{"id":182333,"date":"2026-03-12T21:40:50","date_gmt":"2026-03-13T00:40:50","guid":{"rendered":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/?p=182333"},"modified":"2026-03-12T21:40:56","modified_gmt":"2026-03-13T00:40:56","slug":"paternidade-socioafetiva-postuma-stj-tema-provas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/paternidade-socioafetiva-postuma-stj-tema-provas\/","title":{"rendered":"Paternidade socioafetiva p\u00f3stuma: STJ manifesta desnecessidade de manifesta\u00e7\u00e3o formal e como o tema cai nas provas"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-introducao\"><span id=\"1-introducao\">1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>O Direito de Fam\u00edlia brasileiro consolidou, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, um movimento progressivo de reconhecimento da afetividade como elemento estruturante das rela\u00e7\u00f5es parentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse percurso, a filia\u00e7\u00e3o socioafetiva \u2014 fundada no tratamento p\u00fablico e cont\u00ednuo da condi\u00e7\u00e3o de filho, e n\u00e3o no v\u00ednculo biol\u00f3gico \u2014 ganhou estatuto jur\u00eddico pr\u00f3prio, amparada no art. 1.593 do <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406compilada.htm\" target=\"_blank\" >C\u00f3digo Civil de 2002<\/a> e nos princ\u00edpios constitucionais da dignidade da pessoa humana (art. 1\u00ba, III, CF\/88), da igualdade entre filhos (art. 227, \u00a7 6\u00ba, CF\/88) e da paternidade respons\u00e1vel (art. 226, \u00a7 7\u00ba, CF\/88).<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, dentro dessa evolu\u00e7\u00e3o, uma quest\u00e3o espec\u00edfica desafiava a jurisprud\u00eancia: seria poss\u00edvel o reconhecimento p\u00f3stumo da filia\u00e7\u00e3o socioafetiva sem que o pretenso pai tivesse, em vida, manifestado formalmente sua inten\u00e7\u00e3o de reconhecer o filho?<\/p>\n\n\n\n<p>A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, respondeu afirmativamente \u2014 por maioria:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"710\" height=\"739\" src=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/12204904\/paternidade-socioafetiva-postuma.png\" alt=\"socioafetiva\" class=\"wp-image-182336\" srcset=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/12204904\/paternidade-socioafetiva-postuma.png 710w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/12204904\/paternidade-socioafetiva-postuma-288x300.png 288w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/12204904\/paternidade-socioafetiva-postuma-380x396.png 380w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/12204904\/paternidade-socioafetiva-postuma-24x24.png 24w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/12204904\/paternidade-socioafetiva-postuma-150x156.png 150w\" sizes=\"(max-width: 710px) 100vw, 710px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-o-caso-concreto\"><span id=\"2-o-caso-concreto\">2. O caso concreto<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, tr\u00eas irm\u00e3s ajuizaram a\u00e7\u00e3o de reconhecimento de filia\u00e7\u00e3o socioafetiva post mortem cumulada com peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a em face do esp\u00f3lio do padrasto falecido. Narraram que, ap\u00f3s perderem o pai biol\u00f3gico muito cedo, passaram a conviver com a m\u00e3e, o padrasto e a filha natural deste, formando um n\u00facleo familiar \u00fanico e duradouro por mais de 20 anos, durante os quais receberam do padrasto amor, educa\u00e7\u00e3o e suporte financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, o ju\u00edzo de primeiro grau julgou os pedidos improcedentes, exigindo prova formal e inequ\u00edvoca da inten\u00e7\u00e3o do padrasto de assumir as enteadas como filhas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo manteve a senten\u00e7a, acrescentando que o tratamento diferenciado conferido \u00e0 filha biol\u00f3gica \u2014 registrada em cart\u00f3rio e benefici\u00e1ria do plano de sa\u00fade e do seguro de vida \u2014 revelaria aus\u00eancia de vontade de reconhecer as demais como filhas.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ reformou ambas as decis\u00f5es, dando provimento ao recurso especial das autoras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-a-tese-juridica-fixada-pelo-stj\"><span id=\"3-a-tese-juridica-fixada-pelo-stj\">3. A tese jur\u00eddica fixada pelo STJ<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 id=\"3-1-os-requisitos-da-filiacao-socioafetiva\" class=\"wp-block-heading\">3.1 Os requisitos da filia\u00e7\u00e3o socioafetiva<\/h3>\n\n\n\n<p>A relatora, Min. Nancy Andrighi, reafirmou que a filia\u00e7\u00e3o socioafetiva tem natureza essencialmente f\u00e1tica: consiste na constata\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 vivenciada, fundada na rela\u00e7\u00e3o de afeto entre as partes. Conforme entendimento consolidado do STJ, dois requisitos s\u00e3o suficientes para seu reconhecimento:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Requisito<\/strong><\/td><td><strong>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Tratamento como filho<\/td><td>O postulante era tratado pelo pretenso pai como se filho fosse \u2014 recebendo amor, cuidado, educa\u00e7\u00e3o e suporte<\/td><\/tr><tr><td>Conhecimento p\u00fablico<\/td><td>A condi\u00e7\u00e3o de filho era reconhecida publicamente no meio social e familiar, de forma cont\u00ednua e duradoura<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Perceba que nenhum dos dois requisitos exige ato formal, escrito ou registrado. A filia\u00e7\u00e3o socioafetiva \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, um fen\u00f4meno do mundo dos fatos, n\u00e3o do mundo das formas.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"3-2-a-desnecessidade-de-manifestacao-formal-do-pai\" class=\"wp-block-heading\">3.2 A desnecessidade de manifesta\u00e7\u00e3o formal do pai<\/h3>\n\n\n\n<p>O ponto central da decis\u00e3o \u00e9 a expressa rejei\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia de qualquer manifesta\u00e7\u00e3o formal de vontade do pretenso pai como condi\u00e7\u00e3o para o reconhecimento p\u00f3stumo.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ fixou que a constata\u00e7\u00e3o de concreto la\u00e7o de afetividade dispensa manifesta\u00e7\u00e3o expressa, importando somente o tratamento efetivo dispensado entre as partes e o reconhecimento p\u00fablico da rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#dddddd\"><em>A constata\u00e7\u00e3o de concreto la\u00e7o de afetividade dispensa qualquer manifesta\u00e7\u00e3o expressa, importando somente o tratamento efetivo dispensado entre as partes envolvidas e o reconhecimento p\u00fablico dessa rela\u00e7\u00e3o. \u2014 (Min. Nancy Andrighi, REsp s\/n, sigilo)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, exigir manifesta\u00e7\u00e3o formal do falecido configuraria entrave a direito personal\u00edssimo \u2014 o direito ao reconhecimento da pr\u00f3pria identidade e filia\u00e7\u00e3o \u2014, em flagrante contradi\u00e7\u00e3o com o art. 27 do ECA, que estabelece ser o reconhecimento do estado de filia\u00e7\u00e3o direito personal\u00edssimo, indispon\u00edvel e imprescrit\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"3-3-o-tratamento-desigual-entre-filhos-nao-afasta-a-socioafetividade\" class=\"wp-block-heading\">3.3 O tratamento desigual entre filhos n\u00e3o afasta a socioafetividade<\/h3>\n\n\n\n<p>O segundo ponto relevante da decis\u00e3o diz respeito \u00e0 fundamenta\u00e7\u00e3o adotada pelo TJSP: a de que o tratamento privilegiado dispensado \u00e0 filha biol\u00f3gica \u2014 registrada, benefici\u00e1ria do plano de sa\u00fade e do seguro de vida \u2014 demonstraria inexist\u00eancia de inten\u00e7\u00e3o de reconhecer as enteadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ rejeitou expressamente esse racioc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a Ministra destacou que admitir a negativa de filia\u00e7\u00e3o socioafetiva com base no tratamento desigual entre filhos equivaleria a discriminar v\u00ednculos de parentesco juridicamente reconhecidos \u2014 viola\u00e7\u00e3o direta ao art. 227, \u00a7 6\u00ba, da CF\/88, que veda qualquer discrimina\u00e7\u00e3o entre filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>A prova do v\u00ednculo fraterno entre as autoras e a filha natural do padrasto \u2014 inclusive com a mesma tatuagem &#8216;sisters&#8217; \u2014 foi destacada como elemento corroborador da configura\u00e7\u00e3o do n\u00facleo familiar \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-jurisprudencia-consolidada-do-stj\"><span id=\"4-jurisprudencia-consolidada-do-stj\">4. Jurisprud\u00eancia consolidada do STJ<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Veja o mapa jurisprudencial do STJ sobre filia\u00e7\u00e3o socioafetiva e multiparentalidade:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Precedente<\/strong><\/td><td><strong>Tese<\/strong><\/td><td><strong>Impacto pr\u00e1tico<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>REsp 2.075.230-RJ Info 842 \u2014 3\u00aa Turma<\/td><td>Filia\u00e7\u00e3o socioafetiva pode ser reconhecida mesmo ap\u00f3s a morte dos pais socioafetivos, desde que demonstrado v\u00ednculo p\u00fablico, cont\u00ednuo e duradouro<\/td><td>Permite reconhecimento post mortem independente de ato formal em vida<\/td><\/tr><tr><td>REsp 2.117.287-PR Info 842 \u2014 3\u00aa Turma<\/td><td>\u00c9 poss\u00edvel o rompimento do v\u00ednculo de filia\u00e7\u00e3o entre pai e filho maior, se ausente socioafetividade e verificado abandono material e afetivo<\/td><td>A socioafetividade opera nos dois sentidos: constitui e desconstitui o v\u00ednculo<\/td><\/tr><tr><td>REsp 2.107.638-SP Info 834 \u2014 3\u00aa Turma<\/td><td>\u00c9 poss\u00edvel reconhecimento de filia\u00e7\u00e3o socioafetiva entre av\u00f3s e neto. O art. 42, \u00a71\u00ba do ECA (proibi\u00e7\u00e3o de ado\u00e7\u00e3o de neto por av\u00f3s) n\u00e3o se aplica \u00e0 filia\u00e7\u00e3o socioafetiva<\/td><td>Filia\u00e7\u00e3o socioafetiva \u00e9 distinta da ado\u00e7\u00e3o \u2014 n\u00e3o exige destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar<\/td><\/tr><tr><td>REsp 1.487.596-MG Info 711\/712 \u2014 4\u00aa Turma<\/td><td>Multiparentalidade \u00e9 poss\u00edvel. Os efeitos jur\u00eddicos das paternidades biol\u00f3gica e socioafetiva devem ser equivalentes, inclusive patrimoniais e sucess\u00f3rios<\/td><td>Proibido constar &#8216;pai socioafetivo&#8217; na certid\u00e3o; vedada distin\u00e7\u00e3o de efeitos sucess\u00f3rios<\/td><\/tr><tr><td>REsp 1.829.093-PR Info 699 \u2014 3\u00aa Turma<\/td><td>A diverg\u00eancia entre paternidade biol\u00f3gica e registral n\u00e3o \u00e9 suficiente, por si s\u00f3, para anular o registro. Exige-se tamb\u00e9m aus\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o socioafetiva<\/td><td>Exame de DNA negativo n\u00e3o desfaz automaticamente a paternidade socioafetiva consolidada<\/td><\/tr><tr><td>REsp 1.674.372-SP Info 753 \u2014 4\u00aa Turma<\/td><td>\u00c9 juridicamente poss\u00edvel o reconhecimento de fraternidade\/irmandade socioafetiva (&#8216;irm\u00e3os de cria\u00e7\u00e3o&#8217;), inclusive post mortem e sem necessidade de reconhecimento de filia\u00e7\u00e3o<\/td><td>Expande o instituto para parentesco colateral de segundo grau<\/td><\/tr><tr><td>HC 666.247-DF Info 719 \u2014 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o<\/td><td>\u00c9 proibida expuls\u00e3o de estrangeiro que seja pai socioafetivo de crian\u00e7a brasileira sob sua depend\u00eancia. Prova pode ser declara\u00e7\u00e3o da genitora<\/td><td>Depend\u00eancia socioafetiva comprovada por meios amplos, incluindo declara\u00e7\u00e3o informal<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-analise-sistematica\"><span id=\"5-analise-sistematica\">5. An\u00e1lise sistem\u00e1tica<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do STJ encontra fundamento em conjunto normativo articulado. Destarte, \u00e9 essencial que o candidato domine o encadeamento entre os dispositivos:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Dispositivo<\/strong><\/td><td><strong>Aplica\u00e7\u00e3o ao tema<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Art. 1.593, CC\/2002<\/td><td>Admite parentesco por outra origem al\u00e9m da biol\u00f3gica \u2014 base legal da filia\u00e7\u00e3o socioafetiva<\/td><\/tr><tr><td>Art. 1.596, CC\/2002<\/td><td>Igualdade entre filhos \u2014 veda distin\u00e7\u00e3o de direitos entre filhos biol\u00f3gicos e socioafetivos<\/td><\/tr><tr><td>Art. 27, ECA<\/td><td>Reconhecimento do estado de filia\u00e7\u00e3o \u00e9 direito personal\u00edssimo, indispon\u00edvel e imprescrit\u00edvel \u2014 veda entraves formais<\/td><\/tr><tr><td>Art. 20, ECA<\/td><td>Filhos, independentemente da origem, t\u00eam os mesmos direitos e qualifica\u00e7\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td>Art. 227, \u00a7 6\u00ba, CF\/88<\/td><td>Proibi\u00e7\u00e3o de designa\u00e7\u00f5es discriminat\u00f3rias nas rela\u00e7\u00f5es de filia\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>Art. 226, \u00a7 7\u00ba, CF\/88<\/td><td>Princ\u00edpio da paternidade respons\u00e1vel \u2014 dever de cuidado como elemento do v\u00ednculo paterno-filial<\/td><\/tr><tr><td>Art. 1\u00ba, III, CF\/88<\/td><td>Dignidade da pessoa humana \u2014 fundamento do direito \u00e0 identidade e ao reconhecimento da filia\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-implicacoes-praticas-e-processuais\"><span id=\"6-implicacoes-praticas-e-processuais\">6. Implica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e processuais<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 id=\"6-1-meios-de-prova-admitidos\" class=\"wp-block-heading\">6.1 Meios de prova admitidos<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma vez que a filia\u00e7\u00e3o socioafetiva \u00e9 fen\u00f4meno f\u00e1tico, a jurisprud\u00eancia admite amplo espectro probat\u00f3rio para sua demonstra\u00e7\u00e3o. Podem ser utilizados:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Depoimentos testemunhais de familiares, vizinhos, professores e amigos que atestem o tratamento p\u00fablico como filho;<\/li>\n\n\n\n<li>Fotografias, v\u00eddeos e correspond\u00eancias que demonstrem a conviv\u00eancia familiar duradoura;<\/li>\n\n\n\n<li>Documentos escolares, m\u00e9dicos ou banc\u00e1rios em que conste o nome do pretenso pai como respons\u00e1vel;<\/li>\n\n\n\n<li>Elementos simb\u00f3licos de v\u00ednculo afetivo \u2014 como a tatuagem &#8216;sisters&#8217; mencionada no julgado em an\u00e1lise;<\/li>\n\n\n\n<li>Declara\u00e7\u00f5es de terceiros, inclusive da genitora (conforme HC 666.247-DF), admitidas como prova em hip\u00f3teses de depend\u00eancia socioafetiva.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 id=\"6-2-efeitos-patrimoniais-e-sucessorios\" class=\"wp-block-heading\">6.2 Efeitos patrimoniais e sucess\u00f3rios<\/h3>\n\n\n\n<p>O reconhecimento da filia\u00e7\u00e3o socioafetiva \u2014 inclusive post mortem \u2014 produz efeitos retroativos e plenos, abrangendo direitos heredit\u00e1rios. O STJ, no REsp 1.487.596-MG (Info 711\/712), firmou que os efeitos jur\u00eddicos das paternidades biol\u00f3gica e socioafetiva devem ser equivalentes na hip\u00f3tese de multiparentalidade, sendo vedada qualquer distin\u00e7\u00e3o patrimonial ou sucess\u00f3ria. N\u00e3o se admite, portanto, que na certid\u00e3o de nascimento conste a express\u00e3o &#8216;pai socioafetivo&#8217; como categoria inferior ao pai biol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese dos autos \u2014 a\u00e7\u00e3o de reconhecimento cumulada com peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a \u2014, o acolhimento do pedido de filia\u00e7\u00e3o abre caminho para que as autoras pleiteiem quinh\u00e3o heredit\u00e1rio na sucess\u00e3o do padrasto, em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com a filha biol\u00f3gica registrada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-questao-como-o-tema-cai-em-concursos\"><span id=\"questao-como-o-tema-cai-em-concursos\">Quest\u00e3o &#8211; como o tema cai em concursos<\/span><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>(Quest\u00e3o autoral) Acerca da filia\u00e7\u00e3o socioafetiva no ordenamento jur\u00eddico brasileiro e da jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, assinale a alternativa CORRETA:<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>a) O reconhecimento p\u00f3stumo da paternidade socioafetiva exige prova formal e inequ\u00edvoca de que o pretenso pai, em vida, manifestou expressamente sua inten\u00e7\u00e3o de reconhecer o filho, sob pena de viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/td><\/tr><tr><td>b) O tratamento diferenciado dispensado pelo pai a filho biol\u00f3gico em rela\u00e7\u00e3o a filho socioafetivo \u2014 como o registro em cart\u00f3rio e a inclus\u00e3o como benefici\u00e1rio em plano de sa\u00fade \u2014 constitui fundamento suficiente para afastar o reconhecimento da filia\u00e7\u00e3o socioafetiva post mortem.<\/td><\/tr><tr><td>c) O reconhecimento judicial da filia\u00e7\u00e3o socioafetiva post mortem prescinde de manifesta\u00e7\u00e3o formal de vontade do pretenso pai, bastando a comprova\u00e7\u00e3o do tratamento como filho e do conhecimento p\u00fablico e cont\u00ednuo dessa condi\u00e7\u00e3o.<\/td><\/tr><tr><td>d) A filia\u00e7\u00e3o socioafetiva, por tratar-se de instituto de natureza volunt\u00e1ria e personal\u00edssima, n\u00e3o pode ser reconhecida judicialmente ap\u00f3s a morte do pretenso pai, pois isso violaria os direitos de personalidade do falecido.<\/td><\/tr><tr><td>e) O reconhecimento de filia\u00e7\u00e3o socioafetiva entre av\u00f3s e neto \u00e9 juridicamente vedado pela aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica do art. 42, \u00a7 1\u00ba, do ECA, que pro\u00edbe a ado\u00e7\u00e3o de neto por av\u00f3s.<\/td><\/tr><tr><td><strong>\u2705&nbsp;&nbsp;GABARITO: Alternativa C<\/strong><br><em>Conforme entendimento fixado pelo STJ, o reconhecimento p\u00f3stumo da paternidade socioafetiva n\u00e3o depende de manifesta\u00e7\u00e3o formal do pretenso pai. Basta a comprova\u00e7\u00e3o dos dois requisitos: (i) tratamento como filho e (ii) conhecimento p\u00fablico dessa condi\u00e7\u00e3o. As demais alternativas contradizem diretamente precedentes do STJ: a alternativa B viola o art. 227, \u00a7 6\u00ba, CF\/88; a D ignora o art. 27 do ECA e o Info 842; a E \u00e9 expressamente rejeitada pelo REsp 2.107.638-SP (Info 834).<\/em><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Como o tema j\u00e1 foi cobrado em provas:<\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><strong>Prova:&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/www.qconcursos.com\/questoes-de-concursos\/provas\/cespe-2018-mpe-pi-analista-ministerial-area-processual\" target=\"_blank\" ><u>CESPE - 2018 - MPE-PI - Analista Ministerial - \u00c1rea Processual<\/u><\/a>\n\nDeterminado indiv\u00edduo deseja buscar, por via judicial, o reconhecimento de paternidade biol\u00f3gica, embora j\u00e1 possua v\u00ednculo de paternidade baseado em rela\u00e7\u00e3o socioafetiva declarada em registro p\u00fablico.\n\nConsiderando essa situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica, julgue o item subsequente de acordo com o entendimento do STF.\n\nEmbora no ordenamento jur\u00eddico seja poss\u00edvel o reconhecimento de situa\u00e7\u00e3o de pluriparentalidade, caso a paternidade biol\u00f3gica seja comprovada, a paternidade socioafetiva deixar\u00e1 de produzir efeitos sucess\u00f3rios. (Errado)<\/pre>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><a href=\"https:\/\/www.qconcursos.com\/questoes-de-concursos\/provas\/cespe-2017-dpu-defensor-publico-federal\" target=\"_blank\" ><u>CESPE - 2017 - DPU - Defensor P\u00fablico Federal<\/u><\/a>\n\nA anula\u00e7\u00e3o de registro espont\u00e2neo de paternidade pelo pai socioafetivo \u00e9 admitida na hip\u00f3tese de \u201cado\u00e7\u00e3o \u00e0 brasileira\u201d, ainda que esta seja fonte de v\u00ednculo socioafetivo entre as partes, haja vista tratar-se de neg\u00f3cio jur\u00eddico fundamentado na mera liberalidade e realizado \u00e0 margem do ordenamento p\u00e1trio. (Errado)<\/pre>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><a href=\"https:\/\/www.qconcursos.com\/questoes-de-concursos\/provas\/fgv-2026-tj-ms-analista-judiciario-area-fim\" target=\"_blank\" ><u>FGV - 2026 - TJ-MS - Analista Judici\u00e1rio - \u00c1rea Fim<\/u><\/a><br><br>Joana foi criada, desde os dois anos de idade, por Marcos, que exerceu, de forma cont\u00ednua e p\u00fablica, as fun\u00e7\u00f5es paternas, estabelecendo com ela v\u00ednculo afetivo s\u00f3lido, embora n\u00e3o fosse seu pai biol\u00f3gico. Anos depois, Joana descobriu a identidade de seu genitor biol\u00f3gico, Paulo, com quem passou a manter rela\u00e7\u00e3o de conviv\u00eancia. Diante disso, Joana ajuizou a\u00e7\u00e3o buscando o reconhecimento simult\u00e2neo da paternidade socioafetiva e da paternidade biol\u00f3gica, com todos os efeitos jur\u00eddicos decorrentes.<br><br>Sobre a situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica narrada, de acordo com o entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal, assinale a afirmativa correta.<br><br>Alternativas<br><br><strong>A<\/strong>) O reconhecimento da paternidade biol\u00f3gica prevalece automaticamente sobre a socioafetiva, por for\u00e7a do princ\u00edpio da verdade real, afastando os efeitos jur\u00eddicos do v\u00ednculo afetivo.<br><br><strong>B<\/strong>) O reconhecimento da paternidade socioafetiva impede o posterior reconhecimento da paternidade biol\u00f3gica, sob pena de viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da unicidade do v\u00ednculo parental.<br><br><strong>C<\/strong>) A multiparentalidade somente pode ser admitida se houver pr\u00e9via exclus\u00e3o do v\u00ednculo biol\u00f3gico no registro civil, uma vez que o ordenamento jur\u00eddico brasileiro n\u00e3o admite pluralidade de v\u00ednculos parentais.<br><br><strong>D<\/strong>) \u00c9 juridicamente poss\u00edvel o reconhecimento simult\u00e2neo da paternidade biol\u00f3gica e da paternidade socioafetiva, produzindo ambas todos os efeitos jur\u00eddicos em respeito \u00e0 dignidade da pessoa humana e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o integral da filia\u00e7\u00e3o.<br><br><strong>E<\/strong>) A multiparentalidade \u00e9 admitida apenas para fins registrais, n\u00e3o produzindo efeitos jur\u00eddicos patrimoniais, como alimentos ou direitos sucess\u00f3rios.<br><br>Gab: D<\/pre>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-referencias-normativas-e-jurisprudenciais\"><span id=\"referencias-normativas-e-jurisprudenciais\">Refer\u00eancias normativas e jurisprudenciais<\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>STJ. 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. HC 666.247-DF, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, julgado em 10\/11\/2021. Informativo 719.<\/li>\n\n\n\n<li>STJ. 3\u00aa Turma. REsp 2.075.230-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 11\/2\/2025. Informativo 842.<\/li>\n\n\n\n<li>STJ. 3\u00aa Turma. REsp 2.117.287-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 18\/2\/2025. Informativo 842.<\/li>\n\n\n\n<li>STJ. 3\u00aa Turma. REsp 2.107.638-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 12\/11\/2024. Informativo 834.<\/li>\n\n\n\n<li>STJ. 4\u00aa Turma. REsp 1.487.596-MG, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, julgado em 28\/09\/2021. Informativos 711 e 712.<\/li>\n\n\n\n<li>STJ. 3\u00aa Turma. REsp 1.829.093-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 01\/06\/2021. Informativo 699.<\/li>\n\n\n\n<li>STJ. 3\u00aa Turma. REsp 1.867.308-MT, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, julgado em 11\/05\/2022.<\/li>\n\n\n\n<li>STJ. 4\u00aa Turma. REsp 1.674.372-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, julgado em 04\/10\/2022. Informativo 753.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-left\" id=\"h-quer-saber-tudo-sobre-concursos-previstos-confira-nossos-artigos\"><span id=\"quer-saber-tudo-sobre-concursos-previstosconfira-nossos-artigos\">Quer saber tudo sobre concursos previstos?<br>Confira nossos artigos!<\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/concursos-abertos-carreiras-juridicas\/\" target=\"_blank\" ><strong>Concursos jur\u00eddicos abertos<\/strong><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/concursos-juridicos-2026-prepare-se-para-os-proximos-editais\/\" target=\"_blank\" ><strong>Concursos Jur\u00eddicos 2026<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"cursos-ficha\"><span id=\"quer-estudar-para-concursos-de-direito\">Quer estudar para Concursos de Direito?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O Estrat\u00e9gia Carreira Jur\u00eddica \u00e9 campe\u00e3o de aprova\u00e7\u00f5es nos concursos para Carreiras Jur\u00eddicas com um corpo docente qualificado e materiais completos. 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This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.4 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Paternidade socioafetiva p\u00f3stuma: como o tema cai nas provas<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"\u00c9 poss\u00edvel o reconhecimento p\u00f3stumo da filia\u00e7\u00e3o socioafetiva sem que o pretenso pai manifestasse formalmente inten\u00e7\u00e3o de reconhecer o filho?\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/paternidade-socioafetiva-postuma-stj-tema-provas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Paternidade socioafetiva p\u00f3stuma: STJ manifesta desnecessidade de manifesta\u00e7\u00e3o formal e como o tema cai nas provas\" \/>\n<meta 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