{"id":177465,"date":"2026-02-03T14:05:19","date_gmt":"2026-02-03T17:05:19","guid":{"rendered":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/?p=177465"},"modified":"2026-02-03T14:05:52","modified_gmt":"2026-02-03T17:05:52","slug":"informativo-stj-revisao-2025-parte-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/informativo-stj-revisao-2025-parte-3\/","title":{"rendered":"Informativo STJ \u2013 Revis\u00e3o 2025 Parte 3"},"content":{"rendered":"\n<p>Este informativo re\u00fane decis\u00f5es recentes do <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>, com predomin\u00e2ncia em <strong>direito processual civil, civil e administrativo<\/strong>, com foco na <strong>efetividade da tutela jurisdicional<\/strong>, na <strong>seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/strong>, na <strong>coisa julgada<\/strong>, na <strong>legitimidade processual<\/strong> e nos <strong>limites da atua\u00e7\u00e3o judicial na fase executiva<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os julgados enfrentam temas como execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7as coletivas, legitimidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico e das associa\u00e7\u00f5es, alcance territorial da coisa julgada coletiva, bem de fam\u00edlia e prote\u00e7\u00e3o da moradia, litiscons\u00f3rcio passivo, prazos processuais, comparecimento espont\u00e2neo, medidas executivas at\u00edpicas, astreintes, gratuidade de justi\u00e7a, redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova e litig\u00e2ncia predat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o analisados entendimentos relevantes sobre t\u00e9cnica de julgamento ampliado, fundamenta\u00e7\u00e3o por refer\u00eancia, sucess\u00e3o processual, penhora de im\u00f3vel alienado fiduciariamente, quebra de sigilo em a\u00e7\u00f5es de alimentos, atua\u00e7\u00e3o judicial por videoconfer\u00eancia e limites impostos pelos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio, da proporcionalidade e da menor onerosidade do executado.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, os principais entendimentos consolidados pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-legitimidade-do-ministerio-publico-na-execucao-de-tutela-coletiva\"><span id=\"1-legitimidade-do-ministerio-publico-na-execucao-de-tutela-coletiva\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Legitimidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico na execu\u00e7\u00e3o de tutela coletiva<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\"><span id=\"destaque\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Uma vez cumprida a obriga\u00e7\u00e3o de fazer, o Minist\u00e9rio P\u00fablico possui legitimidade para, concorrentemente ao Estado, promover a execu\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de pagar relativa \u00e0 tutela de direitos difusos.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.072.862-SP, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por maioria, julgado em 4\/2\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a legitimidade ativa para a execu\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de pagar decorrente de tutela de direitos difusos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A obriga\u00e7\u00e3o de fazer imposta j\u00e1 havia sido integralmente cumprida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia concentrou-se na execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria remanescente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o Minist\u00e9rio P\u00fablico possui legitimidade para atuar na defesa de direitos difusos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o do MP n\u00e3o se exaure com o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O MP pode promover a execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de pagar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A legitimidade \u00e9 concorrente com a do ente estatal benefici\u00e1rio da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A execu\u00e7\u00e3o pelo MP visa assegurar a efetividade da tutela coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O entendimento evita o esvaziamento da condena\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: uma vez cumprida a obriga\u00e7\u00e3o de fazer pelo ente estadual, o Minist\u00e9rio P\u00fablico det\u00e9m legitimidade concorrente com o Estado para promover a execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de pagar relativa \u00e0 tutela de direitos difusos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-pale-pink-background-color has-background\" id=\"h-faca-seu-download\"><span id=\"faca-seu-download\">Fa\u00e7a seu download<\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/03135445\/stj-rev-2025-3.pdf\" target=\"_blank\" >Download do PDF<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-bem-de-familia-fraude-e-protecao-da-moradia\"><span id=\"2-bem-de-familia-fraude-e-protecao-da-moradia\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bem de fam\u00edlia, fraude e prote\u00e7\u00e3o da moradia<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\"><span id=\"destaque-2\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A doa\u00e7\u00e3o fraudulenta de bem de fam\u00edlia n\u00e3o afasta sua impenhorabilidade se o im\u00f3vel continuar sendo utilizado como resid\u00eancia da entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Nancy Andrighi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 06\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>E ainda,<\/p>\n\n\n\n<p>O im\u00f3vel residencial do esp\u00f3lio ocupado por herdeiros conserva a natureza de bem de fam\u00edlia e est\u00e1 protegido contra penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.111.839-RS, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 6\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>E tamb\u00e9m,<\/p>\n\n\n\n<p>O im\u00f3vel caracterizado como bem de fam\u00edlia mant\u00e9m sua impenhorabilidade mesmo quando inclu\u00eddo em invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.168.820-RS, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda os Julgados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os casos examinaram a extens\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o do bem de fam\u00edlia diante de altera\u00e7\u00f5es formais na titularidade do im\u00f3vel, situa\u00e7\u00f5es sucess\u00f3rias e atos fraudulentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia possui natureza funcional, vinculada \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da moradia da entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A finalidade residencial do im\u00f3vel \u00e9 o elemento central para a incid\u00eancia da prote\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nem mesmo doa\u00e7\u00e3o fraudulenta do bem (para burlar a legisla\u00e7\u00e3o sucess\u00f3rio, por exemplo) afasta sua impenhorabilidade quando o im\u00f3vel continua sendo utilizado como resid\u00eancia da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A repress\u00e3o \u00e0 fraude patrimonial n\u00e3o pode implicar a supress\u00e3o do direito fundamental \u00e0 moradia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O im\u00f3vel residencial integrante do esp\u00f3lio mant\u00e9m a natureza de bem de fam\u00edlia quando ocupado por herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A abertura da sucess\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o do esp\u00f3lio n\u00e3o descaracterizam, por si s\u00f3s, a destina\u00e7\u00e3o residencial do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A inclus\u00e3o do im\u00f3vel em invent\u00e1rio (mesmo com d\u00edvidas) n\u00e3o afasta a prote\u00e7\u00e3o contra penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A impenhorabilidade subsiste enquanto preservada a fun\u00e7\u00e3o habitacional, independentemente de muta\u00e7\u00f5es formais na propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o privilegia a dignidade da pessoa humana e a estabilidade do n\u00facleo familiar frente \u00e0 execu\u00e7\u00e3o patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o bem de fam\u00edlia conserva sua impenhorabilidade sempre que mantida sua destina\u00e7\u00e3o residencial, ainda que haja doa\u00e7\u00e3o fraudulenta, integra\u00e7\u00e3o ao esp\u00f3lio ou inclus\u00e3o em invent\u00e1rio, prevalecendo a prote\u00e7\u00e3o da moradia sobre aspectos formais da titularidade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-execucao-individual-de-sentenca-coletiva-e-limites-processuais\"><span id=\"3-execucao-individual-de-sentenca-coletiva-e-limites-processuais\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o individual de senten\u00e7a coletiva e limites processuais<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\"><span id=\"destaque-3\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel alegar, na fase de cumprimento individual de senten\u00e7a coletiva, quest\u00f5es que n\u00e3o poderiam ter sido suscitadas na a\u00e7\u00e3o de conhecimento, sem viola\u00e7\u00e3o \u00e0 coisa julgada ou preclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.167.080-RJ, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 11\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas,<\/p>\n\n\n\n<p>Na execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o coletiva substitutiva, \u00e9 obrigat\u00f3ria a apresenta\u00e7\u00e3o de procura\u00e7\u00e3o individual pela associa\u00e7\u00e3o que atua em nome dos benefici\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.438.257-SP, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/3\/2025, DJEN 31\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda os Julgados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os casos analisaram aspectos distintos da fase de cumprimento individual de senten\u00e7as proferidas em a\u00e7\u00f5es coletivas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a coisa julgada coletiva delimita o n\u00facleo do direito reconhecido, mas n\u00e3o esgota todas as quest\u00f5es poss\u00edveis na fase executiva individual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Na liquida\u00e7\u00e3o ou cumprimento individual, \u00e9 admiss\u00edvel a alega\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias que n\u00e3o poderiam ter sido discutidas na a\u00e7\u00e3o de conhecimento coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Essas quest\u00f5es dizem respeito \u00e0 situa\u00e7\u00e3o concreta do benefici\u00e1rio, \u00e0 extens\u00e3o do direito ou \u00e0 forma de cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A suscita\u00e7\u00e3o dessas mat\u00e9rias n\u00e3o viola a coisa julgada nem configura preclus\u00e3o, desde que&nbsp;<em>n\u00e3o contrarie o conte\u00fado decis\u00f3rio da senten\u00e7a coletiva<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em paralelo, o STJ delimitou os requisitos formais da atua\u00e7\u00e3o associativa na fase executiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Na execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o coletiva substitutiva, a associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o atua automaticamente em nome dos benefici\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 obrigat\u00f3ria a apresenta\u00e7\u00e3o de procura\u00e7\u00e3o individual de cada benefici\u00e1rio para o cumprimento da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia preserva a legitimidade processual, o contradit\u00f3rio e a seguran\u00e7a jur\u00eddica na fase executiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A tutela coletiva n\u00e3o dispensa a individualiza\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o quando se ingressa na esfera patrimonial de cada titular do direito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: na fase de cumprimento individual de senten\u00e7a coletiva, podem ser discutidas quest\u00f5es n\u00e3o enfrent\u00e1veis na a\u00e7\u00e3o de conhecimento sem ofensa \u00e0 coisa julgada, mas a execu\u00e7\u00e3o promovida por associa\u00e7\u00e3o exige procura\u00e7\u00e3o individual dos benefici\u00e1rios, como requisito de legitimidade processual.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-pale-pink-background-color has-background\" id=\"h-faca-seu-download\"><span id=\"faca-seu-download-2\">Fa\u00e7a seu download<\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/03135445\/stj-rev-2025-3.pdf\" target=\"_blank\" >Download do PDF<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-alcance-territorial-da-sentenca-coletiva-proposta-por-associacao\"><span id=\"4-alcance-territorial-da-sentenca-coletiva-proposta-por-associacao\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alcance territorial da senten\u00e7a coletiva proposta por associa\u00e7\u00e3o<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\"><span id=\"destaque-4\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a coletiva proferida em a\u00e7\u00e3o ajuizada por associa\u00e7\u00e3o abrange todos os associados residentes na jurisdi\u00e7\u00e3o do Tribunal de segundo grau, e n\u00e3o apenas os domiciliados na sede do ju\u00edzo de primeiro grau.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.021.777-SC, Rel. Min. Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 11\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a extens\u00e3o subjetiva e territorial dos efeitos de senten\u00e7a coletiva proferida em a\u00e7\u00e3o ajuizada por associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se os efeitos da decis\u00e3o alcan\u00e7ariam apenas associados domiciliados na comarca do ju\u00edzo de primeiro grau.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou a natureza coletiva e substitutiva da a\u00e7\u00e3o proposta por associa\u00e7\u00e3o regularmente constitu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A compet\u00eancia do ju\u00edzo de primeiro grau n\u00e3o restringe, por si s\u00f3, o alcance territorial da coisa julgada coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A senten\u00e7a produz efeitos em toda a \u00e1rea de jurisdi\u00e7\u00e3o do Tribunal de segundo grau ao qual o ju\u00edzo est\u00e1 vinculado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O crit\u00e9rio relevante \u00e9 a abrang\u00eancia territorial da jurisdi\u00e7\u00e3o do Tribunal, e n\u00e3o o domic\u00edlio do associado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A limita\u00e7\u00e3o aos residentes na comarca de origem esvaziaria a tutela coletiva e comprometeria sua efetividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A solu\u00e7\u00e3o preserva a isonomia entre os associados e a racionalidade do processo coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a senten\u00e7a coletiva proferida em a\u00e7\u00e3o ajuizada por associa\u00e7\u00e3o abrange todos os associados residentes na jurisdi\u00e7\u00e3o do Tribunal de segundo grau, e n\u00e3o apenas aqueles domiciliados na sede do ju\u00edzo de primeiro grau.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-comparecimento-espontaneo-e-prazo-para-contestacao\"><span id=\"5-comparecimento-espontaneo-e-prazo-para-contestacao\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Comparecimento espont\u00e2neo e prazo para contesta\u00e7\u00e3o<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\"><span id=\"destaque-5\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O comparecimento espont\u00e2neo do r\u00e9u antes do despacho que designa audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 in\u00edcio ao prazo para contesta\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 contado conforme os incisos I ou II do art. 335 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.909.271-PR, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 11\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu o termo inicial do prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de contesta\u00e7\u00e3o no procedimento comum.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O r\u00e9u compareceu espontaneamente aos autos antes do despacho que designa audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se esse comparecimento antecipado daria in\u00edcio ao prazo para contestar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o comparecimento espont\u00e2neo, por si s\u00f3, n\u00e3o inaugura o prazo de contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O marco inicial do prazo permanece aquele previsto no art. 335 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O prazo ser\u00e1 contado conforme o inciso I (audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o ou media\u00e7\u00e3o) ou inciso II (dispensa ou n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o preserva a l\u00f3gica procedimental do CPC e o contradit\u00f3rio efetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se admite antecipa\u00e7\u00e3o artificial do prazo em preju\u00edzo da defesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o comparecimento espont\u00e2neo do r\u00e9u antes do despacho que designa audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o n\u00e3o inicia o prazo para contesta\u00e7\u00e3o, que deve ser contado nos termos do art. 335, I ou II, do CPC.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-litigancia-predatoria-e-controle-da-peticao-inicial\"><span id=\"6-litigancia-predatoria-e-controle-da-peticao-inicial\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Litig\u00e2ncia predat\u00f3ria e controle da peti\u00e7\u00e3o inicial<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\"><span id=\"destaque-6\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Diante de ind\u00edcios de litig\u00e2ncia predat\u00f3ria, o juiz pode exigir, de forma fundamentada, a emenda da peti\u00e7\u00e3o inicial com apresenta\u00e7\u00e3o de documentos que demonstrem o interesse de agir e a verossimilhan\u00e7a do direito, desde que observadas as regras de distribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.021.665-MS, Rel. Min. Moura Ribeiro, Corte Especial, julgado em 13\/03\/2025 (Tema 1198).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da atua\u00e7\u00e3o judicial diante de ind\u00edcios de litig\u00e2ncia predat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se a possibilidade de controle refor\u00e7ado da peti\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o juiz pode exigir a emenda da inicial, desde que o fa\u00e7a de forma fundamentada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia pode abranger a apresenta\u00e7\u00e3o de documentos m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Esses documentos devem demonstrar o interesse de agir do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m devem indicar a verossimilhan\u00e7a do direito alegado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A medida n\u00e3o configura cerceamento de acesso \u00e0 justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Devem ser respeitadas as regras de distribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se admite invers\u00e3o indevida nem exig\u00eancia de prova imposs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O controle visa coibir o uso abusivo do processo e preservar a boa-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: diante de ind\u00edcios de litig\u00e2ncia predat\u00f3ria, \u00e9 leg\u00edtima a exig\u00eancia fundamentada de emenda da peti\u00e7\u00e3o inicial para comprova\u00e7\u00e3o do interesse de agir e da plausibilidade do direito, observadas as regras do \u00f4nus da prova.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-julgamento-ampliado-e-embargos-de-declaracao\"><span id=\"7-julgamento-ampliado-e-embargos-de-declaracao\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Julgamento ampliado e embargos de declara\u00e7\u00e3o<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\"><span id=\"destaque-7\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Aplica-se a t\u00e9cnica de julgamento ampliado ao julgamento n\u00e3o un\u00e2nime de embargos de declara\u00e7\u00e3o quando o voto vencido for apto a alterar o resultado da apela\u00e7\u00e3o, pois os embargos constituem extens\u00e3o do pr\u00f3prio recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.072.052-RJ, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 11\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a incid\u00eancia da t\u00e9cnica de julgamento ampliado (CPC, art. 942) em embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu embargos julgados de forma n\u00e3o un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O ponto decisivo foi a aptid\u00e3o do voto vencido para alterar o resultado anteriormente fixado na apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que os embargos de declara\u00e7\u00e3o podem integrar e completar o julgamento do recurso principal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessa medida, os embargos funcionam como extens\u00e3o do pr\u00f3prio julgamento da apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Se o voto vencido nos embargos for capaz de modificar o desfecho da apela\u00e7\u00e3o, aplica-se a t\u00e9cnica do art. 942.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A amplia\u00e7\u00e3o do colegiado garante maior delibera\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a decis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A t\u00e9cnica n\u00e3o depende do r\u00f3tulo do recurso, mas do potencial de altera\u00e7\u00e3o do resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O objetivo \u00e9 evitar que mudan\u00e7a relevante no resultado ocorra sem a participa\u00e7\u00e3o do colegiado ampliado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: aplica-se a t\u00e9cnica de julgamento ampliado ao julgamento n\u00e3o un\u00e2nime de embargos de declara\u00e7\u00e3o quando o voto vencido puder alterar o resultado da apela\u00e7\u00e3o, pois os embargos constituem extens\u00e3o do pr\u00f3prio recurso.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-pale-pink-background-color has-background\" id=\"h-faca-seu-download-0\"><span id=\"faca-seu-download-3\">Fa\u00e7a seu download<\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/03135445\/stj-rev-2025-3.pdf\" target=\"_blank\" >Download do PDF<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-onus-da-prova-em-demandas-envolvendo-o-sus\"><span id=\"8-onus-da-prova-em-demandas-envolvendo-o-sus\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00d4nus da prova em demandas envolvendo o SUS<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\"><span id=\"destaque-8\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o se aplique o CDC aos servi\u00e7os prestados pelo SUS, \u00e9 poss\u00edvel redistribuir o \u00f4nus da prova em raz\u00e3o da hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica do paciente e da melhor condi\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria do ente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.161.702-AM, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Turma, julgado em 18\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu o regime probat\u00f3rio aplic\u00e1vel \u00e0s a\u00e7\u00f5es de responsabilidade civil por servi\u00e7os de sa\u00fade prestados pelo SUS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a incid\u00eancia do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que o CDC n\u00e3o se aplica \u00e0s rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas entre o SUS e os usu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade pelo SUS decorre de dever constitucional do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;<strong>A inaplicabilidade do CDC n\u00e3o impede a ado\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas processuais de equil\u00edbrio probat\u00f3rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 poss\u00edvel a redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova com fundamento no CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica do paciente justifica a medida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O ente p\u00fablico, em regra, det\u00e9m melhores condi\u00e7\u00f5es de produzir a prova t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A redistribui\u00e7\u00e3o deve ser fundamentada e respeitar o contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: embora o CDC n\u00e3o se aplique aos servi\u00e7os prestados pelo SUS, \u00e9 admiss\u00edvel a redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova em raz\u00e3o da hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica do paciente e da superior capacidade probat\u00f3ria do ente p\u00fablico.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prazos-processuais-no-litisconsorcio-passivo-contestacao-e-recursos\"><span id=\"9-prazos-processuais-no-litisconsorcio-passivo-contestacao-e-recursos\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazos processuais no litiscons\u00f3rcio passivo: contesta\u00e7\u00e3o e recursos<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\"><span id=\"destaque-9\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Em litiscons\u00f3rcio passivo, o prazo para contesta\u00e7\u00e3o inicia-se com a intima\u00e7\u00e3o da homologa\u00e7\u00e3o da desist\u00eancia quanto ao corr\u00e9u n\u00e3o citado.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.180.502-GO, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 20\/5\/2025, DJEN 26\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas cuidado,<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos de litiscons\u00f3rcio passivo, o prazo recursal conta-se individualmente a partir da intima\u00e7\u00e3o de cada r\u00e9u, mesmo que ela coincida com a cita\u00e7\u00e3o, conforme o art. 231, \u00a7 2\u00ba, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.897.379-SP, Rel. Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 22\/4\/2025, DJEN 28\/4\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda os Julgados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os casos examinaram o termo inicial dos prazos processuais no contexto do litiscons\u00f3rcio passivo, distinguindo a fase de defesa da fase recursal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Quanto ao prazo para contesta\u00e7\u00e3o, o STJ afirmou que, havendo litiscons\u00f3rcio passivo e desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a corr\u00e9u ainda n\u00e3o citado, o prazo defensivo dos r\u00e9us remanescentes n\u00e3o se inicia automaticamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessa hip\u00f3tese, o prazo para contestar come\u00e7a a fluir a partir da&nbsp;<em>intima\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o que homologa a desist\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao corr\u00e9u n\u00e3o citado<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A solu\u00e7\u00e3o evita incerteza procedimental e assegura ao r\u00e9u remanescente plena ci\u00eancia da estabiliza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em sentido diverso, no que se refere aos prazos recursais, o STJ reafirmou a regra da contagem individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;<strong>Em litiscons\u00f3rcio passivo, cada r\u00e9u possui prazo recursal pr\u00f3prio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O termo inicial do prazo recursal conta-se, para cada litisconsorte, a partir de sua respectiva intima\u00e7\u00e3o, ainda que ela coincida com o ato de cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Aplica-se o art. 231, \u00a7 2\u00ba, do CPC, que consagra a autonomia dos prazos recursais entre os litisconsortes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A coincid\u00eancia temporal das intima\u00e7\u00f5es n\u00e3o unifica os prazos nem altera sua contagem individual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: no litiscons\u00f3rcio passivo, o prazo para contesta\u00e7\u00e3o inicia-se com a intima\u00e7\u00e3o da homologa\u00e7\u00e3o da desist\u00eancia quanto a corr\u00e9u n\u00e3o citado, enquanto os prazos recursais s\u00e3o contados individualmente para cada r\u00e9u, a partir de sua pr\u00f3pria intima\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 231, \u00a7 2\u00ba, do CPC.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-astreintes-irreducao-do-valor-vencido-e-tecnicas-preventivas\"><span id=\"10-astreintes-irreducao-do-valor-vencido-e-tecnicas-preventivas\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Astreintes: irredu\u00e7\u00e3o do valor vencido e t\u00e9cnicas preventivas<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\"><span id=\"destaque-10\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>1. \u00c9 vedada a redu\u00e7\u00e3o da multa coercitiva j\u00e1 vencida (astreintes), ainda que o valor acumulado seja elevado, conforme regra expressa do CPC e precedente vinculante da Corte Especial. 2. O problema dos valores elevados alcan\u00e7ados com a multa deve ser combatido preventivamente das seguintes formas: i) convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer em perdas e danos, de of\u00edcio, quando verificada a in\u00e9rcia abusiva do credor em rela\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio da faculdade prevista no art. 499 do CPC; e&nbsp; ii) prefer\u00eancia pela expedi\u00e7\u00e3o de ordens judiciais a \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e institui\u00e7\u00f5es privadas visando ao alcance do resultado pr\u00e1tico equivalente ao adimplemento, substituindo a atua\u00e7\u00e3o do obrigado, quando poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>EAREsp 1.479.019-SP, Rel. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Corte Especial, julgado em 7\/5\/2025, DJEN 19\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da possibilidade de redu\u00e7\u00e3o de multa coercitiva (astreintes) j\u00e1 vencida e acumulada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou a regra expressa do CPC que veda a redu\u00e7\u00e3o das astreintes j\u00e1 exig\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A veda\u00e7\u00e3o subsiste mesmo quando o valor acumulado se mostra elevado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A redu\u00e7\u00e3o posterior comprometeria a fun\u00e7\u00e3o coercitiva da multa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O problema dos valores excessivos deve ser enfrentado de forma preventiva, e n\u00e3o corretiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;<strong>Primeira t\u00e9cnica preventiva<\/strong>: convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer em perdas e danos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A convers\u00e3o pode ser determinada de of\u00edcio quando houver in\u00e9rcia abusiva do credor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Considera-se abusiva a omiss\u00e3o do credor em exercer a faculdade prevista no art. 499 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;<strong>Segunda t\u00e9cnica preventiva<\/strong>: substitui\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o do obrigado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Deve-se priorizar a expedi\u00e7\u00e3o de ordens judiciais a \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos ou institui\u00e7\u00f5es privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O objetivo \u00e9 alcan\u00e7ar resultado pr\u00e1tico equivalente ao adimplemento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A t\u00e9cnica \u00e9 aplic\u00e1vel sempre que poss\u00edvel, evitando a escalada das astreintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A orienta\u00e7\u00e3o foi fixada como precedente vinculante pela Corte Especial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 vedada a redu\u00e7\u00e3o das astreintes j\u00e1 vencidas, cabendo ao juiz prevenir valores excessivos por meio da convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o em perdas e danos ou pela ado\u00e7\u00e3o de medidas que substituam a atua\u00e7\u00e3o do obrigado, assegurando resultado pr\u00e1tico equivalente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-gratuidade-de-justica-momento-do-pedido-criterios-de-concessao-e-efeitos\"><span id=\"11-gratuidade-de-justica-momento-do-pedido-criterios-de-concessao-e-efeitos\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gratuidade de justi\u00e7a: momento do pedido, crit\u00e9rios de concess\u00e3o e efeitos<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-9\"><span id=\"destaque-11\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O pedido de gratuidade de justi\u00e7a pode ser formulado em qualquer momento do processo, inclusive ap\u00f3s a primeira manifesta\u00e7\u00e3o da parte, sem necessidade de comprova\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o na situa\u00e7\u00e3o financeira, sendo seus efeitos prospectivos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.186.400-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 17\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>E,<\/p>\n\n\n\n<p>I) \u00c9 vedado o uso de crit\u00e9rios objetivos para o indeferimento imediato da gratuidade judici\u00e1ria requerida por pessoa natural; II) Havendo elementos que afastem a presun\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia, o juiz deve intimar o requerente para comprovar sua condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, nos termos do art. 99, \u00a72\u00ba, do CPC; III) A ado\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros objetivos \u00e9 poss\u00edvel apenas de forma suplementar, e nunca como fundamento exclusivo para indeferimento do pedido. REsp 1.988.687-RJ, REsp 1.988.697-RJ e REsp 1.988.686-RJ (Tema 1178), Rel. Min. Og Fernandes, Corte Especial, por maioria, julgado em 17\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m,<\/p>\n\n\n\n<p>O deferimento da justi\u00e7a gratuita n\u00e3o impede a exig\u00eancia de cau\u00e7\u00e3o para concess\u00e3o de tutela provis\u00f3ria, desde que n\u00e3o demonstrada a absoluta impossibilidade de prest\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.837.156-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 10\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda os Julgados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os precedentes analisam o regime jur\u00eddico da gratuidade de justi\u00e7a sob a \u00f3tica do acesso \u00e0 justi\u00e7a, da presun\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia e dos limites de seus efeitos processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que o pedido de gratuidade pode ser formulado em qualquer momento do processo, inclusive ap\u00f3s a primeira manifesta\u00e7\u00e3o da parte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se exige demonstra\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o superveniente da situa\u00e7\u00e3o financeira para a formula\u00e7\u00e3o tardia do pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os efeitos da concess\u00e3o s\u00e3o prospectivos, n\u00e3o alcan\u00e7ando despesas processuais j\u00e1 definitivamente constitu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Quanto aos crit\u00e9rios de concess\u00e3o, a hipossufici\u00eancia da pessoa natural goza de presun\u00e7\u00e3o relativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 vedado o indeferimento imediato do pedido com base exclusiva em crit\u00e9rios objetivos previamente fixados, como renda ou patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Havendo elementos concretos que afastem a presun\u00e7\u00e3o de pobreza, o juiz deve intimar o requerente para comprovar sua condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, nos termos do art. 99, \u00a7 2\u00ba, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Par\u00e2metros objetivos podem ser utilizados apenas de forma suplementar, como elemento de apoio \u00e0 fundamenta\u00e7\u00e3o, jamais como fundamento \u00fanico do indeferimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A concess\u00e3o da gratuidade n\u00e3o \u00e9 absoluta nem elimina todas as exig\u00eancias processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O deferimento do benef\u00edcio n\u00e3o impede a exig\u00eancia de cau\u00e7\u00e3o para concess\u00e3o de tutela provis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A dispensa da cau\u00e7\u00e3o somente \u00e9 poss\u00edvel quando demonstrada a absoluta impossibilidade de prest\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a gratuidade de justi\u00e7a pode ser requerida a qualquer tempo, produz efeitos prospectivos e n\u00e3o pode ser indeferida com base exclusiva em crit\u00e9rios objetivos; contudo, sua concess\u00e3o n\u00e3o afasta automaticamente a exig\u00eancia de cau\u00e7\u00e3o para tutela provis\u00f3ria, salvo prova de impossibilidade absoluta. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-penhora-de-imovel-alienado-fiduciariamente-e-taxa-condominial\"><span id=\"12-penhora-de-imovel-alienado-fiduciariamente-e-taxa-condominial\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Penhora de im\u00f3vel alienado fiduciariamente e taxa condominial<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-10\"><span id=\"destaque-12\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a penhora do im\u00f3vel alienado fiduciariamente para satisfazer d\u00edvida de taxa condominial, em raz\u00e3o da natureza propter rem da obriga\u00e7\u00e3o, desde que haja pr\u00e9via cita\u00e7\u00e3o do credor fiduci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.100.103-PR, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 12\/3\/2025, DJEN 27\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a possibilidade de penhora de im\u00f3vel gravado com aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria para satisfa\u00e7\u00e3o de d\u00edvida condominial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a compatibilidade da penhora com a propriedade resol\u00favel do credor fiduci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou a natureza&nbsp;<em>propter rem<\/em>&nbsp;da obriga\u00e7\u00e3o condominial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A d\u00edvida acompanha o im\u00f3vel e vincula quem detenha direitos reais sobre ele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria n\u00e3o afasta a responsabilidade pelo pagamento das despesas condominiais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A penhora do im\u00f3vel \u00e9 admiss\u00edvel para satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito condominial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel a pr\u00e9via cita\u00e7\u00e3o do credor fiduci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A cita\u00e7\u00e3o assegura o contradit\u00f3rio e a preserva\u00e7\u00e3o dos direitos do titular da propriedade resol\u00favel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O procedimento evita surpresa processual e harmoniza a tutela do condom\u00ednio com o regime da aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 poss\u00edvel a penhora de im\u00f3vel alienado fiduciariamente para pagamento de taxa condominial, em raz\u00e3o da natureza propter rem da obriga\u00e7\u00e3o, desde que o credor fiduci\u00e1rio seja previamente citado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-pale-pink-background-color has-background\" id=\"h-faca-seu-download-1\"><span id=\"faca-seu-download-4\">Fa\u00e7a seu download<\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/03135445\/stj-rev-2025-3.pdf\" target=\"_blank\" >Download do PDF<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-quebra-de-sigilo-bancario-e-fiscal-em-acao-de-alimentos\"><span id=\"13-quebra-de-sigilo-bancario-e-fiscal-em-acao-de-alimentos\">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quebra de sigilo banc\u00e1rio e fiscal em a\u00e7\u00e3o de alimentos<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-11\"><span id=\"destaque-13\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Admite-se a quebra do sigilo banc\u00e1rio e fiscal do alimentante, em a\u00e7\u00e3o de oferta de alimentos, quando n\u00e3o houver outro meio para apura\u00e7\u00e3o da real capacidade financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 18\/3\/2025, DJEN 21\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da possibilidade de relativiza\u00e7\u00e3o do sigilo banc\u00e1rio e fiscal do alimentante em a\u00e7\u00e3o de oferta de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a apura\u00e7\u00e3o da real capacidade econ\u00f4mica do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o sigilo banc\u00e1rio e fiscal n\u00e3o possui car\u00e1ter absoluto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prote\u00e7\u00e3o pode ser relativizada quando necess\u00e1ria \u00e0 efetividade da tutela jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A medida \u00e9 admiss\u00edvel quando inexistirem outros meios probat\u00f3rios eficazes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A apura\u00e7\u00e3o da capacidade financeira \u00e9 elemento central na fixa\u00e7\u00e3o dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A quebra do sigilo deve ser excepcional, proporcional e fundamentada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O acesso aos dados deve se limitar \u00e0s informa\u00e7\u00f5es pertinentes ao objeto da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O procedimento deve resguardar a intimidade e a confidencialidade dos dados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: admite-se a quebra do sigilo banc\u00e1rio e fiscal do alimentante em a\u00e7\u00e3o de oferta de alimentos quando n\u00e3o houver outro meio id\u00f4neo para apurar sua real capacidade financeira, observados os crit\u00e9rios de necessidade e proporcionalidade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-nbsp-nbsp-fundamentacao-por-referencia-per-relationem\"><span id=\"14-fundamentacao-por-referencia-per-relationem\">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fundamenta\u00e7\u00e3o por refer\u00eancia (per relationem)<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-12\"><span id=\"destaque-14\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica da fundamenta\u00e7\u00e3o por refer\u00eancia (<em>per relationem<\/em>) \u00e9 v\u00e1lida, desde que o julgador, ao remeter-se a decis\u00e3o anterior, enfrente as novas quest\u00f5es relevantes; o \u00a73\u00ba do art. 1.021 do CPC n\u00e3o impede a reprodu\u00e7\u00e3o dos fundamentos da decis\u00e3o agravada se n\u00e3o houver argumento novo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.148.059-MA, REsp 2.148.580-MA e REsp 2.150.218-MA, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 20\/8\/2025 (Tema 1306).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a validade da t\u00e9cnica de fundamenta\u00e7\u00e3o por refer\u00eancia (per relationem) no julgamento de recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se a remiss\u00e3o a decis\u00e3o anterior violaria o dever constitucional de motiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a fundamenta\u00e7\u00e3o per relationem \u00e9, em regra, v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O julgador pode adotar, como raz\u00f5es de decidir, fundamentos constantes de decis\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel que o \u00f3rg\u00e3o julgador enfrente eventuais quest\u00f5es novas e relevantes suscitadas no recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A t\u00e9cnica n\u00e3o autoriza omiss\u00e3o quanto a argumentos in\u00e9ditos ou capazes de alterar o resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O \u00a7 3\u00ba do art. 1.021 do CPC n\u00e3o impede a reprodu\u00e7\u00e3o dos fundamentos da decis\u00e3o agravada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A veda\u00e7\u00e3o legal incide apenas quando houver repeti\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica diante de argumentos novos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 v\u00e1lida a fundamenta\u00e7\u00e3o por refer\u00eancia quando o julgador enfrenta as quest\u00f5es novas relevantes, sendo l\u00edcita a reprodu\u00e7\u00e3o dos fundamentos da decis\u00e3o agravada se o recurso n\u00e3o apresentar argumentos in\u00e9ditos, n\u00e3o havendo \u00f3bice no art. 1.021, \u00a7 3\u00ba, do CPC.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-sucessao-processual-e-extincao-da-pessoa-juridica\"><span id=\"15-sucessao-processual-e-extincao-da-pessoa-juridica\">15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sucess\u00e3o processual e extin\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-13\"><span id=\"destaque-15\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A sucess\u00e3o processual de sociedade empres\u00e1ria por seus s\u00f3cios exige prova da dissolu\u00e7\u00e3o e da extin\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, n\u00e3o bastando a mera mudan\u00e7a de endere\u00e7o ou a condi\u00e7\u00e3o de inapta no CNPJ.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.179.688-RS, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 2\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a possibilidade de sucess\u00e3o processual da sociedade empres\u00e1ria por seus s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a substitui\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica no polo da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a sucess\u00e3o processual exige a efetiva extin\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel prova da dissolu\u00e7\u00e3o regular ou irregular da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;<strong>A mera mudan\u00e7a de endere\u00e7o n\u00e3o caracteriza extin\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A situa\u00e7\u00e3o cadastral de \u201cinapta\u201d no CNPJ n\u00e3o equivale \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Enquanto subsistente a personalidade jur\u00eddica, a sociedade permanece como parte leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabiliza\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios demanda instrumentos jur\u00eddicos pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se admite sucess\u00e3o processual autom\u00e1tica como atalho \u00e0 desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a sucess\u00e3o processual da sociedade empres\u00e1ria por seus s\u00f3cios s\u00f3 \u00e9 admiss\u00edvel mediante prova da dissolu\u00e7\u00e3o e da extin\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, sendo insuficientes a mudan\u00e7a de endere\u00e7o ou a inaptid\u00e3o no CNPJ.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-nbsp-nbsp-nbsp-coisa-julgada-e-restituicao-de-juros-sobre-tarifas-bancarias\"><span id=\"16-coisa-julgada-e-restituicao-de-juros-sobre-tarifas-bancarias\">16.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Coisa julgada e restitui\u00e7\u00e3o de juros sobre tarifas banc\u00e1rias<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-14\"><span id=\"destaque-16\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada impede o ajuizamento de nova a\u00e7\u00e3o para pleitear a restitui\u00e7\u00e3o de quantia paga a t\u00edtulo de juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre tarifas banc\u00e1rias declaradas ilegais ou abusivas em a\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.145.391-PB, REsp 2.148.576-PB, REsp 2.148.588-PB e REsp 2.148.794-PB (Tema 1268), Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 10\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu os efeitos da coisa julgada em demandas sucessivas envolvendo tarifas banc\u00e1rias declaradas ilegais ou abusivas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em a\u00e7\u00e3o anterior, j\u00e1 havia pronunciamento judicial sobre a ilegalidade das tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Posteriormente, buscou-se nova a\u00e7\u00e3o para restitui\u00e7\u00e3o dos juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre essas tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou a incid\u00eancia da efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A coisa julgada n\u00e3o se limita ao dispositivo expresso da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Abrange tamb\u00e9m pedidos que poderiam e deveriam ter sido formulados na a\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A restitui\u00e7\u00e3o dos juros remunerat\u00f3rios \u00e9 consequ\u00eancia l\u00f3gica e jur\u00eddica da declara\u00e7\u00e3o de ilegalidade das tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A fragmenta\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o viola a estabilidade das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O ajuizamento de nova a\u00e7\u00e3o configura reitera\u00e7\u00e3o indevida de demanda j\u00e1 solucion\u00e1vel no processo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada impede o ajuizamento de nova a\u00e7\u00e3o para restitui\u00e7\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre tarifas banc\u00e1rias declaradas ilegais ou abusivas em a\u00e7\u00e3o anterior.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-nbsp-nbsp-nbsp-carta-precatoria-sala-passiva-e-videoconferencia\"><span id=\"17-carta-precatoria-sala-passiva-e-videoconferencia\">17.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Carta precat\u00f3ria, sala passiva e videoconfer\u00eancia<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-15\"><span id=\"destaque-17\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Quando houver sala passiva instalada, a carta precat\u00f3ria para oitiva de testemunhas deve limitar-se \u00e0 disponibiliza\u00e7\u00e3o da estrutura, cabendo ao juiz deprecante conduzir diretamente o ato por videoconfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no AgInt no CC 196.645-SP, Rel. Min. Afr\u00e2nio Vilela, Primeira Se\u00e7\u00e3o, unanimidade, 14\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a forma adequada de realiza\u00e7\u00e3o da oitiva de testemunhas por meio de carta precat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Havia disponibilidade de sala passiva instalada no ju\u00edzo deprecado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a exist\u00eancia de sala passiva altera a din\u00e2mica tradicional da carta precat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessa hip\u00f3tese, a carta deve limitar-se \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o de disponibiliza\u00e7\u00e3o da estrutura tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A condu\u00e7\u00e3o do ato processual cabe diretamente ao juiz deprecante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A oitiva \u00e9 realizada por videoconfer\u00eancia, sem delega\u00e7\u00e3o da condu\u00e7\u00e3o ao ju\u00edzo deprecado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O modelo preserva a compet\u00eancia funcional do juiz da causa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m assegura maior efici\u00eancia, celeridade e uniformidade na colheita da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo deprecado restringe-se ao apoio material e log\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: havendo sala passiva instalada, a carta precat\u00f3ria para oitiva de testemunhas deve limitar-se \u00e0 disponibiliza\u00e7\u00e3o da estrutura, cabendo ao juiz deprecante conduzir diretamente o ato por videoconfer\u00eancia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-pale-pink-background-color has-background\" id=\"h-faca-seu-download-2\"><span id=\"faca-seu-download-5\">Fa\u00e7a seu download<\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/03135445\/stj-rev-2025-3.pdf\" target=\"_blank\" >Download do PDF<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-18-nbsp-nbsp-nbsp-medidas-executivas-atipicas-e-limites-de-aplicacao\"><span id=\"18-medidas-executivas-atipicas-e-limites-de-aplicacao\">18.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Medidas executivas at\u00edpicas e limites de aplica\u00e7\u00e3o<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-16\"><span id=\"destaque-18\">Destaque<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o de&nbsp;<strong>medidas executivas at\u00edpicas<\/strong>&nbsp;\u00e9 cab\u00edvel, desde que&nbsp;<strong>subsidi\u00e1ria<\/strong>,&nbsp;<strong>proporcional<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>devidamente fundamentada<\/strong>, com observ\u00e2ncia do&nbsp;<strong>contradit\u00f3rio<\/strong>&nbsp;e da&nbsp;<strong>menor onerosidade do executado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.955.539-SP e REsp 1.955.574-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 4\/12\/2025 (Tema 1137).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia tratou da possibilidade de ado\u00e7\u00e3o de medidas executivas at\u00edpicas no processo de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se a compatibilidade dessas medidas com os direitos fundamentais do executado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o CPC autoriza a utiliza\u00e7\u00e3o de medidas executivas n\u00e3o tipificadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A ado\u00e7\u00e3o dessas medidas n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica nem ilimitada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 As medidas at\u00edpicas possuem car\u00e1ter subsidi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Devem ser utilizadas apenas quando os meios executivos t\u00edpicos se mostrarem ineficazes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel fundamenta\u00e7\u00e3o concreta e individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A medida deve ser proporcional e adequada ao fim perseguido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Deve-se observar o contradit\u00f3rio e assegurar a possibilidade de impugna\u00e7\u00e3o pelo executado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A execu\u00e7\u00e3o deve respeitar o princ\u00edpio da menor onerosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se admite restri\u00e7\u00e3o excessiva ou desnecess\u00e1ria a direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 cab\u00edvel a ado\u00e7\u00e3o de medidas executivas at\u00edpicas, desde que subsidi\u00e1rias, proporcionais e devidamente fundamentadas, com observ\u00e2ncia do contradit\u00f3rio e do princ\u00edpio da menor onerosidade do executado.\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-leia-tambem\"><span id=\"leia-tambem\">Leia tamb\u00e9m:<\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/informativo-stj-874-comentado\/\">Informativo STJ 874 Comentado<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/informativo-stj-873-comentado\/\">Informativo STJ 873 Comentado<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/informativo-stf-revisao-2025-parte-1\/\">Informativo STF \u2013 Revis\u00e3o 2025 Parte 1<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quer-saber-tudo-sobre-concursos-previstos-confira-nossos-artigos\"><span id=\"quer-saber-tudo-sobre-concursos-previstosconfira-nossos-artigos\">Quer saber tudo sobre concursos previstos?<br>Confira nossos artigos!<\/span><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/concursos-abertos-carreiras-juridicas\/\" target=\"_blank\" ><strong>Concursos jur\u00eddicos abertos<\/strong><\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/concursos-juridicos-2026-prepare-se-para-os-proximos-editais\/\"><strong>Concursos Jur\u00eddicos 2026<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"cursos-ficha\"><span id=\"quer-estudar-para-concursos-de-direito\">Quer estudar para Concursos de Direito?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O Estrat\u00e9gia Carreira Jur\u00eddica \u00e9 campe\u00e3o de aprova\u00e7\u00f5es nos concursos para Carreiras Jur\u00eddicas com um corpo docente qualificado e materiais completos. 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