.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text\" style=\"grid-template-columns:20% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"897\" height=\"777\" src=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/18234559\/coruja_atencao_cj_renata.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-144366 size-full\" srcset=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/18234559\/coruja_atencao_cj_renata.jpg 897w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/18234559\/coruja_atencao_cj_renata-300x260.jpg 300w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/18234559\/coruja_atencao_cj_renata-768x665.jpg 768w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/18234559\/coruja_atencao_cj_renata-380x329.jpg 380w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/18234559\/coruja_atencao_cj_renata-800x693.jpg 800w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/18234559\/coruja_atencao_cj_renata-150x130.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 897px) 100vw, 897px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#fcf10063\">A distin\u00e7\u00e3o entre ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a brasileira por estrangeiro (art. 51 do ECA, com o princ\u00edpio da subsidiariedade e toda a burocracia da Conven\u00e7\u00e3o de Haia) e ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a estrangeira por brasileiro no exterior (hip\u00f3tese do Tema 1.253, regulada pela lei do pa\u00eds de origem da crian\u00e7a) \u00e9 uma distin\u00e7\u00e3o eliminat\u00f3ria. <strong>Confundir os dois regimes \u00e9 erro grave que as bancas exploram com frequ\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-julgamento-do-re-1-163-774-e-os-fundamentos-da-tese-vinculante\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\"><span id=\"o-julgamento-do-re-1-163-774-e-os-fundamentos-da-tese-vinculante\"><strong>O Julgamento do RE 1.163.774 e os Fundamentos da Tese Vinculante<\/strong><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>O STF, sob relatoria da Min. C\u00e1rmen L\u00facia, deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e fixou tese vinculante no Tema 1.253. Para compreender o peso da decis\u00e3o, vale reconstruir o caminho que cada argumento percorreu dentro do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O racioc\u00ednio central da maioria partiu de um ponto que o candidato deve gravar: <strong>a al\u00ednea &#8220;c&#8221; do art. 12, I, da CF n\u00e3o exige nascimento biol\u00f3gico \u2014 exige nascimento no estrangeiro e registro consular.<\/strong> A filia\u00e7\u00e3o, para fins de nacionalidade, deve ser interpretada \u00e0 luz do \u00a7 6\u00ba do art. 227 da CF, que equipara filhos biol\u00f3gicos e adotivos. Restringir a al\u00ednea &#8220;c&#8221; ao v\u00ednculo biol\u00f3gico seria criar, por interpreta\u00e7\u00e3o, uma discrimina\u00e7\u00e3o que a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o pro\u00edbe de forma expressa. A Min. C\u00e1rmen L\u00facia foi direta: \u00e9 equivocada a interpreta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que permita que filhos de uma mesma fam\u00edlia tenham direitos fundamentais diferentes em raz\u00e3o da origem biol\u00f3gica ou da ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento do risco de apatridia foi apresentado pela AGU e pelos amici curiae \u2014 a Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o e a Cl\u00ednica de Litig\u00e2ncia Estrat\u00e9gica em Direitos Humanos da FGV Direito SP. Alguns pa\u00edses retiram a nacionalidade da crian\u00e7a quando ela \u00e9 adotada por estrangeiros. Se o Brasil tamb\u00e9m n\u00e3o reconhece o novo v\u00ednculo de filia\u00e7\u00e3o para fins de nacionalidade, a crian\u00e7a pode ficar sem p\u00e1tria \u2014 cen\u00e1rio que contraria o art. 15 da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos e as conven\u00e7\u00f5es internacionais de direitos humanos das quais o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio. Esse argumento refor\u00e7a, mas n\u00e3o substitui, o fundamento constitucional principal.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia parcial dos Min. Fl\u00e1vio Dino, Cristiano Zanin e Nunes Marques prop\u00f4s que, nos casos de ado\u00e7\u00e3o comum realizada no exterior, houvesse exig\u00eancia de homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira pelo STJ antes do reconhecimento da nacionalidade. A maioria rejeitou essa posi\u00e7\u00e3o com um argumento preciso: exigir a homologa\u00e7\u00e3o pelo STJ para o filho adotivo e n\u00e3o para o filho biol\u00f3gico criaria exatamente a distin\u00e7\u00e3o discriminat\u00f3ria vedada pelo art. 227, \u00a7 6\u00ba, da CF. Se o registro consular \u00e9 suficiente para o filho biol\u00f3gico, deve ser suficiente tamb\u00e9m para o filho adotivo \u2014 qualquer assimetria procedimental entre os dois reproduziria, sob outra forma, a mesma discrimina\u00e7\u00e3o que a Constitui\u00e7\u00e3o quis eliminar.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale observar tamb\u00e9m a <strong>posi\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria AGU no caso concreto: <\/strong>embora tivesse se manifestado em tese a favor da concess\u00e3o da nacionalidade brasileira nesses casos, a AGU se posicionou contra o provimento do recurso espec\u00edfico, argumentando que a ado\u00e7\u00e3o das duas crian\u00e7as ainda n\u00e3o havia sido submetida \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o do STJ e que, sem ela, o v\u00ednculo de ado\u00e7\u00e3o n\u00e3o produziria efeitos no Brasil. O STF, ao fixar a tese vinculante, afastou essa exig\u00eancia \u2014 e esse detalhe \u00e9 exatamente o tipo de pegadinha procedimental que CESPE e FGV inserem nas alternativas para eliminar candidatos desatentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A tese fixada <\/strong>foi: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light has-white-background-color has-background cnvs-block-core-group-1775083932713\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p style=\"font-size:18px\"><strong>&#8220;\u00c9 assegurado o direito \u00e0 nacionalidade brasileira origin\u00e1ria \u00e0 pessoa nascida no exterior, adotada por pessoa brasileira e registrada em \u00f3rg\u00e3o consular competente, nos termos da al. c do inc. I do art. 12 c\/c o \u00a7 6\u00ba do art. 227 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.&#8221;<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-este-tema-pode-cair-na-sua-prova\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\"><span id=\"como-este-tema-pode-cair-na-sua-prova\"><strong>Como este tema pode cair na sua prova<\/strong><\/span><\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bordered\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Quest\u00e3o Simulada (Estilo FGV)<\/mark><\/strong><br><br>Mariana, brasileira, reside nos Estados Unidos h\u00e1 dez anos por raz\u00f5es pessoais, sem v\u00ednculo com qualquer fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Em 2022, ela adotou regularmente, nos termos da lei norte-americana, duas crian\u00e7as nascidas no Texas, filhas de pais estrangeiros sem qualquer v\u00ednculo com o Brasil. Ap\u00f3s a ado\u00e7\u00e3o, Mariana registrou as crian\u00e7as no Consulado-Geral do Brasil em Nova York. O pedido de transcri\u00e7\u00e3o do termo de nascimento com reconhecimento da nacionalidade brasileira origin\u00e1ria foi negado pelo Tribunal Regional Federal competente, sob o fundamento de que o art. 12, I, &#8220;c&#8221;, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal exigiria v\u00ednculo biol\u00f3gico entre o genitor brasileiro e a crian\u00e7a, e que a \u00fanica via dispon\u00edvel seria a naturaliza\u00e7\u00e3o. A fam\u00edlia recorreu ao Supremo Tribunal Federal. Com base na tese fixada pelo STF no Tema 1.253 da repercuss\u00e3o geral (RE 1.163.774, Plen\u00e1rio, 12.3.2026), assinale a alternativa correta.<\/p>\n\n\n\n<p>a) O recurso deve ser desprovido, pois a al\u00ednea &#8220;c&#8221; do art. 12, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal pressup\u00f5e v\u00ednculo biol\u00f3gico entre o pai ou a m\u00e3e brasileiro e a crian\u00e7a nascida no exterior, n\u00e3o alcan\u00e7ando filhos adotivos.<\/p>\n\n\n\n<p>b) O recurso deve ser provido, mas as crian\u00e7as adquirem apenas a nacionalidade brasileira derivada, por naturaliza\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 v\u00ednculo de sangue com cidad\u00e3 brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>c) O recurso deve ser desprovido, pois, ainda que a Constitui\u00e7\u00e3o pro\u00edba distin\u00e7\u00f5es entre filhos biol\u00f3gicos e adotivos, a senten\u00e7a de ado\u00e7\u00e3o estrangeira deveria ter sido previamente homologada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a para produzir efeitos jur\u00eddicos no Brasil, condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumprida no caso.<\/p>\n\n\n\n<p>d) O recurso deve ser provido, sendo assegurado \u00e0s crian\u00e7as o direito \u00e0 nacionalidade brasileira origin\u00e1ria, pois o registro consular, combinado com a proibi\u00e7\u00e3o constitucional de distin\u00e7\u00e3o entre filhos biol\u00f3gicos e adotivos, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o suficiente para o reconhecimento da nacionalidade nata.<\/p>\n\n\n\n<p>e) O recurso deve ser provido apenas quanto \u00e0 crian\u00e7a mais nova, pois a Constitui\u00e7\u00e3o Federal reserva o direito \u00e0 nacionalidade origin\u00e1ria por registro consular ao primog\u00eanito de brasileiro residente no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>GABARITO: D<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Respostas: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>a) INCORRETA. <\/strong>Erra ao afirmar que a al\u00ednea &#8220;c&#8221; exige v\u00ednculo biol\u00f3gico. Esse requisito n\u00e3o consta do texto constitucional, e sua imposi\u00e7\u00e3o por interpreta\u00e7\u00e3o viola o \u00a7 6\u00ba do art. 227 da CF, que pro\u00edbe qualquer distin\u00e7\u00e3o entre filhos biol\u00f3gicos e adotivos. Foi exatamente esse o fundamento que o STF utilizou para reformar a decis\u00e3o do TRF no caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>b) INCORRETA.<\/strong> Erra na consequ\u00eancia jur\u00eddica. Ainda que se reconhecesse o direito \u00e0 nacionalidade, ela seria origin\u00e1ria (brasileira nata), n\u00e3o derivada por naturaliza\u00e7\u00e3o. A distin\u00e7\u00e3o entre nato e naturalizado \u00e9 estruturalmente relevante no sistema constitucional brasileiro: o art. 12, \u00a7 2\u00ba, da CF permite tratamentos diferenciados em determinadas hip\u00f3teses, e atribuir ao filho adotado a condi\u00e7\u00e3o de naturalizado \u2014 em vez de nato \u2014 perpetuaria a discrimina\u00e7\u00e3o vedada pelo art. 227, \u00a7 6\u00ba, da CF.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>c) INCORRETA.<\/strong> Reproduz o argumento vencido na diverg\u00eancia parcial dos Min. Fl\u00e1vio Dino, Cristiano Zanin e Nunes Marques, que propunham exigir a homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira pelo STJ nos casos de ado\u00e7\u00e3o comum realizada no exterior. A maioria do STF rejeitou expressamente essa exig\u00eancia: impor homologa\u00e7\u00e3o para o filho adotivo e n\u00e3o para o filho biol\u00f3gico cria distin\u00e7\u00e3o inconstitucional vedada pelo art. 227, \u00a7 6\u00ba, da CF.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-default\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#4cd1002e\"><strong>d) CORRETA. <\/strong>O STF, no Tema 1.253, fixou tese vinculante no sentido de que \u00e9 assegurado o direito \u00e0 nacionalidade brasileira origin\u00e1ria \u00e0 pessoa nascida no exterior, adotada por pessoa brasileira e registrada em \u00f3rg\u00e3o consular competente, com fundamento na combina\u00e7\u00e3o do art. 12, I, &#8220;c&#8221;, com o \u00a7 6\u00ba do art. 227, ambos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O registro consular \u00e9 condi\u00e7\u00e3o suficiente. N\u00e3o se exige homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira pelo STJ, e o v\u00ednculo de filia\u00e7\u00e3o relevante para fins de nacionalidade \u00e9 o jur\u00eddico, n\u00e3o o biol\u00f3gico. As crian\u00e7as registradas no consulado brasileiro por Mariana t\u00eam direito \u00e0 nacionalidade origin\u00e1ria \u2014 s\u00e3o brasileiras natas, n\u00e3o naturalizadas.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong>e) INCORRETA.<\/strong> N\u00e3o existe na Constitui\u00e7\u00e3o Federal qualquer distin\u00e7\u00e3o entre primog\u00eanito e demais filhos para fins de aquisi\u00e7\u00e3o da nacionalidade brasileira. A al\u00ednea &#8220;c&#8221; do art. 12, I, e o \u00a7 6\u00ba do art. 227 da CF operam de forma igualit\u00e1ria para todos os filhos de brasileiros nascidos no exterior, independentemente da ordem de nascimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-resumo-estrategico-o-que-memorizar-para-a-sua-prova\" style=\"font-style:normal;font-weight:400\"><span id=\"resumo-estrategico-o-que-memorizar-para-a-sua-prova\"><strong>Resumo Estrat\u00e9gico: O que memorizar para a sua prova<\/strong><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea chegou at\u00e9 aqui, j\u00e1 est\u00e1 \u00e0 frente de 95% dos candidatos que ainda n\u00e3o conectaram este julgado \u00e0 dogm\u00e1tica constitucional. <\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">\ud83c\udfaf <strong>Memorize estes pontos de ouro:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light has-background\" style=\"background-color:#f7fc003d\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong>1. Brasileiro nato vs. naturalizado:<\/strong> a diferen\u00e7a \u00e9 estrutural e constitucionalmente relevante. O filho adotado de brasileiro no exterior, ap\u00f3s o Tema 1.253, \u00e9 brasileiro nato \u2014 n\u00e3o naturalizado.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light has-background\" style=\"background-color:#f7fc003d\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong>2. Base normativa da tese:<\/strong> art. 12, I, &#8220;c&#8221; + art. 227, \u00a7 6\u00ba, ambos da CF. A al\u00ednea &#8220;c&#8221; define o crit\u00e9rio (nascimento no exterior mais registro consular). O \u00a7 6\u00ba do art. 227 pro\u00edbe a discrimina\u00e7\u00e3o entre filhos biol\u00f3gicos e adotivos.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light has-background\" style=\"background-color:#f7fc003d\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong>3. O registro consular \u00e9 suficiente.<\/strong> Ap\u00f3s o Tema 1.253, n\u00e3o se exige homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira pelo STJ para fins de reconhecimento da nacionalidade brasileira origin\u00e1ria do filho adotado.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light has-background\" style=\"background-color:#f7fc003d\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p>4. <strong>A diverg\u00eancia parcial foi vencida:<\/strong> Min. Fl\u00e1vio Dino, Cristiano Zanin e Nunes Marques exigiam homologa\u00e7\u00e3o pelo STJ nos casos de ado\u00e7\u00e3o comum. A maioria rejeitou por criar distin\u00e7\u00e3o inconstitucional entre filhos biol\u00f3gicos e adotivos.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light has-background\" style=\"background-color:#f7fc003d\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong>5. Risco de apatridia \u00e9 argumento refor\u00e7ador, n\u00e3o fundamento exclusivo.<\/strong> O fundamento principal \u00e9 a proibi\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00e3o entre filhos (art. 227, \u00a7 6\u00ba, CF). A apatridia \u00e9 argumento adicional vinculado ao direito internacional dos direitos humanos.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light has-background\" style=\"background-color:#f7fc003d\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong>6. Distin\u00e7\u00e3o eliminat\u00f3ria:<\/strong> ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a brasileira por estrangeiro (art. 51 do ECA, princ\u00edpio da subsidiariedade, regime da Conven\u00e7\u00e3o de Haia) \u00e9 diferente de ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a estrangeira por brasileiro no exterior (hip\u00f3tese do Tema 1.253). N\u00e3o confunda os regimes.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-cnvs-block-bg-light has-background\" style=\"background-color:#f7fc003d\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong>7. Tese vinculante com repercuss\u00e3o geral:<\/strong> aplic\u00e1vel a todos os processos semelhantes em tramita\u00e7\u00e3o no Judici\u00e1rio, o que torna o conte\u00fado imediatamente exig\u00edvel em prova.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">DICA FINAL: <\/mark><\/strong>Em prova objetiva, desconfie de alternativas que afirmem que a al\u00ednea &#8220;c&#8221; do art. 12, I, exige v\u00ednculo biol\u00f3gico (falso ap\u00f3s o Tema 1.253), que a homologa\u00e7\u00e3o pelo STJ \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para o reconhecimento da nacionalidade nata do filho adotado (falso, rejeitado pela maioria do STF), ou que a crian\u00e7a adotada no exterior por brasileiro s\u00f3 pode ser naturalizada (falso \u2014 ela \u00e9 brasileira nata). Em prova discursiva, a estrutura vencedora passa por: base normativa (art. 12, I, &#8220;c&#8221; mais art. 227, \u00a7 6\u00ba, CF), racioc\u00ednio do STF (equipara\u00e7\u00e3o dos filhos mais veda\u00e7\u00e3o de distin\u00e7\u00e3o inconstitucional), afastamento da homologa\u00e7\u00e3o pelo STJ e impacto no risco de apatridia.<\/p>\n\n\n\n<p>Domine esse tema e transforme conhecimento em pontos na sua prova. Bons estudos e rumo \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:20px\">Quer saber tudo sobre concursos previstos?<br><strong>Confira nossos artigos!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/concursos-juridicos-2026-prepare-se-para-os-proximos-editais\/\"><strong>Concursos Jur\u00eddicos 2026<\/strong><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/exame-nacional-da-magistratura\/\" target=\"_blank\" ><strong>Exame Nacional da Magistratura<\/strong><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/exame-nacional-de-cartorios\/\" target=\"_blank\" ><strong>Exame Nacional dos Cart\u00f3rios<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"cursos-ficha\"><span id=\"quer-estudar-para-concursos-de-direito\">Quer estudar para Concursos de Direito?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O Estrat\u00e9gia Carreira Jur\u00eddica \u00e9 campe\u00e3o de aprova\u00e7\u00f5es nos concursos para <strong>Carreiras Jur\u00eddicas<\/strong> com um corpo docente qualificado e materiais completos. 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