{"id":171674,"date":"2025-12-26T22:08:42","date_gmt":"2025-12-27T01:08:42","guid":{"rendered":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/?p=171674"},"modified":"2026-01-13T13:42:31","modified_gmt":"2026-01-13T16:42:31","slug":"mp-recorrer-absolvicao-juri-tema-1087","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/mp-recorrer-absolvicao-juri-tema-1087\/","title":{"rendered":"MP pode recorrer de absolvi\u00e7\u00e3o no J\u00fari? Aplica\u00e7\u00e3o do Tema 1087"},"content":{"rendered":"\n<p>Imagine a cena: um homem \u00e9 julgado pelo Tribunal do J\u00fari por homic\u00eddio qualificado. As provas s\u00e3o robustas: testemunhas presenciaram o crime, h\u00e1 laudos periciais, filmagens, confiss\u00e3o extrajudicial. A defesa, durante todo o julgamento, sustenta apenas duas teses: negativa de autoria (&#8220;meu cliente n\u00e3o foi o autor&#8221;) e, subsidiariamente, desclassifica\u00e7\u00e3o para homic\u00eddio simples. Os jurados respondem SIM aos dois primeiros quesitos, reconhecendo a materialidade do crime e a autoria do r\u00e9u. Mas no terceiro quesito, o gen\u00e9rico (&#8220;O jurado absolve o acusado?&#8221;), respondem SIM, absolvendo o r\u00e9u. N\u00e3o houve pedido de clem\u00eancia registrado em ata. N\u00e3o houve tese defensiva que justificasse essa absolvi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#dddddd\">A pergunta que vale sua aprova\u00e7\u00e3o \u00e9: o Minist\u00e9rio P\u00fablico pode recorrer dessa decis\u00e3o? Ou a soberania dos veredictos do J\u00fari impede qualquer revis\u00e3o? E se puder recorrer, o Tribunal pode anular o julgamento e determinar novo j\u00fari?<\/p>\n\n\n\n<p>Durante anos, essa quest\u00e3o gerou diverg\u00eancias acaloradas. De um lado, defensores da soberania absoluta do j\u00fari sustentavam que qualquer absolvi\u00e7\u00e3o no quesito gen\u00e9rico seria irrecorr\u00edvel, pois os jurados s\u00e3o soberanos. De outro, promotores e ju\u00edzes argumentavam que absolvi\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias, sem qualquer justificativa f\u00e1tica ou jur\u00eddica, violavam o pr\u00f3prio sistema de quesita\u00e7\u00e3o e autorizavam recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outubro de 2024, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Tema 1087 de Repercuss\u00e3o Geral (ARE 1.225.185), pacificou definitivamente a controv\u00e9rsia. E em novembro de 2025, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento dos EDcl no AREsp 2.802.065-PR, aplicou essa tese na pr\u00e1tica, mostrando exatamente como ela funciona em casos concretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, voc\u00ea vai dominar o Tema 1087 do STF, compreender a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica pelo STJ, entender quando h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o entre quesitos e quando a absolvi\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida, conhecer os limites constitucionais da clem\u00eancia, e aprender a resolver quest\u00f5es sobre o assunto. Preparado? Vamos come\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-mudanca-de-2008-o-quesito-generico-e-seus-problemas\"><span id=\"a-mudanca-de-2008-o-quesito-generico-e-seus-problemas\">A mudan\u00e7a de 2008: o quesito gen\u00e9rico e seus problemas<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-mudou-com-a-lei-11-689-2008\"><span id=\"o-que-mudou-com-a-lei-11-689-2008\">O que mudou com a Lei 11.689\/2008?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Antes de 2008, a sistem\u00e1tica de quesita\u00e7\u00e3o no Tribunal do J\u00fari era extremamente complexa e gerava in\u00fameras nulidades. A Lei 11.689\/2008 reformou profundamente o procedimento do j\u00fari, buscando simplificar a quesita\u00e7\u00e3o e reduzir as chances de v\u00edcios formais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:34% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-1024x1024.jpg\" alt=\"j\u00fari\" class=\"wp-image-133192 size-full\" srcset=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-300x300.jpg 300w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-150x150.jpg 150w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-768x768.jpg 768w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-2048x2048.jpg 2048w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-80x80.jpg 80w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-380x380.jpg 380w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-800x800.jpg 800w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-1160x1160.jpg 1160w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-24x24.jpg 24w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-48x48.jpg 48w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-96x96.jpg 96w, https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/03222029\/documento-lei-legislacao-dispositivo-julgamento-observacao-atencao-scaled.jpg 2560w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>A principal altera\u00e7\u00e3o foi a introdu\u00e7\u00e3o do quesito gen\u00e9rico obrigat\u00f3rio, previsto no art. 483, III, do CPP: ap\u00f3s os jurados responderem aos quesitos sobre materialidade e autoria, deve-se sempre perguntar &#8220;O jurado absolve o acusado?&#8221;, mesmo que as respostas anteriores tenham sido afirmativas.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Isso significa que, mesmo reconhecendo que o crime existiu e que o r\u00e9u foi o autor, os jurados ainda podem absolv\u00ea-lo no quesito gen\u00e9rico. Essa possibilidade foi criada para permitir absolvi\u00e7\u00f5es por raz\u00f5es extralegais, especialmente a clem\u00eancia ou compaix\u00e3o, sem necessidade de quesita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre cada causa de <strong>exclus\u00e3o da ilicitude ou da culpabilidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-e-a-absolvicao-por-clemencia\"><span id=\"o-que-e-a-absolvicao-por-clemencia\">O que \u00e9 a absolvi\u00e7\u00e3o por clem\u00eancia?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A <strong>absolvi\u00e7\u00e3o por clem\u00eancia<\/strong> \u00e9 um conceito jur\u00eddico que se refere \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em que os jurados, no \u00e2mbito do Tribunal do J\u00fari, decidem pela absolvi\u00e7\u00e3o do acusado mesmo quando reconhecem a autoria e materialidade. Esse tipo de absolvi\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as ao quesito gen\u00e9rico e n\u00e3o requer justificativa estritamente jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os jurados possuem ampla autonomia para decidir pela absolvi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o estando obrigatoriamente vinculados \u00e0s teses apresentadas em plen\u00e1rio ou a fundamentos de \u00edndole estritamente jur\u00eddica. Isso significa que a decis\u00e3o dos jurados n\u00e3o precisa se basear exclusivamente nas provas dos autos e eles podem, em regra, absolver o r\u00e9u por qualquer motivo, inclusive por sentimentos de compaix\u00e3o. Em outras palavras, os jurados podem optar pela absolvi\u00e7\u00e3o por raz\u00f5es humanit\u00e1rias ou metajur\u00eddicas, como a clem\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-problema-quando-a-absolvicao-no-quesito-generico-gera-contradicao\"><span id=\"o-problema-quando-a-absolvicao-no-quesito-generico-gera-contradicao\">O problema: quando a absolvi\u00e7\u00e3o no quesito gen\u00e9rico gera contradi\u00e7\u00e3o?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O quesito gen\u00e9rico trouxe um problema pr\u00e1tico s\u00e9rio: absolvi\u00e7\u00f5es aparentemente contradit\u00f3rias. Os jurados reconhecem que o r\u00e9u matou a v\u00edtima (materialidade + autoria), mas o absolvem no quesito gen\u00e9rico, sem que haja qualquer tese defensiva ou pedido de clem\u00eancia que justifique essa decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplo cl\u00e1ssico: Jo\u00e3o \u00e9 acusado de matar Jos\u00e9 com golpes de faca. H\u00e1 filmagens, testemunhas e confiss\u00e3o. A defesa alega apenas &#8220;Jo\u00e3o n\u00e3o foi o autor, foi outra pessoa&#8221;. Os jurados respondem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>1\u00ba quesito (materialidade): SIM, Jos\u00e9 morreu por golpes de faca.<\/li>\n\n\n\n<li>2\u00ba quesito (autoria): SIM, foi Jo\u00e3o quem desferiu os golpes.<\/li>\n\n\n\n<li>3\u00ba quesito (absolvi\u00e7\u00e3o): SIM, absolvemos Jo\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A pergunta \u00f3bvia \u00e9: se os jurados reconheceram que Jo\u00e3o matou Jos\u00e9, por que o absolveram? N\u00e3o havia leg\u00edtima defesa alegada, n\u00e3o havia inimputabilidade, n\u00e3o havia pedido de clem\u00eancia. H\u00e1 uma contradi\u00e7\u00e3o l\u00f3gica evidente entre as respostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de situa\u00e7\u00e3o gerou enorme inseguran\u00e7a jur\u00eddica. Tribunais estaduais divergiam radicalmente: alguns anulavam esses julgamentos por contradi\u00e7\u00e3o; outros mantinham a absolvi\u00e7\u00e3o sob o argumento da soberania dos veredictos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-tema-1087-do-stf-a-tese-que-pacificou-a-controversia\"><span id=\"o-tema-1087-do-stf-a-tese-que-pacificou-a-controversia\">O Tema 1087 do STF: a tese que pacificou a controv\u00e9rsia<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-reconhecimento-da-repercussao-geral\"><span id=\"o-reconhecimento-da-repercussao-geral\">O reconhecimento da repercuss\u00e3o geral<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal reconheceu repercuss\u00e3o geral no tema, indicando que a quest\u00e3o ultrapassava o interesse das partes e tinha relev\u00e2ncia social, econ\u00f4mica e jur\u00eddica para todo o pa\u00eds. O leading case foi o ARE 1.225.185, relatado pelo Ministro Gilmar Mendes, com ac\u00f3rd\u00e3o redigido pelo Ministro Edson Fachin.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-tese-fixada-pelo-stf-tema-1087\"><span id=\"a-tese-fixada-pelo-stf-tema-1087\">A tese fixada pelo STF (Tema 1087)<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O STF fixou tese em duas partes, que devem ser lidas em conjunto:<\/p>\n\n\n\n<p>Parte 1: &#8220;\u00c9 cab\u00edvel recurso de apela\u00e7\u00e3o com base no artigo 593, III, d, do <strong><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/assinaturas-ecj\/\" target=\"_blank\" >C\u00f3digo de Processo Penal<\/a><\/strong>, nas hip\u00f3teses em que a decis\u00e3o do Tribunal do J\u00fari, amparada em quesito gen\u00e9rico, for considerada pela acusa\u00e7\u00e3o como manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Parte 2: &#8220;O Tribunal de Apela\u00e7\u00e3o n\u00e3o determinar\u00e1 novo j\u00fari quando tiver ocorrido a apresenta\u00e7\u00e3o, constante em ata, de tese conducente \u00e0 clem\u00eancia ao acusado, e esta for acolhida pelos jurados, desde que seja compat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o, com os precedentes vinculantes do Supremo Tribunal Federal e com as circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas dos autos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-significa-na-pratica\"><span id=\"o-que-significa-na-pratica\">O que significa na pr\u00e1tica?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A tese do STF estabelece um equil\u00edbrio entre dois valores constitucionais: a soberania dos veredictos do j\u00fari e o direito ao recurso. Vejamos o que cada parte significa.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira parte da tese reconhece que o Minist\u00e9rio P\u00fablico (ou o querelante, em a\u00e7\u00e3o privada) pode apelar de absolvi\u00e7\u00e3o no j\u00fari quando a decis\u00e3o for manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos, mesmo que a absolvi\u00e7\u00e3o tenha se dado no quesito gen\u00e9rico. Isso significa que a soberania dos veredictos n\u00e3o \u00e9 absoluta. H\u00e1 um controle m\u00ednimo de racionalidade que o Tribunal pode exercer.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda parte da tese estabelece quando o Tribunal n\u00e3o pode anular o julgamento: quando houver tese defensiva conducente \u00e0 clem\u00eancia registrada em ata e essa tese for compat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o, com precedentes do STF e com as circunst\u00e2ncias dos autos. Em outras palavras: se a defesa pediu clem\u00eancia explicitamente, se isso est\u00e1 documentado na ata, e se o pedido n\u00e3o viola a Constitui\u00e7\u00e3o, a absolvi\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida e irrecorr\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-os-fundamentos-da-decisao\"><span id=\"os-fundamentos-da-decisao\">Os fundamentos da decis\u00e3o<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O STF fundamentou sua decis\u00e3o em pilares essenciais:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pilar 1 &#8211; Soberania relativa<\/strong>: A Constitui\u00e7\u00e3o assegura a soberania dos veredictos (art. 5\u00ba, XXXVIII, &#8220;c&#8221;), mas essa soberania \u00e9 compat\u00edvel com controle m\u00ednimo de racionalidade. Soberania n\u00e3o significa arbitrariedade. Se a decis\u00e3o \u00e9 manifestamente contr\u00e1ria \u00e0s provas, sem qualquer justificativa, h\u00e1 v\u00edcio que autoriza revis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pilar 2 &#8211; Clem\u00eancia leg\u00edtima<\/strong>: O quesito gen\u00e9rico permite absolvi\u00e7\u00f5es por raz\u00f5es extralegais (clem\u00eancia, compaix\u00e3o), mas essas raz\u00f5es devem ser expressamente alegadas pela defesa e registradas em ata. N\u00e3o se presume clem\u00eancia. Ela deve ser invocada e documentada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pilar 3 &#8211; Racionalidade m\u00ednima<\/strong>: Ainda que o J\u00fari disponha de ampla margem para absolvi\u00e7\u00e3o, podendo faz\u00ea-lo por clem\u00eancia, equidade ou raz\u00f5es humanit\u00e1rias, dentro de sua \u00edntima convic\u00e7\u00e3o, a decis\u00e3o, assim como qualquer outra, deve guardar racionalidade e objetividade m\u00ednimas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pilar 4 &#8211; Lastro probat\u00f3rio m\u00ednimo<\/strong>: A absolvi\u00e7\u00e3o pelo J\u00fari deve se basear em um m\u00ednimo lastro probat\u00f3rio. Assim, ainda que haja diverg\u00eancia entre as provas, nesse caso, deve sempre prevalecer a decis\u00e3o do J\u00fari. Mas se n\u00e3o h\u00e1 qualquer ind\u00edcio probat\u00f3rio que justifique a absolvi\u00e7\u00e3o, o Tribunal pode anular.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-os-limites-constitucionais-da-clemencia-o-caso-dos-crimes-hediondos\"><span id=\"os-limites-constitucionais-da-clemencia-o-caso-dos-crimes-hediondos\">Os limites constitucionais da clem\u00eancia: o caso dos crimes hediondos<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-precedente-fundamental-rhc-229-558-agr-stf\"><span id=\"o-precedente-fundamental-rhc-229-558-agr-stf\">O precedente fundamental: RHC 229.558 AgR\/STF<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Um dos aspectos mais importantes e menos conhecidos do Tema 1087 diz respeito aos limites constitucionais da clem\u00eancia. O STF, no julgamento do RHC 229.558 AgR (2\u00aa Turma, Rel. Min. Nunes Marques, Relator p\/ Ac\u00f3rd\u00e3o Min. Edson Fachin, j. 21\/11\/2023), estabeleceu que:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#dddddd\">&#8220;Ainda que fundada em eventual clem\u00eancia, a decis\u00e3o do j\u00fari n\u00e3o pode implicar a concess\u00e3o de perd\u00e3o a crimes que nem mesmo o Congresso Nacional teria compet\u00eancia para perdoar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa afirma\u00e7\u00e3o tem consequ\u00eancias pr\u00e1ticas gigantescas. Vamos entender atrav\u00e9s de um caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-caso-pratico-o-feminicidio-e-a-impossibilidade-de-clemencia\"><span id=\"caso-pratico-o-feminicidio-e-a-impossibilidade-de-clemencia\">Caso pr\u00e1tico: o feminic\u00eddio e a impossibilidade de clem\u00eancia<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Imagine a seguinte situa\u00e7\u00e3o: Jo\u00e3o foi acusado pela pr\u00e1tica de homic\u00eddio triplamente qualificado. O crime foi cometido com emprego de meio cruel, mediante dissimula\u00e7\u00e3o, e por motivo f\u00fatil.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o confessou a pr\u00e1tica delitiva. A defesa apresentou apenas a tese de que o delito fora cometido por uma &#8220;paix\u00e3o doentia&#8221;. Jo\u00e3o foi levado a julgamento pelo Tribunal do J\u00fari.<\/p>\n\n\n\n<p>Os jurados responderam:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>1\u00ba quesito (materialidade): SIM<\/li>\n\n\n\n<li>2\u00ba quesito (autoria): SIM<\/li>\n\n\n\n<li>3\u00ba quesito (absolvi\u00e7\u00e3o): SIM<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o foi absolvido com base no quesito gen\u00e9rico, mesmo tendo confessado. O Minist\u00e9rio P\u00fablico apelou, argumentando que a decis\u00e3o era manifestamente contr\u00e1ria \u00e0s provas. O Tribunal de Justi\u00e7a deu provimento ao recurso e determinou novo j\u00fari, em que Jo\u00e3o foi condenado. A defesa recorreu ao STF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-decisao-do-stf-clemencia-nao-se-aplica-a-crimes-hediondos\"><span id=\"a-decisao-do-stf-clemencia-nao-se-aplica-a-crimes-hediondos\">A decis\u00e3o do STF: clem\u00eancia n\u00e3o se aplica a crimes hediondos<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O STF, no voto do Ministro Edson Fachin, estabeleceu fundamentos cruciais:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Limita\u00e7\u00e3o das raz\u00f5es de absolvi\u00e7\u00e3o<\/strong>: A exist\u00eancia de diversas novas hip\u00f3teses de absolvi\u00e7\u00e3o n\u00e3o implica que elas sejam indetermin\u00e1veis ou ilimitadas. Deve haver margem para que o Tribunal, em sede recursal, possa identificar a causa de absolvi\u00e7\u00e3o e se h\u00e1 compatibilidade com o ordenamento jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Veda\u00e7\u00e3o constitucional<\/strong>: Os crimes classificados como hediondos (como o feminic\u00eddio, esp\u00e9cie de homic\u00eddio qualificado \u2013 art. 1\u00ba, I, Lei 8.072\/90) s\u00e3o, segundo a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, insuscet\u00edveis de gra\u00e7a ou anistia (art. 5\u00ba, XLIII, CF). Logo, com muito mais motivo, os crimes hediondos s\u00e3o insuscet\u00edveis de clem\u00eancia pelo Tribunal do J\u00fari, por incompatibilidade com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. L\u00f3gica constitucional<\/strong>: Se nem mesmo o Congresso Nacional, por meio de lei de anistia, pode perdoar crimes hediondos, muito menos podem os jurados, por meio de clem\u00eancia, conceder esse perd\u00e3o. Seria uma contradi\u00e7\u00e3o constitucional inadmiss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Hip\u00f3teses de anula\u00e7\u00e3o<\/strong>: N\u00e3o se podendo identificar a causa de exculpa\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o havendo qualquer ind\u00edcio probat\u00f3rio que justifique plausivelmente uma das possibilidades de absolvi\u00e7\u00e3o, ou ainda sendo aplicada a clem\u00eancia a um caso insuscet\u00edvel de gra\u00e7a ou anistia, pode o Tribunal ad quem, provendo o recurso da acusa\u00e7\u00e3o, determinar a realiza\u00e7\u00e3o de novo j\u00fari.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quais-crimes-sao-insuscetiveis-de-clemencia\"><span id=\"quais-crimes-sao-insuscetiveis-de-clemencia\">Quais crimes s\u00e3o insuscet\u00edveis de clem\u00eancia?<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Com base no art. 5\u00ba, XLIII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, s\u00e3o insuscet\u00edveis de gra\u00e7a ou anistia (e, portanto, de clem\u00eancia no j\u00fari):<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Crimes hediondos (Lei 8.072\/90): homic\u00eddio qualificado, latroc\u00ednio, extors\u00e3o qualificada pela morte, extors\u00e3o mediante sequestro qualificada, estupro, estupro de vulner\u00e1vel, epidemia com resultado morte, falsifica\u00e7\u00e3o\/corrup\u00e7\u00e3o de produto destinado a fins terap\u00eauticos ou medicinais, genoc\u00eddio, etc.<\/li>\n\n\n\n<li>Tr\u00e1fico de drogas (Lei 11.343\/06)<\/li>\n\n\n\n<li>Terrorismo (Lei 13.260\/16)<\/li>\n\n\n\n<li>Tortura (Lei 9.455\/97)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Exemplo pr\u00e1tico: Se um r\u00e9u \u00e9 julgado por homic\u00eddio qualificado, crime hediondo, e os jurados o absolvem no quesito gen\u00e9rico sem qualquer justificativa ou com alega\u00e7\u00e3o de clem\u00eancia, o Tribunal pode anular o julgamento, pois a clem\u00eancia n\u00e3o se aplica a crimes hediondos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-aplicacao-pratica-pelo-stj-edcl-no-aresp-2-802-065-pr\"><span id=\"a-aplicacao-pratica-pelo-stj-edcl-no-aresp-2-802-065-pr\">A aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica pelo STJ: EDcl no AREsp 2.802.065-PR<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-caso-concreto-julgado-em-novembro-2025\"><span id=\"o-caso-concreto-julgado-em-novembro-2025\">O caso concreto julgado em novembro\/2025<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O STJ, no julgamento dos Embargos de Declara\u00e7\u00e3o no AREsp 2.802.065-PR (Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, j. 11\/11\/2025), aplicou o Tema 1087 do STF a um caso concreto t\u00edpico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#dddddd\">Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica: O r\u00e9u foi julgado por homic\u00eddio qualificado. Os jurados reconheceram a materialidade e a autoria (respostas afirmativas aos dois primeiros quesitos), mas o absolveram no quesito gen\u00e9rico. As teses defensivas registradas em ata se limitavam \u00e0 negativa de autoria e \u00e0 desclassifica\u00e7\u00e3o (para les\u00e3o corporal seguida de morte, para homic\u00eddio privilegiado ou para homic\u00eddio simples). N\u00e3o havia pedido de clem\u00eancia registrado.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem manteve a absolvi\u00e7\u00e3o, entendendo que n\u00e3o havia contradi\u00e7\u00e3o, pois os jurados s\u00e3o soberanos. O MP recorreu ao STJ, que reformou a decis\u00e3o, anulando o julgamento e determinando novo j\u00fari.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-raciocinio-do-stj\"><span id=\"o-raciocinio-do-stj\">O racioc\u00ednio do STJ<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O STJ utilizou racioc\u00ednio estruturado:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Primeira etapa<\/strong> &#8211; Identifica\u00e7\u00e3o das teses defensivas: O Tribunal examinou a ata de julgamento e identificou que as \u00fanicas teses defensivas registradas eram: (a) negativa de autoria; e (b) desclassifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segunda etapa<\/strong> &#8211; An\u00e1lise da compatibilidade entre quesitos: Se os jurados responderam SIM aos quesitos de materialidade e autoria, isso significa que rejeitaram a tese de negativa de autoria. Portanto, ao absolv\u00ea-lo no quesito gen\u00e9rico, os jurados estariam se contradizendo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Terceira etapa<\/strong> &#8211; Verifica\u00e7\u00e3o de clem\u00eancia: O STJ verificou se havia pedido de clem\u00eancia registrado em ata. N\u00e3o havia. Logo, a absolvi\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha qualquer fundamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#dddddd\"><strong>Conclus\u00e3o do STJ<\/strong>: &#8220;Se a valora\u00e7\u00e3o dos elementos probat\u00f3rios pelo Conselho de Senten\u00e7a aponta ser o agravante o autor do delito, torna-se manifestamente contr\u00e1ria a esta mesma prova a sua absolvi\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o h\u00e1 qualquer argumento defensivo outro que n\u00e3o a negativa de autoria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-aplicacao-da-tese-do-stf\"><span id=\"a-aplicacao-da-tese-do-stf\">A aplica\u00e7\u00e3o da tese do STF<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O STJ aplicou diretamente o Tema 1087:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Havia cabimento do recurso (parte 1 da tese): A decis\u00e3o era manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova.<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00e3o havia clem\u00eancia registrada (parte 2 da tese): Como n\u00e3o havia tese defensiva conducente \u00e0 clem\u00eancia constante em ata, o Tribunal poderia anular.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Resultado: novo j\u00fari determinado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quando-ha-contradicao-e-quando-nao-ha-guia-pratico\"><span id=\"quando-ha-contradicao-e-quando-nao-ha-guia-pratico\">Quando h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o e quando n\u00e3o h\u00e1: guia pr\u00e1tico<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cenarios-em-que-ha-contradicao-anulacao-e-possivel\"><span id=\"cenarios-em-que-ha-contradicao-anulacao-e-possivel\">Cen\u00e1rios em que H\u00c1 contradi\u00e7\u00e3o (anula\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel)<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udfe7 Cen\u00e1rio 1 &#8211; Negativa de autoria rejeitada + absolvi\u00e7\u00e3o sem clem\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tese defensiva: &#8220;o r\u00e9u n\u00e3o foi o autor&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>Quesito de autoria: SIM<\/li>\n\n\n\n<li>Quesito gen\u00e9rico: SIM (absolvem)<\/li>\n\n\n\n<li>Clem\u00eancia em ata: N\u00c3O<\/li>\n\n\n\n<li>Resultado: Contradi\u00e7\u00e3o. Anula\u00e7\u00e3o poss\u00edvel.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>\ud83d\udd36 Cen\u00e1rio 2 &#8211; Crime hediondo + absolvi\u00e7\u00e3o por clem\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Crime: feminic\u00eddio (hediondo)<\/li>\n\n\n\n<li>Tese defensiva: clem\u00eancia registrada em ata<\/li>\n\n\n\n<li>Quesitos: reconhecem materialidade e autoria<\/li>\n\n\n\n<li>Quesito gen\u00e9rico: absolvem<\/li>\n\n\n\n<li>Resultado: Clem\u00eancia inconstitucional. Crime hediondo \u00e9 insuscet\u00edvel de gra\u00e7a\/anistia. Anula\u00e7\u00e3o poss\u00edvel.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>\ud83d\udfe0 Cen\u00e1rio 3 &#8211; Desclassifica\u00e7\u00e3o rejeitada + absolvi\u00e7\u00e3o sem justificativa:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tese defensiva: &#8220;foi homic\u00eddio simples, n\u00e3o qualificado&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>Quesito de qualificadora: SIM<\/li>\n\n\n\n<li>Quesito gen\u00e9rico: SIM (absolvem completamente)<\/li>\n\n\n\n<li>Clem\u00eancia em ata: N\u00c3O<\/li>\n\n\n\n<li>Resultado: Contradi\u00e7\u00e3o. Anula\u00e7\u00e3o poss\u00edvel.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cenarios-em-que-nao-ha-contradicao-absolvicao-e-valida\"><span id=\"cenarios-em-que-nao-ha-contradicao-absolvicao-e-valida\">Cen\u00e1rios em que N\u00c3O H\u00c1 contradi\u00e7\u00e3o (absolvi\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida)<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udfe7 Cen\u00e1rio 1 &#8211; Clem\u00eancia expressamente pedida em crime n\u00e3o hediondo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Crime: homic\u00eddio simples (n\u00e3o hediondo)<\/li>\n\n\n\n<li>Tese defensiva: clem\u00eancia registrada em ata<\/li>\n\n\n\n<li>Compatibilidade constitucional: SIM<\/li>\n\n\n\n<li>Quesitos: reconhecem materialidade e autoria<\/li>\n\n\n\n<li>Quesito gen\u00e9rico: absolvem<\/li>\n\n\n\n<li>Resultado: Absolvi\u00e7\u00e3o v\u00e1lida.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>\ud83d\udd36 Cen\u00e1rio 2 &#8211; Tese de leg\u00edtima defesa acolhida implicitamente:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tese defensiva: &#8220;r\u00e9u agiu em leg\u00edtima defesa&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>Quesitos: reconhecem materialidade e autoria<\/li>\n\n\n\n<li>Quesito gen\u00e9rico: absolvem<\/li>\n\n\n\n<li>Resultado: Absolvi\u00e7\u00e3o v\u00e1lida. Jurados podem ter acolhido a leg\u00edtima defesa.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>\ud83d\udfe0 Cen\u00e1rio 3 &#8211; M\u00faltiplas teses defensivas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tese defensiva: negativa de autoria + subsidiariamente, leg\u00edtima defesa + subsidiariamente, clem\u00eancia<\/li>\n\n\n\n<li>Quesitos: reconhecem materialidade e autoria (rejeitam negativa)<\/li>\n\n\n\n<li>Quesito gen\u00e9rico: absolvem<\/li>\n\n\n\n<li>Resultado: Absolvi\u00e7\u00e3o pode ser v\u00e1lida se houver registro de tese subsidi\u00e1ria.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-importancia-do-registro-em-ata\"><span id=\"a-importancia-do-registro-em-ata\">A import\u00e2ncia do registro em ata<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O Tema 1087 enfatiza: a tese defensiva deve estar &#8220;constante em ata&#8221;. N\u00e3o basta men\u00e7\u00e3o oral. \u00c9 necess\u00e1rio registro formal.<\/p>\n\n\n\n<p>Dica para advogados: Ao final dos debates, requerer expressamente ao juiz presidente que registre em ata o pedido de clem\u00eancia. &#8220;Merit\u00edssimo juiz presidente, requeiro que conste expressamente em ata que esta defesa, subsidiariamente, requereu clem\u00eancia ao Conselho de Senten\u00e7a.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Dica para ju\u00edzes: Registrar na ata todas as teses defensivas apresentadas, incluindo pedidos de clem\u00eancia, ainda que subsidi\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-questao-comentada\"><span id=\"questao-comentada\">Quest\u00e3o comentada<\/span><\/h2>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\">QUEST\u00c3O (Estilo CESPE\/FCC - Magistratura\/MP\/Defensoria)<br><br>Pedro foi julgado pelo Tribunal do J\u00fari pelo crime de homic\u00eddio qualificado, crime classificado como hediondo. Durante o julgamento, a defesa sustentou a negativa de autoria e, subsidiariamente, pediu clem\u00eancia aos jurados, alegando que Pedro era prim\u00e1rio e tinha bons antecedentes. O pedido de clem\u00eancia foi expressamente registrado em ata pelo juiz presidente. Os jurados, ao responderem os quesitos, reconheceram a materialidade do delito e a autoria de Pedro (respostas afirmativas aos dois primeiros quesitos), mas o absolveram no quesito gen\u00e9rico (terceiro quesito). O Minist\u00e9rio P\u00fablico apelou, sustentando que a decis\u00e3o era manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos e que a clem\u00eancia n\u00e3o poderia ser aplicada a crime hediondo.<br><br>Com base no Tema 1087 do STF e na jurisprud\u00eancia do STF (RHC 229.558 AgR), assinale a alternativa CORRETA:<br><br>(A) A apela\u00e7\u00e3o do MP n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel, pois houve clem\u00eancia registrada em ata, o que torna a absolvi\u00e7\u00e3o irrecorr\u00edvel independentemente da natureza do crime.<br><br>(B) A apela\u00e7\u00e3o do MP \u00e9 cab\u00edvel e o Tribunal pode anular o julgamento determinando novo j\u00fari, pois homic\u00eddio qualificado \u00e9 crime hediondo, insuscet\u00edvel de gra\u00e7a ou anistia constitucionalmente, logo tamb\u00e9m insuscet\u00edvel de clem\u00eancia pelo j\u00fari.<br><br>(C) A apela\u00e7\u00e3o do MP n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel, pois a soberania dos veredictos impede qualquer revis\u00e3o de absolvi\u00e7\u00e3o no quesito gen\u00e9rico, ainda que se trate de crime hediondo.<br><br>(D) A apela\u00e7\u00e3o do MP \u00e9 cab\u00edvel, mas o Tribunal n\u00e3o pode anular o julgamento, devendo apenas reduzir a pena ou desclassificar o crime.<br><br>(E) A apela\u00e7\u00e3o do MP n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel, pois o pedido de clem\u00eancia estava registrado em ata e era compat\u00edvel com as circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas, sendo irrelevante a natureza hedionda do crime.<\/pre>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>GABARITO: LETRA B<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>COMENT\u00c1RIOS<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>Alternativa A &#8211; INCORRETA. Ignora o limite constitucional da clem\u00eancia estabelecido pelo STF. Embora a clem\u00eancia esteja registrada em ata, ela n\u00e3o pode ser aplicada a crimes hediondos, pois a CF estabelece que tais crimes s\u00e3o insuscet\u00edveis de gra\u00e7a ou anistia (art. 5\u00ba, XLIII). O STF foi expresso: &#8220;ainda que fundada em eventual clem\u00eancia, a decis\u00e3o do j\u00fari n\u00e3o pode implicar a concess\u00e3o de perd\u00e3o a crimes que nem mesmo o Congresso Nacional teria compet\u00eancia para perdoar&#8221; (RHC 229.558 AgR).<\/p>\n\n\n\n<p>Alternativa B &#8211; CORRETA. Aplica\u00e7\u00e3o exata do Tema 1087 do STF combinado com o precedente do RHC 229.558 AgR. O homic\u00eddio qualificado \u00e9 crime hediondo (Lei 8.072\/90, art. 1\u00ba, II). Crimes hediondos s\u00e3o constitucionalmente insuscet\u00edveis de gra\u00e7a ou anistia. Logo, tamb\u00e9m s\u00e3o insuscet\u00edveis de clem\u00eancia pelo j\u00fari. Ainda que haja clem\u00eancia registrada em ata, ela \u00e9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o quando aplicada a crime hediondo. O Tribunal pode anular e determinar novo j\u00fari.<\/p>\n\n\n\n<p>Alternativa C &#8211; INCORRETA. Contraria o Tema 1087 do STF. A soberania dos veredictos n\u00e3o \u00e9 absoluta. H\u00e1 controle m\u00ednimo de racionalidade, especialmente quando a clem\u00eancia \u00e9 aplicada em viola\u00e7\u00e3o \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o. A parte 2 da tese do STF \u00e9 clara: o Tribunal n\u00e3o anular\u00e1 &#8220;desde que seja compat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o&#8221;. No caso de crime hediondo, n\u00e3o h\u00e1 compatibilidade constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Alternativa D &#8211; INCORRETA. Quando h\u00e1 incompatibilidade constitucional da clem\u00eancia ou contradi\u00e7\u00e3o que autoriza anula\u00e7\u00e3o, o Tribunal determina novo j\u00fari, n\u00e3o reduz pena ou desclassifica. Essas medidas s\u00e3o cab\u00edveis em outras hip\u00f3teses de recurso, n\u00e3o nesta.<\/p>\n\n\n\n<p>Alternativa E &#8211; INCORRETA. A natureza hedionda do crime \u00e9 absolutamente relevante. \u00c9 justamente o que torna a clem\u00eancia inconstitucional. Ainda que o pedido esteja registrado em ata e seja compat\u00edvel com as circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas, ele \u00e9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal quando aplicado a crime hediondo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-memorizacao-estrategica\"><span id=\"memorizacao-estrategica\">Memoriza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica<\/span><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-formula-pratica-checklist-da-contradicao-no-juri\"><span id=\"formula-pratica-checklist-da-contradicao-no-juri\">F\u00f3rmula pr\u00e1tica: checklist da contradi\u00e7\u00e3o no j\u00fari<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>PASSO 1<\/strong>: Os jurados reconheceram materialidade e autoria? Se SIM, prossiga.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PASSO 2<\/strong>: Os jurados absolveram no quesito gen\u00e9rico? Se SIM, prossiga.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PASSO 3<\/strong>: O crime \u00e9 hediondo, tr\u00e1fico, terrorismo ou tortura? Se SIM, clem\u00eancia \u00e9 INCONSTITUCIONAL. Anula\u00e7\u00e3o poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PASSO 4<\/strong>: Se n\u00e3o \u00e9 crime hediondo, havia tese defensiva que justifica absolvi\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Leg\u00edtima defesa? Absolvi\u00e7\u00e3o pode ser v\u00e1lida.<\/li>\n\n\n\n<li>Estado de necessidade? Absolvi\u00e7\u00e3o pode ser v\u00e1lida.<\/li>\n\n\n\n<li>Clem\u00eancia registrada em ata? Absolvi\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>PASSO 5<\/strong>: Se a \u00fanica tese era negativa de autoria ou desclassifica\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o h\u00e1 clem\u00eancia em ata, H\u00c1 CONTRADI\u00c7\u00c3O. Anula\u00e7\u00e3o poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tese-do-stf-tema-1087-limites-da-clemencia\"><span id=\"tese-do-stf-tema-1087-limites-da-clemencia\">Tese do STF (Tema 1087) + limites da clem\u00eancia<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Parte 1 (cabimento do recurso): &#8220;\u00c9 cab\u00edvel recurso de apela\u00e7\u00e3o (art. 593, III, d, CPP) quando a decis\u00e3o do j\u00fari, no quesito gen\u00e9rico, for manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Parte 2 (quando N\u00c3O anular): &#8220;N\u00e3o haver\u00e1 novo j\u00fari se houver clem\u00eancia constante em ata, compat\u00edvel com CF, STF e circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Limite constitucional (RHC 229.558 AgR): &#8220;Clem\u00eancia n\u00e3o se aplica a crimes hediondos, tr\u00e1fico, terrorismo e tortura, pois s\u00e3o insuscet\u00edveis de gra\u00e7a ou anistia (CF, art. 5\u00ba, XLIII).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quadro-resumo\"><span id=\"quadro-resumo\">Quadro-resumo<\/span><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Situa\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Clem\u00eancia poss\u00edvel?<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Anula\u00e7\u00e3o poss\u00edvel?<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Homic\u00eddio simples + clem\u00eancia em ata<\/td><td>SIM<\/td><td>N\u00c3O<\/td><\/tr><tr><td>Feminic\u00eddio + clem\u00eancia em ata<\/td><td>N\u00c3O (hediondo)<\/td><td>SIM<\/td><\/tr><tr><td>Homic\u00eddio qualificado + sem clem\u00eancia + s\u00f3 negativa autoria<\/td><td>N\u00c3O (hediondo)<\/td><td>SIM (contradi\u00e7\u00e3o)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conclusao-por-que-este-tema-pode-aprovar-voce\"><span id=\"conclusao-por-que-este-tema-pode-aprovar-voce\">Conclus\u00e3o: por que este tema pode aprovar voc\u00ea<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>O Tema 1087 do STF \u00e9 recente (outubro\/2024) e extremamente relevante. A aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica pelo STJ (novembro\/2025) e o precedente sobre limites da clem\u00eancia (RHC 229.558 AgR\/2023) formam um conjunto de conhecimentos que poucos candidatos dominam.<\/p>\n\n\n\n<p>Promotores precisam saber quando podem recorrer e como fundamentar. Defensores precisam saber como registrar clem\u00eancia em ata e quando ela \u00e9 constitucional. Ju\u00edzes precisam saber quando anular julgamentos. E candidatos precisam dominar a tese para acertar quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando voc\u00ea encontrar uma quest\u00e3o sobre j\u00fari e absolvi\u00e7\u00e3o no quesito gen\u00e9rico, lembre-se: verifique se h\u00e1 clem\u00eancia em ata, se o crime \u00e9 hediondo, se h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o entre quesitos. Essa an\u00e1lise estruturada pode ser seu diferencial.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"h-quer-saber-quais-serao-os-proximos-concursos\"><span id=\"quer-saber-quais-serao-os-proximos-concursos\">Quer saber quais ser\u00e3o os pr\u00f3ximos concursos?<\/span><\/h2>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse has-text-align-center\">Confira nossos&nbsp;<a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/\" target=\"_blank\" >artigos para Carreiras Jur\u00eddicas<\/a>!<\/pre>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-723b3278bf14a50a5e7b7e937b9a17d4\"><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/concursos-abertos-carreiras-juridicas\/\">Concursos jur\u00eddicos abertos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-496ff0d6ff0b820bef202a6b1c368a65\"><a href=\"https:\/\/cj.estrategia.com\/portal\/concursos-juridicos-2026\/\">Concursos jur\u00eddicos 2026<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Imagine a cena: um homem \u00e9 julgado pelo Tribunal do J\u00fari por homic\u00eddio qualificado. 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